Análise dos touros do Sumário Brasileiro de Touros Gir Leiteiro (Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro, Embrapa Gado de Leite e ABCGIL, 9ª Avaliação Genômica de Touros, 2026), pelo IPGL ou por qualquer GPTA ou STA: criadores, marcas, pais, pedigree, endogamia, biomas e clima.
Painel do Sumário de Touros Gir Leiteiro
Como usar os filtros. A métrica foco ordena a lista e define os rankings, gráficos e médias da página. O filtro de touros separa provados (já com resultado do teste de progênie) de jovens genômicos (grupos 35 em diante, ainda sem filhas avaliadas). A idade vem da data de nascimento. O recorte limita a análise aos melhores pela métrica foco: top 1%, 5%, 10%, 25%, 50% ou o sumário completo. Estado, cidade e criador referem-se à fazenda dona da marca do registro (cadastro da ABCZ).
Glossário das métricas (Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro, Embrapa/ABCGIL/ABCZ):
Provado × jovem genômico. O touro provado (símbolo verde) passou pelo teste de progênie do Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro: tem filhas com produção e características medidas (fenotipadas), e a avaliação dele usa esses dados, além do pedigree e do genótipo. O jovem genômico (símbolo azul; grupos 35 a 38 do teste) tem avaliação com base nos dados genômicos (genótipo), no pedigree e nas informações dos parentes, ainda sem filhas fenotipadas: por isso a acurácia é menor e a avaliação tende a mudar mais quando as filhas forem avaliadas (VanRaden, 2008; Panetto et al., 2026a; 2026b).
Os valores vêm do Sumário Brasileiro de Touros do Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro (Embrapa Gado de Leite/ABCGIL). A PTA (capacidade prevista de transmissão) é metade do valor genético: a diferença esperada na média das filhas do touro em relação à base da avaliação (PTA de leite +500 kg = filhas com 500 kg a mais por lactação) (Falconer e Mackay, 1996; Panetto et al., 2026a). Desde 2026 todas as características são avaliadas com informação genômica (single-step GBLUP, com pedigree, fenótipos e genótipos), por isso aqui todas as PTAs são tratadas como GPTA (VanRaden, 2008; Panetto et al., 2026a). Os valores só se comparam dentro da mesma avaliação.
Como o IPGL é composto. O IPGL (Índice de Produção do Gir Leiteiro) dos touros soma, com pesos, as avaliações padronizadas de leite (30%), gordura (20%), proteína (20%) e idade ao primeiro parto (15%, quanto mais precoce melhor), e desconta 15% pelo parentesco médio do touro com as fêmeas da raça, para estimular linhagens alternativas. Tem correlação de 0,92 com a GPTA de leite e foi reformulado em 2026 (Panetto et al., 2026a; 2026b).
Percentis e acurácia. As colunas de percentil vão de 1 a 100; nos dados, 1 é sempre a posição mais favorável (maior leite, gordura, proteína, oócitos e IPGL; menor idade ao primeiro parto). No parentesco médio, o percentil 1 é o touro menos aparentado com a raça. A acurácia (%) mede a confiança da avaliação: touros provados por progênie, com muitas filhas e rebanhos, têm acurácia maior que os jovens avaliados só pela genômica (grupos 35 a 38 do teste de progênie) (Panetto et al., 2026a; 2026b).
Média, mediana, máximo e mínimo resumem a métrica escolhida no recorte e nos filtros atuais.
Um animal por linha, com os dados da planilha da ABCGIL, o criador pela marca e, quando calculado, o F e a profundidade do pedigree. O link “pedigree” abre a ficha genealógica montada com a consulta pública da ABCZ.
Parentesco c/ Elite: parentesco médio do touro com as fêmeas da lista Elite, que é o F médio esperado das filhas dele com elas (verde até 3,125%, amarelo até 6,25%, vermelho acima); embaixo, quantas fêmeas ficariam até 3,125%. Sem pedigree: touro sem pai nem mãe conhecidos; o parentesco não pode ser calculado.
As colunas (IPGL, GPTA, acurácia, percentil, STA, compostos, proteínas do leite) estão definidas no Saiba mais dos Filtros, com as páginas dos sumários da Embrapa.
Provado × jovem genômico. O touro provado (símbolo verde) passou pelo teste de progênie do Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro: tem filhas com produção e características medidas (fenotipadas), e a avaliação dele usa esses dados, além do pedigree e do genótipo. O jovem genômico (símbolo azul; grupos 35 a 38 do teste) tem avaliação com base nos dados genômicos (genótipo), no pedigree e nas informações dos parentes, ainda sem filhas fenotipadas: por isso a acurácia é menor e a avaliação tende a mudar mais quando as filhas forem avaliadas (VanRaden, 2008; Panetto et al., 2026a; 2026b).
Elite: neste painel, são as fêmeas listadas no Top 10% da ABCGIL (lista de fêmeas em IPGL e GPTA Leite, edição ativa). Os touros do sumário não fazem parte da Elite.
Linha (eixo da direita): média da métrica por ano de nascimento. Mostra a composição do recorte por geração; só entram os anos com o mínimo de animais escolhido nos filtros.
Não é o ganho genético da raça: o corte para entrar na lista é o mesmo para todos os anos, então a média do recorte muda pouco. Além disso, as avaliações de animais jovens são encolhidas em direção à média dos pais (Henderson, 1975).
Δ da métrica foco de cada ano (ΔIPGL, ΔGPTA PL...). Para cada ano de nascimento t com o mínimo de animais escolhido nos filtros: Δt = (ȳt − ȳt−k) ÷ k, em que ȳt é a média da métrica (IPGL ou GPTA) dos animais nascidos em t e k é a distância em anos até o ano anterior com dados (normalmente 1). Barra verde = a média subiu; vermelha = caiu.
Tendência (Δ realizado por ano). É a inclinação b da regressão linear da média de cada ano sobre o ano de nascimento, ponderada pelo número de animais do ano (nt): b = Σ nt (t − t̄) (ȳt − ȳ) ÷ Σ nt (t − t̄)², com t̄ e ȳ médias ponderadas por nt. É a tendência genética, a forma usual de medir o progresso realizado nas avaliações de um programa de melhoramento, e é bem mais estável que a diferença de um ano para o outro. Ao lado, a média dos Δ dos 5 anos mais recentes mostra o ritmo atual.
Δ por geração = b × L, em que L é o intervalo de gerações: a média das idades do pai (Lpai) e da mãe (Lmãe) na data de nascimento dos animais, L = (Lpai + Lmãe) ÷ 2 (Rendel & Robertson, 1950).
E a fórmula de Falconer? A equação do progresso genético, ΔG por ano = i · r · σA ÷ L (Falconer & Mackay, 1996; Rendel & Robertson, 1950), prevê o ganho a partir da intensidade de seleção (i), da acurácia (r) e do desvio-padrão genético aditivo (σA). Aqui o ganho (Δ da métrica foco, o mesmo ΔG da equação) é observado diretamente nas avaliações publicadas, que já são estimativas do valor genético, sem precisar estimar i, r e σA. Os dois se ligam pelo mesmo intervalo de gerações: o observado mostra o que a seleção de fato entregou; a equação mostra o que ela poderia entregar.
Cuidados. No recorte (top x%) o corte é o mesmo para todos os anos: o Δ mede a mudança entre os animais que entram na lista, não o progresso da raça. As avaliações dos animais jovens são encolhidas em direção à média dos pais (Henderson, 1975), o que suaviza os anos mais recentes; anos com poucos animais oscilam mais.
Distribuição da métrica entre os animais da lista. Como a lista é a cauda superior (top 10%) de uma distribuição aproximadamente normal, o formato esperado é truncado: muitos animais perto do corte e cada vez menos nos valores altos (Cohen, 1991).
Por isso média e variância do sumário não representam todos os touros avaliados; a seção “Estrutura genética e seleção do sumário” estima a média e o desvio-padrão de todos os touros avaliados a partir dos percentis da planilha.
Idade média do pai e da mãe, em anos, na data de nascimento do animal (pai e mãe pela ficha da filha na ABCZ). Corresponde ao intervalo de gerações nos caminhos pai→filha e mãe→filha (Falconer & Mackay, 1996).
O intervalo de gerações entra no denominador do progresso genético anual (ΔG = i · r · σ / L): intervalos menores aceleram o progresso. Aqui ele representa este recorte (os caminhos que produziram o sumário), não a raça.
Número de animais do sumário nascidos em cada ano e a participação percentual de cada ano no total do recorte.
Mostra se a elite atual é formada sobretudo por animais jovens ou se reúne gerações mais antigas. A porcentagem aparece escrita nas fatias com 5% ou mais; as demais estão na legenda e no balão ao passar o mouse.
Touros com mais filhos no sumário. O número reflete o mérito do touro e também a intensidade de uso dele (quantos filhos teve).
Sem o número total de filhos avaliados de cada touro não é uma taxa de sucesso: um touro muito usado pode ter muitos filhos no sumário com taxa menor que um touro pouco usado.
Vacas com mais filhos no sumário, em geral doadoras de FIV/TE. O número reflete o mérito da vaca e a intensidade de uso dela como doadora.
Como no ranking dos touros, não é uma taxa: faltam os filhos que não entraram no sumário.
Filhas na avaliação é a coluna Nº de filhas do sumário: filhas com controle leiteiro usadas no teste de progênie do touro (PNMGL). Jovens genômicos não têm filhas avaliadas.
Filhas no Top 10% de fêmeas conta, na lista Elite ativa, as fêmeas cujo pai tem o registro do touro. Os dois números medem coisas diferentes: o primeiro, a base da prova do touro; o segundo, o quanto ele já está presente nas melhores doadoras.
Elite: neste painel, são as fêmeas listadas no Top 10% da ABCGIL (lista de fêmeas em IPGL e GPTA Leite, edição ativa). Os touros do sumário não fazem parte da Elite.
Filhas na avaliação é a coluna Nº de filhas do sumário: filhas com controle leiteiro usadas no teste de progênie do touro (PNMGL). Jovens genômicos não têm filhas avaliadas.
Filhas no Top 10% de fêmeas conta, na lista Elite ativa, as fêmeas cujo pai tem o registro do touro. Os dois números medem coisas diferentes: o primeiro, a base da prova do touro; o segundo, o quanto ele já está presente nas melhores doadoras.
Elite: neste painel, são as fêmeas listadas no Top 10% da ABCGIL (lista de fêmeas em IPGL e GPTA Leite, edição ativa). Os touros do sumário não fazem parte da Elite.
Esta seção cruza o sumário de touros com a lista Elite de fêmeas (Top 10% em IPGL e GPTA Leite, publicada pela ABCGIL), que fica no mesmo banco de dados do painel do top10. A ligação é feita pelo registro do pai de cada fêmea, que é o registro do touro no sumário, e pelo pedigree comum, coletado na ABCZ.
Os valores genéticos (IPGL, GPTA, STA) mudam a cada avaliação. Cada lista é uma edição com o ano da avaliação, e os quadros usam a lista Elite ativa e o sumário escolhido. Os quadros do sumário seguem o filtro de touros e o recorte; os que dependem só da Elite dizem isso no subtítulo.
Provado × jovem genômico. O touro provado (símbolo verde) passou pelo teste de progênie do Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro: tem filhas com produção e características medidas (fenotipadas), e a avaliação dele usa esses dados, além do pedigree e do genótipo. O jovem genômico (símbolo azul; grupos 35 a 38 do teste) tem avaliação com base nos dados genômicos (genótipo), no pedigree e nas informações dos parentes, ainda sem filhas fenotipadas: por isso a acurácia é menor e a avaliação tende a mudar mais quando as filhas forem avaliadas (VanRaden, 2008; Panetto et al., 2026a; 2026b).
Elite: neste painel, são as fêmeas listadas no Top 10% da ABCGIL (lista de fêmeas em IPGL e GPTA Leite, edição ativa). Os touros do sumário não fazem parte da Elite.
Cada ponto é um touro: no eixo horizontal, a métrica foco; no vertical, o número de filhas dele na lista Elite, em escala logarítmica (log de filhas + 1), para que os poucos touros com centenas de filhas não achatem o resto e o zero continue no zero.
O uso dos touros nas doadoras é o caminho pai-mãe da seleção: é por ele que o mérito do sumário chega às próximas doadoras (Rendel; Robertson, 1950). Touros de alto mérito com poucas filhas na Elite são, em geral, jovens genômicos, ainda sem filhas em produção; a seleção genômica encurta o intervalo de gerações justamente por usar esses touros mais cedo (Schaeffer, 2006; García-Ruiz et al., 2016).
A tabela Alto mérito e pouco usados lista os touros no top 10% da métrica foco (entre os mostrados) com no máximo 1 filha na Elite, com o parentesco de cada um com as fêmeas Elite.
Provado × jovem genômico. O touro provado (símbolo verde) passou pelo teste de progênie do Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro: tem filhas com produção e características medidas (fenotipadas), e a avaliação dele usa esses dados, além do pedigree e do genótipo. O jovem genômico (símbolo azul; grupos 35 a 38 do teste) tem avaliação com base nos dados genômicos (genótipo), no pedigree e nas informações dos parentes, ainda sem filhas fenotipadas: por isso a acurácia é menor e a avaliação tende a mudar mais quando as filhas forem avaliadas (VanRaden, 2008; Panetto et al., 2026a; 2026b).
Elite: neste painel, são as fêmeas listadas no Top 10% da ABCGIL (lista de fêmeas em IPGL e GPTA Leite, edição ativa). Os touros do sumário não fazem parte da Elite.
Cada ponto é um touro: no eixo horizontal, a métrica foco; no vertical, o número de filhas dele na lista Elite, em escala logarítmica (log de filhas + 1), para que os poucos touros com centenas de filhas não achatem o resto e o zero continue no zero.
O uso dos touros nas doadoras é o caminho pai-mãe da seleção: é por ele que o mérito do sumário chega às próximas doadoras (Rendel; Robertson, 1950). Touros de alto mérito com poucas filhas na Elite são, em geral, jovens genômicos, ainda sem filhas em produção; a seleção genômica encurta o intervalo de gerações justamente por usar esses touros mais cedo (Schaeffer, 2006; García-Ruiz et al., 2016).
A tabela Alto mérito e pouco usados lista os touros no top 10% da métrica foco (entre os mostrados) com no máximo 1 filha na Elite, com o parentesco de cada um com as fêmeas Elite.
Provado × jovem genômico. O touro provado (símbolo verde) passou pelo teste de progênie do Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro: tem filhas com produção e características medidas (fenotipadas), e a avaliação dele usa esses dados, além do pedigree e do genótipo. O jovem genômico (símbolo azul; grupos 35 a 38 do teste) tem avaliação com base nos dados genômicos (genótipo), no pedigree e nas informações dos parentes, ainda sem filhas fenotipadas: por isso a acurácia é menor e a avaliação tende a mudar mais quando as filhas forem avaliadas (VanRaden, 2008; Panetto et al., 2026a; 2026b).
Elite: neste painel, são as fêmeas listadas no Top 10% da ABCGIL (lista de fêmeas em IPGL e GPTA Leite, edição ativa). Os touros do sumário não fazem parte da Elite.
Parentesco, em todo o painel, é a coancestria de Malécot: a probabilidade de um gene tirado ao acaso de um animal ser idêntico, por descendência, a um gene tirado ao acaso do outro. É exatamente o F esperado da cria do acasalamento dos dois, e vale metade do coeficiente de parentesco aditivo de Wright (meio-irmãos: 12,5% aqui; 25% no aditivo).
O parentesco do touro com a Elite é a média do parentesco dele com cada fêmea da lista, ou seja, o F médio que as filhas dele teriam se ele fosse usado em todas. Com mais de 7 mil fêmeas e mais de mil touros, a conta direta seria inviável; o painel usa o método indireto de Colleau (2002): uma passada pelo pedigree com o vetor das fêmeas dá o parentesco de todos os animais com o grupo de uma vez.
Referências usadas nas faixas: 6,25% = cria de meio-irmãos (ou de avô com neta); 3,125% = cria de primos. Controlar o parentesco no acasalamento é a forma prática de segurar a endogamia sem abrir mão do ganho genético (Weigel, 2001); a solução ótima no nível da população é a seleção por contribuição ótima (Meuwissen, 1997).
O cálculo usa só o pedigree da ABCZ: ancestral desconhecido conta como não aparentado, então os valores são mínimos; touros e fêmeas com pedigree raso parecem menos aparentados do que são (VanRaden, 1992).
Elite: neste painel, são as fêmeas listadas no Top 10% da ABCGIL (lista de fêmeas em IPGL e GPTA Leite, edição ativa). Os touros do sumário não fazem parte da Elite.
Marcas (criadores) que têm fêmeas na lista Elite e touros no sumário. A marca sai da série do registro (ou do vínculo manual da gestão, para RGD antigo) e o criador, do cadastro da ABCZ.
As médias das fêmeas usam os valores da própria lista Elite; as dos touros, a métrica foco do sumário. Os índices de fêmeas e de touros não estão na mesma escala: compare a ordem entre criadores, não o valor de fêmea contra o de touro. A coluna de filhas na Elite soma as filhas dos touros daquela marca, de qualquer criador.
Elite: neste painel, são as fêmeas listadas no Top 10% da ABCGIL (lista de fêmeas em IPGL e GPTA Leite, edição ativa). Os touros do sumário não fazem parte da Elite.
Para touros com 3 ou mais filhas na Elite, o valor do touro no sumário contra a média das filhas dele na lista. Pela teoria, o valor genético esperado de uma filha é a média dos valores do pai e da mãe (Falconer; Mackay, 1996): touros melhores tendem a ter filhas melhores.
Dois cuidados: (1) as filhas que aparecem são só as que entraram na Elite, uma amostra truncada no topo; isso puxa as médias para cima e atenua a correlação vista, como na correção de Pearson-Lawley (Lawley, 1943); (2) os índices de fêmeas e de touros têm escalas diferentes, então vale a ordem, não o valor absoluto. A coluna Filhas − média da Elite mostra quanto as filhas de cada touro ficam acima ou abaixo da média da lista.
Elite: neste painel, são as fêmeas listadas no Top 10% da ABCGIL (lista de fêmeas em IPGL e GPTA Leite, edição ativa). Os touros do sumário não fazem parte da Elite.
A contribuição genética esperada de um ancestral a um grupo é a fração dos genes do grupo que vem dele: cada animal passa metade dos genes ao filho, então um touro contribui com 1/2 em cada filha, 1/4 em cada neta, e assim por diante (James, 1972). O painel faz a conta para toda a lista Elite, com o pedigree inteiro.
As contribuições se sobrepõem: um touro e o pai dele contam os mesmos genes, por isso a soma passa de 100%. Para separar a parte própria de cada ancestral usa-se a contribuição marginal, base do número efetivo de ancestrais (fa) da seção Estrutura genética (Boichard; Maignel; Verrier, 1997; Lacy, 1989).
O cálculo usa só o pedigree da ABCZ: ancestral desconhecido conta como não aparentado, então os valores são mínimos; touros e fêmeas com pedigree raso parecem menos aparentados do que são (VanRaden, 1992).
Elite: neste painel, são as fêmeas listadas no Top 10% da ABCGIL (lista de fêmeas em IPGL e GPTA Leite, edição ativa). Os touros do sumário não fazem parte da Elite.
Para cada ano de nascimento das fêmeas Elite, a fração delas filha de touro provado, de touro jovem genômico, de touro que não está no sumário ou sem pai informado.
A situação do pai é a do sumário atual: um touro que hoje é provado pode ter sido usado quando ainda era jovem. Por isso o gráfico mostra a composição das doadoras pela situação atual dos pais, não a decisão tomada na época. Em gado de leite, a adoção de touros jovens genômicos reduziu o intervalo de gerações do caminho pai-filho de cerca de 7 para menos de 2,5 anos nos Estados Unidos (García-Ruiz et al., 2016).
Provado × jovem genômico. O touro provado (símbolo verde) passou pelo teste de progênie do Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro: tem filhas com produção e características medidas (fenotipadas), e a avaliação dele usa esses dados, além do pedigree e do genótipo. O jovem genômico (símbolo azul; grupos 35 a 38 do teste) tem avaliação com base nos dados genômicos (genótipo), no pedigree e nas informações dos parentes, ainda sem filhas fenotipadas: por isso a acurácia é menor e a avaliação tende a mudar mais quando as filhas forem avaliadas (VanRaden, 2008; Panetto et al., 2026a; 2026b).
Elite: neste painel, são as fêmeas listadas no Top 10% da ABCGIL (lista de fêmeas em IPGL e GPTA Leite, edição ativa). Os touros do sumário não fazem parte da Elite.
Parentesco, em todo o painel, é a coancestria de Malécot: a probabilidade de um gene tirado ao acaso de um animal ser idêntico, por descendência, a um gene tirado ao acaso do outro. É exatamente o F esperado da cria do acasalamento dos dois, e vale metade do coeficiente de parentesco aditivo de Wright (meio-irmãos: 12,5% aqui; 25% no aditivo).
Os quadros desta seção usam todas as combinações touro × fêmea Elite (mais de 8 milhões de pares), calculadas por uma passada do método de Colleau (2002) para cada touro e guardadas só como resumos.
Diversidade comparada: parentesco médio entre pares (sem o próprio animal) dentro da Elite, dentro do sumário e entre Elite e sumário. A diversidade gênica retida é 1 menos o parentesco médio (Caballero; Toro, 2000). Se Elite × touros é menor que Elite × Elite, usar touros do sumário gera, em média, crias menos aparentadas do que acasalar doadoras da Elite entre si.
O cálculo usa só o pedigree da ABCZ: ancestral desconhecido conta como não aparentado, então os valores são mínimos; touros e fêmeas com pedigree raso parecem menos aparentados do que são (VanRaden, 1992).
Provado × jovem genômico. O touro provado (símbolo verde) passou pelo teste de progênie do Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro: tem filhas com produção e características medidas (fenotipadas), e a avaliação dele usa esses dados, além do pedigree e do genótipo. O jovem genômico (símbolo azul; grupos 35 a 38 do teste) tem avaliação com base nos dados genômicos (genótipo), no pedigree e nas informações dos parentes, ainda sem filhas fenotipadas: por isso a acurácia é menor e a avaliação tende a mudar mais quando as filhas forem avaliadas (VanRaden, 2008; Panetto et al., 2026a; 2026b).
Elite: neste painel, são as fêmeas listadas no Top 10% da ABCGIL (lista de fêmeas em IPGL e GPTA Leite, edição ativa). Os touros do sumário não fazem parte da Elite.
A média do parentesco de um touro com a Elite pode esconder que ele é parente próximo de parte das doadoras e distante do resto. As faixas contam quantas fêmeas ficariam com F esperado até 3,125%, de 3,125% a 6,25% e acima de 6,25% com o touro. Referências usadas nas faixas: 6,25% = cria de meio-irmãos (ou de avô com neta); 3,125% = cria de primos.
Touros sem pai nem mãe conhecidos no pedigree ficam de fora: para eles o parentesco não pode ser calculado (não é zero).
Elite: neste painel, são as fêmeas listadas no Top 10% da ABCGIL (lista de fêmeas em IPGL e GPTA Leite, edição ativa). Os touros do sumário não fazem parte da Elite.
Para cada fêmea Elite, quantos touros do top 10% do índice (todos os touros do sumário, sem filtro) dariam cria com F esperado até 3,125%. Touro seguro para uma fêmea é o touro que está no top 10% do índice da métrica foco (GPTA PL quando ela é a foco, IPGL nas demais) e que daria cria com F esperado até 3,125% com ela, ou seja, parentesco no máximo igual ao de primos. O limite segue a prática de evitar acasalamentos acima desse nível; acima de 6,25% (meio-irmãos) a endogamia da cria já é considerada alta. Fêmeas com poucos touros seguros concentram o risco de endogamia no planejamento de acasalamentos.
Fêmeas com menos opções: ordenadas por menos touros até 3,125%; no empate, menos touros até 6,25%; depois, o maior menor F possível (o melhor que se consegue com ela entre esses touros, com o touro que dá esse valor). É a lógica dos sistemas de acasalamento que penalizam o mérito da cria pelo parentesco dos pais (Pryce; Hayes; Goddard, 2012; Weigel, 2001).
O cálculo usa só o pedigree da ABCZ: ancestral desconhecido conta como não aparentado, então os valores são mínimos; touros e fêmeas com pedigree raso parecem menos aparentados do que são (VanRaden, 1992).
Elite: neste painel, são as fêmeas listadas no Top 10% da ABCGIL (lista de fêmeas em IPGL e GPTA Leite, edição ativa). Os touros do sumário não fazem parte da Elite.
Para cada fêmea Elite, quantos touros do top 10% do índice (todos os touros do sumário, sem filtro) dariam cria com F esperado até 3,125%. Touro seguro para uma fêmea é o touro que está no top 10% do índice da métrica foco (GPTA PL quando ela é a foco, IPGL nas demais) e que daria cria com F esperado até 3,125% com ela, ou seja, parentesco no máximo igual ao de primos. O limite segue a prática de evitar acasalamentos acima desse nível; acima de 6,25% (meio-irmãos) a endogamia da cria já é considerada alta. Fêmeas com poucos touros seguros concentram o risco de endogamia no planejamento de acasalamentos.
Fêmeas com menos opções: ordenadas por menos touros até 3,125%; no empate, menos touros até 6,25%; depois, o maior menor F possível (o melhor que se consegue com ela entre esses touros, com o touro que dá esse valor). É a lógica dos sistemas de acasalamento que penalizam o mérito da cria pelo parentesco dos pais (Pryce; Hayes; Goddard, 2012; Weigel, 2001).
O cálculo usa só o pedigree da ABCZ: ancestral desconhecido conta como não aparentado, então os valores são mínimos; touros e fêmeas com pedigree raso parecem menos aparentados do que são (VanRaden, 1992).
Elite: neste painel, são as fêmeas listadas no Top 10% da ABCGIL (lista de fêmeas em IPGL e GPTA Leite, edição ativa). Os touros do sumário não fazem parte da Elite.
Parentesco médio (F esperado da cria, %) entre cada um dos 10 melhores touros pelo índice da métrica foco (GPTA PL quando ela é a foco, IPGL nas demais) e as fêmeas Elite das 10 marcas com mais fêmeas. A cor vai do menor ao maior valor da própria tabela: mais escuro, mais aparentado. Ajuda a ver quais linhagens de touros são próximas de quais rebanhos, por exemplo um touro filho de um reprodutor muito usado num criador.
Elite: neste painel, são as fêmeas listadas no Top 10% da ABCGIL (lista de fêmeas em IPGL e GPTA Leite, edição ativa). Os touros do sumário não fazem parte da Elite.
Quanto o sumário depende de poucos pais. A curva acumulada (curva de Lorenz) mostra a parte dos filhos explicada pelos touros mais frequentes; o índice de Gini resume a desigualdade (0 = todos os touros com o mesmo número de filhos; perto de 1 = poucos concentram quase tudo) (Gini, 1912).
O número efetivo de pais (1 / soma das participações ao quadrado) é quantos touros igualmente usados dariam a mesma concentração; números baixos indicam risco de perda de variabilidade (Falconer & Mackay, 1996).
A beta-caseína é uma proteína do leite com variantes genéticas; as mais comuns são A1 e A2. O genótipo A2A2 produz leite só com a variante A2, associada a possíveis benefícios à saúde humana ainda em discussão (Kamiński et al., 2007).
Só parte dos animais é genotipada, e não ao acaso: a frequência vale para os genotipados do sumário, não para a raça.
Participação de cada criador (dono da marca do registro, consultado na ABCZ) no número de animais do sumário. Mostra quantos rebanhos sustentam o sumário e quanto ela depende dos maiores.
É a participação no sumário, não a proporção do rebanho de cada criador que entra no sumário: para isso seria preciso o número de animais avaliados de cada rebanho.
Cores dos criadores. Os 19 criadores mais presentes na lista inteira (como criadores dos touros, dos pais e das mães) têm sempre a mesma cor em todo o painel (pizza, gráficos, nuvem de marcas e quadradinho nas tabelas), com qualquer filtro ou origem; os demais recebem, em cada gráfico, uma cor que ainda não foi usada nele.
Cada palavra é uma marca (rebanho de origem); o tamanho é proporcional ao número de animais do sumário com aquela marca no registro (uma marca por animal), dentro do recorte e dos filtros.
Criador de origem. A nuvem segue o seletor “Criador de origem do(a)” desta seção: com “Animal avaliado” conta a marca do registro de cada touro; com Pai, Mãe ou um dos avós, conta a marca do registro desse ancestral (um por touro).
As marcas da nuvem em tabela, com o número de animais de cada uma, a % sobre os animais do recorte e a média da métrica. Permite ordenar e comparar a presença de cada rebanho no sumário.
Média da métrica por criador (ponto), com a barra de erro do menor ao maior valor dos animais do criador (aparece na ordenação por média).
Como ler as barras de erro: o ponto é a média do grupo e a barra vai do menor ao maior valor entre os animais dele (amplitude). Não é intervalo de confiança nem erro-padrão: a barra mostra o quanto os animais do grupo variam entre si, não a precisão da média. Barra curta = animais parecidos; barra longa = grupo heterogêneo ou com algum animal muito diferente dos demais (a média fica perto de onde está a maioria). Grupos com mais animais tendem a ter barras mais longas só por terem mais chance de incluir valores extremos, e um grupo de um animal só não tem barra. Por isso, barras sobrepostas não querem dizer que as médias são iguais, e barras separadas não são, sozinhas, prova de diferença estatística.
Criadores com poucos animais têm médias instáveis: compare com cuidado criadores com tamanhos muito diferentes. A média descreve os animais que entraram no sumário, não o rebanho todo do criador.
Animais do sumário por cidade e por estado do criador (fazenda dona da marca, segundo a ABCZ), com a média da métrica. Locais com poucos animais têm médias instáveis.
Clima e ITU. Temperatura, umidade relativa e chuva vêm das Normais Climatológicas 1991-2020 do INMET (médias de 30 anos por estação). Como as estações não cobrem todos os municípios, cada mês de cada variável foi estimado para a sede do município pela média das estações mais próximas, com mais peso para as mais perto (até 6 estações num raio de 400 km). O ITU de cada mês = 0,8 × T + UR × (T − 14,3) ÷ 100 + 46,3 (Andrade et al., 2023); o ITU anual é a média dos 12 meses e o máximo é o do mês mais quente. Referência para vacas leiteiras: até 72 = conforto; 72 a 78 = estresse leve; 79 a 88 = moderado (Armstrong, 1994); o Gir, zebuíno, tolera mais calor. São médias mensais de longo prazo: os dias mais quentes têm ITU maior, e onde a estação mais próxima fica longe (serras, divisas) a estimativa é menos precisa.
Animais do sumário por cidade e por estado do criador (fazenda dona da marca, segundo a ABCZ), com a média da métrica. Locais com poucos animais têm médias instáveis.
Clima e ITU. Temperatura, umidade relativa e chuva vêm das Normais Climatológicas 1991-2020 do INMET (médias de 30 anos por estação). Como as estações não cobrem todos os municípios, cada mês de cada variável foi estimado para a sede do município pela média das estações mais próximas, com mais peso para as mais perto (até 6 estações num raio de 400 km). O ITU de cada mês = 0,8 × T + UR × (T − 14,3) ÷ 100 + 46,3 (Andrade et al., 2023); o ITU anual é a média dos 12 meses e o máximo é o do mês mais quente. Referência para vacas leiteiras: até 72 = conforto; 72 a 78 = estresse leve; 79 a 88 = moderado (Armstrong, 1994); o Gir, zebuíno, tolera mais calor. São médias mensais de longo prazo: os dias mais quentes têm ITU maior, e onde a estação mais próxima fica longe (serras, divisas) a estimativa é menos precisa.
Uma linha por criador (dono da marca): número de animais no sumário, média e classificação. A classificação compara criadores pelo número de animais e pela média; leve em conta o tamanho do grupo ao comparar médias.
Animais do sumário por cidade e por estado do criador (fazenda dona da marca, segundo a ABCZ), com a média da métrica. Locais com poucos animais têm médias instáveis.
Clima e ITU. Temperatura, umidade relativa e chuva vêm das Normais Climatológicas 1991-2020 do INMET (médias de 30 anos por estação). Como as estações não cobrem todos os municípios, cada mês de cada variável foi estimado para a sede do município pela média das estações mais próximas, com mais peso para as mais perto (até 6 estações num raio de 400 km). O ITU de cada mês = 0,8 × T + UR × (T − 14,3) ÷ 100 + 46,3 (Andrade et al., 2023); o ITU anual é a média dos 12 meses e o máximo é o do mês mais quente. Referência para vacas leiteiras: até 72 = conforto; 72 a 78 = estresse leve; 79 a 88 = moderado (Armstrong, 1994); o Gir, zebuíno, tolera mais calor. São médias mensais de longo prazo: os dias mais quentes têm ITU maior, e onde a estação mais próxima fica longe (serras, divisas) a estimativa é menos precisa.
Animais do sumário por cidade e por estado do criador (fazenda dona da marca, segundo a ABCZ), com a média da métrica. Locais com poucos animais têm médias instáveis.
Clima e ITU. Temperatura, umidade relativa e chuva vêm das Normais Climatológicas 1991-2020 do INMET (médias de 30 anos por estação). Como as estações não cobrem todos os municípios, cada mês de cada variável foi estimado para a sede do município pela média das estações mais próximas, com mais peso para as mais perto (até 6 estações num raio de 400 km). O ITU de cada mês = 0,8 × T + UR × (T − 14,3) ÷ 100 + 46,3 (Andrade et al., 2023); o ITU anual é a média dos 12 meses e o máximo é o do mês mais quente. Referência para vacas leiteiras: até 72 = conforto; 72 a 78 = estresse leve; 79 a 88 = moderado (Armstrong, 1994); o Gir, zebuíno, tolera mais calor. São médias mensais de longo prazo: os dias mais quentes têm ITU maior, e onde a estação mais próxima fica longe (serras, divisas) a estimativa é menos precisa.
Localização pela cidade da fazenda dona da marca do registro (ABCZ), não pelo local onde o animal está hoje. Bolha = quantidade de animais (ou de criadores, no segundo mapa); cor = média da métrica.
Mostra a distribuição geográfica da origem genética do sumário.
Biomas são grandes conjuntos de vegetação e clima contínuos, delimitados pelo IBGE: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal. O mapa mostra onde ficam as cidades dos criadores dos animais do sumário em relação aos biomas.
Cada cidade é atribuída ao bioma em que fica a sede do município. Municípios na divisa entre biomas podem ter parte do território em outro, e o contorno foi simplificado para o painel (escala 1:5.000.000). O bioma indica a região de origem genética dos animais (cidade da fazenda dona da marca), não onde eles estão hoje nem o sistema de produção.
Letras na tabela. As médias de IPGL e GPTA de cada bioma foram comparadas duas a duas pelo teste t de Welch, que aceita grupos de tamanhos e variâncias diferentes (Welch, 1947). Como são várias comparações ao mesmo tempo, os valores-p foram corrigidos pelo método de Holm (Holm, 1979), e as letras seguem o algoritmo de Piepho (2004): na mesma coluna, médias com pelo menos uma letra em comum não diferem a 5%; médias sem letra em comum diferem. Biomas com poucos animais têm médias pouco precisas e raramente diferem dos demais. Animais da mesma família ou do mesmo rebanho não são independentes, então a significância é aproximada.
Clima e ITU. Temperatura, umidade relativa e chuva vêm das Normais Climatológicas 1991-2020 do INMET (médias de 30 anos por estação). Como as estações não cobrem todos os municípios, cada mês de cada variável foi estimado para a sede do município pela média das estações mais próximas, com mais peso para as mais perto (até 6 estações num raio de 400 km). O ITU de cada mês = 0,8 × T + UR × (T − 14,3) ÷ 100 + 46,3 (Andrade et al., 2023); o ITU anual é a média dos 12 meses e o máximo é o do mês mais quente. Referência para vacas leiteiras: até 72 = conforto; 72 a 78 = estresse leve; 79 a 88 = moderado (Armstrong, 1994); o Gir, zebuíno, tolera mais calor. São médias mensais de longo prazo: os dias mais quentes têm ITU maior, e onde a estação mais próxima fica longe (serras, divisas) a estimativa é menos precisa.
Biomas são grandes conjuntos de vegetação e clima contínuos, delimitados pelo IBGE: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal. O mapa mostra onde ficam as cidades dos criadores dos animais do sumário em relação aos biomas.
Cada cidade é atribuída ao bioma em que fica a sede do município. Municípios na divisa entre biomas podem ter parte do território em outro, e o contorno foi simplificado para o painel (escala 1:5.000.000). O bioma indica a região de origem genética dos animais (cidade da fazenda dona da marca), não onde eles estão hoje nem o sistema de produção.
Letras na tabela. As médias de IPGL e GPTA de cada bioma foram comparadas duas a duas pelo teste t de Welch, que aceita grupos de tamanhos e variâncias diferentes (Welch, 1947). Como são várias comparações ao mesmo tempo, os valores-p foram corrigidos pelo método de Holm (Holm, 1979), e as letras seguem o algoritmo de Piepho (2004): na mesma coluna, médias com pelo menos uma letra em comum não diferem a 5%; médias sem letra em comum diferem. Biomas com poucos animais têm médias pouco precisas e raramente diferem dos demais. Animais da mesma família ou do mesmo rebanho não são independentes, então a significância é aproximada.
Clima e ITU. Temperatura, umidade relativa e chuva vêm das Normais Climatológicas 1991-2020 do INMET (médias de 30 anos por estação). Como as estações não cobrem todos os municípios, cada mês de cada variável foi estimado para a sede do município pela média das estações mais próximas, com mais peso para as mais perto (até 6 estações num raio de 400 km). O ITU de cada mês = 0,8 × T + UR × (T − 14,3) ÷ 100 + 46,3 (Andrade et al., 2023); o ITU anual é a média dos 12 meses e o máximo é o do mês mais quente. Referência para vacas leiteiras: até 72 = conforto; 72 a 78 = estresse leve; 79 a 88 = moderado (Armstrong, 1994); o Gir, zebuíno, tolera mais calor. São médias mensais de longo prazo: os dias mais quentes têm ITU maior, e onde a estação mais próxima fica longe (serras, divisas) a estimativa é menos precisa.
Metodologia. Cada animal do sumário é classificado pelo clima da cidade do criador (fazenda dona da marca do registro), em duas tabelas: pelo ITU anual (média dos 12 meses) e pelo ITU do mês mais quente. O clima vem das Normais Climatológicas 1991-2020 do INMET (médias de 30 anos de temperatura e umidade relativa, por estação). Como as estações não cobrem todos os municípios, cada mês foi estimado para a sede do município pela média das estações mais próximas, com mais peso para as mais perto (até 6 estações num raio de 400 km). O ITU (índice de temperatura e umidade) mede o desconforto térmico dos bovinos: ITU = 0,8 × T + UR × (T − 14,3) ÷ 100 + 46,3 (Andrade et al., 2023).
O que são as Normais Climatológicas. São as médias de 30 anos das variáveis do clima (temperatura, umidade relativa, chuva e outras), calculadas mês a mês para cada estação meteorológica com série longa e completa o bastante, segundo as regras da Organização Meteorológica Mundial (OMM). Descrevem o clima típico do lugar, e não o tempo de um ano específico: um ano muito quente ou seco pesa pouco numa média de 30 anos. A OMM adota 1991-2020 como período-padrão atual e recomenda atualizar as normais a cada 10 anos; as edições anteriores do INMET cobrem 1961-1990 e 1981-2010. As tabelas por estação estão no portal do INMET: portal.inmet.gov.br/normais.
Classes. Seguem as faixas de referência para vacas leiteiras de Armstrong (1994): até 72 = conforto, 72 a 78 = estresse leve, 79 ou mais = moderado. Como quase todas as cidades ficam abaixo de 72 na média do ano, a faixa de conforto foi dividida em até 67,9 e 68 a 71,9. O ITU anual é uma média: no verão e nas horas mais quentes o ITU passa dessas faixas. O Gir, zebuíno, tolera mais calor que as raças europeias, para as quais as faixas foram propostas.
Pelo mês mais quente. A segunda tabela classifica pelo ITU do mês mais quente de cada cidade (o maior dos 12 ITUs mensais), que mostra melhor o período de maior desafio térmico do ano. Nela as cidades se espalham mais entre as faixas de Armstrong (1994), e a de estresse leve foi dividida em 72 a 74,9 e 75 a 78,9.
Pela chuva. A terceira tabela classifica pela chuva anual da cidade (soma dos 12 meses das Normais 1991-2020 do INMET, estimada para a sede do município como a temperatura e a umidade). As faixas (até 1.199, 1.200 a 1.399, 1.400 a 1.599 e 1.600 mm ou mais) foram escolhidas pela distribuição das cidades dos criadores, para que cada classe tenha animais suficientes; não são uma classificação climática oficial. A chuva anual não mostra a distribuição ao longo do ano: duas cidades com o mesmo total podem ter estações secas bem diferentes.
Teste de médias. Em cada coluna (IPGL e GPTA Leite), as médias das classes foram comparadas duas a duas pelo teste t de Welch, com correção de Holm, e as letras seguem Piepho (2004): médias com pelo menos uma letra em comum não diferem a 5%. Diferenças entre classes não provam efeito do clima: as classes juntam regiões e rebanhos diferentes, e animais da mesma família não são independentes.
Endogamia (F): probabilidade de os dois alelos de um gene serem cópias de um mesmo gene de um ancestral comum ao pai e à mãe (Wright, 1922), calculada pelo algoritmo de Meuwissen & Luo (1992) com o pedigree conferido na ABCZ.
Ancestral desconhecido conta como não aparentado: pedigree raso subestima o F. Por isso o F é lido junto das gerações completas equivalentes (Maignel et al., 1996). Os gráficos seguem os filtros; a análise por faixa de profundidade e o tamanho efetivo estão em “Estrutura genética e seleção do sumário”.
No gráfico F médio por ano de nascimento, as barras seguem a mesma leitura dos demais:
Como ler as barras de erro: o ponto é a média do grupo e a barra vai do menor ao maior valor entre os animais dele (amplitude). Não é intervalo de confiança nem erro-padrão: a barra mostra o quanto os animais do grupo variam entre si, não a precisão da média. Barra curta = animais parecidos; barra longa = grupo heterogêneo ou com algum animal muito diferente dos demais (a média fica perto de onde está a maioria). Grupos com mais animais tendem a ter barras mais longas só por terem mais chance de incluir valores extremos, e um grupo de um animal só não tem barra. Por isso, barras sobrepostas não querem dizer que as médias são iguais, e barras separadas não são, sozinhas, prova de diferença estatística.
Reserva do pedigree. Quando a ABCZ não traz o pai ou a mãe de um touro do sumário (ficha sem genealogia ou touro não localizado), o painel procura pelo nome da planilha um animal único no banco, com sexo compatível e registro; a ligação fica pelo registro. Só preenche o lado que a ABCZ deixou vazio, e só se o nome do próprio touro no banco conferir com o da planilha. A gestão mostra quantas ligações vieram dessa reserva.
| Lista | Animais | Com F calculado | F médio | Com F > 0 | Com F ≥ 6,25% | Gerações equiv. (média) |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Sumário de Touros 2026 | 1.057 | 1.046 | 2,08% | 71,3% | 11,4% | 4,50 |
Os animais do recorte são agrupados pela endogamia (F) calculada no pedigree da ABCZ: 0%, até 1,5%, 1,5 a 3,125% (até o nível de primos), 3,125 a 6,25% (até meio-irmãos), 6,25 a 12,5% (até irmãos completos ou pai × filha) e acima de 12,5%. Para cada classe, a tabela mostra quantos animais há, o F médio, as gerações completas equivalentes médias e a média de cada métrica; o gráfico mostra a métrica foco.
Correlação e inclinação. A correlação de Pearson entre F e a métrica foco e a inclinação da regressão (quanto a métrica muda, em média, a cada ponto percentual de F) são calculadas em todos os animais com F e, separadamente, só nos que têm pedigree de 4 ou mais gerações equivalentes, em que o F é mais confiável.
Como ler. As métricas são valores genéticos (GPTAs), não produções medidas. A depressão por endogamia age sobre o desempenho do próprio animal (o fenótipo), não sobre o valor genético que ele transmite; por isso, diferenças entre classes aqui refletem sobretudo de quais famílias e linhagens vêm os animais mais endogâmicos, e não um efeito direto do F (Falconer & Mackay, 1996). Pedigree raso subestima o F: animais com poucas gerações conhecidas tendem a cair na classe 0%, o que pode distorcer a comparação (veja a coluna de gerações equivalentes).
Esta seção descreve a estrutura genética dos touros do sumário pelo pedigree da ABCZ: endogamia (F, probabilidade de os dois genes de um animal serem cópias de um mesmo gene de um ancestral comum; Wright, 1922), gerações completas equivalentes (profundidade do pedigree), tamanho efetivo (Ne, o tamanho de uma população ideal que perderia diversidade no mesmo ritmo; Gutiérrez et al., 2008), parentesco entre os touros e a origem dos genes (fundadores e ancestrais efetivos: fe, fa e fg; Lacy, 1989; Boichard; Maignel; Verrier, 1997). O F é calculado pelo algoritmo de Meuwissen e Luo (1992). Cada bloco tem o seu Saiba mais com o detalhe.
Não segue os filtros: usa todos os touros do sumário. Pedigree incompleto subestima F e parentesco (VanRaden, 1992).
Endogamia (F) é a probabilidade de os dois alelos de um gene, no animal, serem cópias de um mesmo gene de um ancestral comum ao pai e à mãe (Wright, 1922). Aqui é calculada pelo algoritmo de Meuwissen & Luo (1992), usando só o parentesco da consulta pública da ABCZ.
Gerações completas equivalentes medem a profundidade do pedigree: soma, sobre todos os ancestrais conhecidos, de (1/2)n, em que n é a geração do ancestral (Maignel et al., 1996; Boichard et al., 1997). Ancestral desconhecido é tratado como não aparentado, então pedigree raso subestima o F. Por isso a tabela mostra o F por faixa de profundidade: comparações justas são feitas entre animais com profundidade parecida.
Tamanho efetivo (Ne) é o tamanho de uma população idealizada que perderia diversidade genética no mesmo ritmo do grupo observado. Foi estimado pelo aumento individual de endogamia: ΔFi = 1 − (1 − Fi)1/(ti − 1), com ti = gerações completas equivalentes do animal; Ne = 1 / (2 · ΔF médio) (Gutiérrez et al., 2008, 2009). O método corrige a diferença de profundidade entre animais. Como referência, valores de Ne abaixo de 50 a 100 indicam risco de perda de variabilidade a médio prazo (Meuwissen, 2009; FAO, 2013).
F e Ne são calculados sobre o ranking da métrica foco escolhida no painel (IPGL ou GPTA Leite).
Cuidado: o Ne aqui é o dos touros do sumário, tomados como grupo de referência; não é o Ne da raça nem do conjunto de todos os touros avaliados.
| Gerações completas equivalentesGerações completas equivalentes: profundidade do pedigree conhecido. Cada ancestral conhecido soma metade a cada geração (pais 1/2 cada, avós 1/4, bisavós 1/8...). 5 = tanta informação quanto 5 gerações completas. | Animais | F médioEndogamia (F): probabilidade de os dois genes que o animal recebeu do pai e da mãe serem cópias do mesmo gene de um ancestral comum aos dois. 0% = pais sem parentesco conhecido; 25% = cria de pai × filha ou de irmãos completos. | Desvio-padrãoDesvio-padrão: quanto os valores variam em torno da média. Numa curva normal, cerca de 2/3 dos animais ficam a até 1 desvio-padrão da média. | Com F > 0 | Com F ≥ 6,25% |
|---|---|---|---|---|---|
| < 4 (pedigree raso) | 310 | 1,54% | 3,71 | 33,9% | 11,6% |
| 4 a 5 | 271 | 1,68% | 3,00 | 71,2% | 8,5% |
| 5 a 6 | 297 | 2,05% | 2,68 | 95,3% | 9,4% |
| 6 a 7 | 161 | 3,65% | 2,64 | 98,1% | 18,0% |
| 7 ou mais | 7 | 5,95% | 2,70 | 100,0% | 42,9% |
| Com menos de 4 gerações completas equivalentes o pedigree é raso demais: F perto de zero indica falta de ancestrais conhecidos, não ausência de endogamia. | |||||
| Ne pelo aumento individual de endogamiaNe pelo F: tamanho efetivo calculado pelo aumento de endogamia de cada touro por geração (Gutiérrez et al., 2008). Mede a endogamia que já aconteceu. | Animais | ΔF médio por geraçãoΔF (aumento de endogamia por geração): quanto a endogamia cresce, em média, a cada geração. Exemplo: ΔF de 0,8% quer dizer que, de uma geração para a seguinte, a endogamia do grupo sobe cerca de 0,8 ponto percentual. É calculado para cada touro levando em conta quantas gerações o pedigree dela tem, para não confundir pedigree curto com pouca endogamia. Dele sai o Ne: Ne = 1 ÷ (2 × ΔF). | NeTamanho efetivo (Ne): mostra com quantos animais o grupo se comporta, em perda de diversidade genética, comparado a uma população ideal (em que todos se reproduzem igualmente e ao acaso). Exemplo: Ne = 63 quer dizer que, mesmo com milhares de touros, a diversidade se perde no ritmo de uma população ideal de só 63 animais, porque poucos touros e famílias deixam muitos descendentes. Quanto menor, mais depressa sobem a endogamia e o parentesco; abaixo de 50 a 100 há risco de perda de variabilidade (FAO, 2013). | Erro-padrãoErro-padrão: margem de incerteza da estimativa, por ela ter sido calculada com os animais disponíveis. Exemplo: Ne 62,7 com erro-padrão 0,7 quer dizer que o valor real deve estar entre cerca de 61,3 e 64,1 (a estimativa mais ou menos 2 erros-padrão, com cerca de 95% de confiança). Erro-padrão pequeno = estimativa precisa. |
|---|---|---|---|---|
| Todos os touros com F | 992 | 0,643% | 77,8 | 5,2 |
| Só com 5 ou mais gerações completas equivalentes | 465 | 0,558% | 89,7 | 4,5 |
Parentesco entre dois animais, como usado em todo o painel, é a coancestria de Malécot (1948): metade do coeficiente de parentesco aditivo de Wright (meio-irmãos: 12,5% aqui, 25% no aditivo). É a probabilidade de um gene tirado ao acaso de um ser idêntico, por descendência, a um gene tirado ao acaso do outro (Malécot, 1948). É igual ao F que teria a cria de um acasalamento entre os dois. Referências: meios-irmãos 12,5%; irmãos completos e pai × filha 25%; primos 6,25%.
Parentesco médio entre os touros do sumário mostra o quanto eles são aparentados entre si. A diversidade gênica retida (1 − parentesco médio, incluindo cada animal com ele mesmo) é a fração da diversidade dos fundadores conhecidos que ainda existe no grupo (Caballero & Toro, 2000).
O Ne pelo parentesco (Cervantes et al., 2011) usa o aumento individual do parentesco de cada par, corrigido pela profundidade do pedigree dos dois animais, como o Ne pelo F faz com o F de cada animal. Foram sorteados 200 touros e calculado o parentesco deles com todos os outros do sumário (mais de um milhão de pares), pelo método indireto de Colleau (2002), sem montar a matriz de parentesco. Ne pelo parentesco menor que o Ne pelo F indica que os touros são mais aparentados entre si do que a endogamia individual deles mostra: o parentesco acumulado ainda vai aparecer como endogamia nas próximas gerações. Ne pelo parentesco maior que o Ne pelo F sugere grupo dividido em famílias ou rebanhos que se acasalam entre si.
Como o F, o parentesco é calculado só com o pedigree da ABCZ: ancestral desconhecido conta como não aparentado, então os valores são mínimos.
| Indicador | Valor | O que quer dizer |
|---|---|---|
| Parentesco médio entre os tourosParentesco (coancestria de Malécot): probabilidade de um gene tirado ao acaso de um animal ser idêntico, por descendência, a um gene tirado ao acaso de outro. É o F que teria a cria dos dois. Meios-irmãos = 12,5%; irmãos completos = 25%. | 2,69% | F médio que teriam crias de acasalamentos ao acaso entre touros do sumário (só pares de animais diferentes) |
| Diversidade gênica retidaDiversidade gênica retida: fração da diversidade dos fundadores conhecidos que ainda existe no grupo (1 − parentesco médio). 100% = nenhuma perda. | 97,3% | fração da diversidade dos fundadores conhecidos que ainda existe no grupo (1 − parentesco médio) |
| Aumento de parentesco por geraçãoAumento de parentesco por geração: parentesco entre pares de touros, corrigido pela profundidade do pedigree das duas. Ne pelo parentesco = 1 ÷ (2 × este valor). | 0,589% | média de 203.600 pares (200 touros sorteados × todas as outras) |
| Ne pelo parentescoNe pelo parentesco: tamanho efetivo calculado pelo aumento do parentesco entre pares de touros por geração (Cervantes et al., 2011). Antecipa a endogamia que ainda vai aparecer nas próximas gerações. | 85,0 ± 2,7 | tamanho efetivo pelo parentesco entre os touros (Cervantes et al., 2011); ± erro-padrão |
| Indicador | Valor | O que quer dizer |
|---|---|---|
| Parentesco médio entre os tourosParentesco (coancestria de Malécot): probabilidade de um gene tirado ao acaso de um animal ser idêntico, por descendência, a um gene tirado ao acaso de outro. É o F que teria a cria dos dois. Meios-irmãos = 12,5%; irmãos completos = 25%. | 2,55% | F médio que teriam crias de acasalamentos ao acaso entre touros do sumário (só pares de animais diferentes) |
| Diversidade gênica retidaDiversidade gênica retida: fração da diversidade dos fundadores conhecidos que ainda existe no grupo (1 − parentesco médio). 100% = nenhuma perda. | 97,4% | fração da diversidade dos fundadores conhecidos que ainda existe no grupo (1 − parentesco médio) |
| Aumento de parentesco por geraçãoAumento de parentesco por geração: parentesco entre pares de touros, corrigido pela profundidade do pedigree das duas. Ne pelo parentesco = 1 ÷ (2 × este valor). | 0,609% | média de 190.400 pares (200 touros sorteados × todas as outras) |
| Ne pelo parentescoNe pelo parentesco: tamanho efetivo calculado pelo aumento do parentesco entre pares de touros por geração (Cervantes et al., 2011). Antecipa a endogamia que ainda vai aparecer nas próximas gerações. | 82,1 ± 2,4 | tamanho efetivo pelo parentesco entre os touros (Cervantes et al., 2011); ± erro-padrão |
Os 10 touros com mais filhos no sumário. A matriz mostra a parentesco entre cada par de touros (%): é o F que teria a cria de um acasalamento entre os dois, e indica se touros diferentes são, na prática, da mesma família (meios-irmãos = 12,5%). Quanto mais escura a célula, maior o parentesco.
F esperado dos filhos com os touros do sumário: parentesco médio do touro com os touros do sumário, que é o F médio esperado dos filhos dele se fosse acasalado ao acaso com eles. Inclui os próprios filhos do touro no grupo, por isso é alto nos touros mais usados: na prática, acasalar um touro com os filhos dele é evitado, mas o número mostra o quanto o touro já está “dentro” do sumário.
| Nome | Registro | Filhos no sumário | F do touroEndogamia (F): probabilidade de os dois genes que o animal recebeu do pai e da mãe serem cópias do mesmo gene de um ancestral comum aos dois. 0% = pais sem parentesco conhecido; 25% = cria de pai × filha ou de irmãos completos. | F esperado dos filhos com os touros do sumárioF esperado dos filhos com os touros do sumário: F médio que teriam os filhos do touro se ele fosse acasalado ao acaso com os touros do sumário (parentesco médio dele com eles). | KCA 472 | A7368 | GAV 291 | B5213 | A7481 | B805 | RRP 6097 | RRP 6968 | B58 | B5226 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| C.A.SANSAO | KCA 472 | 70 | 0,00% | 6,27% | — | 0,0 | 0,2 | 0,8 | 0,0 | 25,0 | 25,2 | 0,1 | 0,4 | 0,2 |
| RADAR DOS POCOES | A7368 | 58 | 0,00% | 3,73% | 0,0 | — | 2,1 | 0,0 | 3,9 | 0,0 | 0,0 | 0,0 | 0,0 | 0,0 |
| JAGUAR TE DO GAVIAO | GAV 291 | 55 | 0,00% | 4,45% | 0,2 | 2,1 | — | 0,0 | 15,4 | 0,4 | 0,1 | 0,0 | 0,0 | 0,0 |
| MODELO TE DE BRAS. | B5213 | 42 | 1,56% | 4,65% | 0,8 | 0,0 | 0,0 | — | 0,0 | 1,6 | 14,5 | 8,2 | 27,3 | 14,0 |
| BEM FEITOR RAPOSO | A7481 | 40 | 8,69% | 4,32% | 0,0 | 3,9 | 15,4 | 0,0 | — | 0,0 | 0,0 | 0,0 | 0,0 | 0,0 |
| C.A.EVEREST | B805 | 36 | 0,00% | 5,10% | 25,0 | 0,0 | 0,4 | 1,6 | 0,0 | — | 12,9 | 0,3 | 0,9 | 0,4 |
| GENGIS KHAN DE BRAS. | RRP 6097 | 35 | 0,44% | 5,71% | 25,2 | 0,0 | 0,1 | 14,5 | 0,0 | 12,9 | — | 3,9 | 8,7 | 6,5 |
| JOGRAL FIV DE BRAS. | RRP 6968 | 24 | 9,02% | 2,99% | 0,1 | 0,0 | 0,0 | 8,2 | 0,0 | 0,3 | 3,9 | — | 3,2 | 11,3 |
| CAJU DE BRAS. | B58 | 21 | 6,25% | 3,93% | 0,4 | 0,0 | 0,0 | 27,3 | 0,0 | 0,9 | 8,7 | 3,2 | — | 2,5 |
| METEORO DE BRAS. | B5226 | 18 | 0,78% | 3,28% | 0,2 | 0,0 | 0,0 | 14,0 | 0,0 | 0,4 | 6,5 | 11,3 | 2,5 | — |
| Nome | Registro | Filhos no sumário | F do touroEndogamia (F): probabilidade de os dois genes que o animal recebeu do pai e da mãe serem cópias do mesmo gene de um ancestral comum aos dois. 0% = pais sem parentesco conhecido; 25% = cria de pai × filha ou de irmãos completos. | F esperado dos filhos com os touros do sumárioF esperado dos filhos com os touros do sumário: F médio que teriam os filhos do touro se ele fosse acasalado ao acaso com os touros do sumário (parentesco médio dele com eles). | KCA 472 | A7368 | GAV 291 | B5213 | A7481 | B805 | RRP 6097 | B58 | B5226 | EFC 441 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| C.A.SANSAO | KCA 472 | 70 | 0,00% | 6,06% | — | 0,0 | 0,2 | 0,8 | 0,0 | 25,0 | 25,2 | 0,4 | 0,2 | 1,3 |
| RADAR DOS POCOES | A7368 | 56 | 0,00% | 3,74% | 0,0 | — | 2,1 | 0,0 | 3,9 | 0,0 | 0,0 | 0,0 | 0,0 | 2,8 |
| JAGUAR TE DO GAVIAO | GAV 291 | 52 | 0,00% | 4,23% | 0,2 | 2,1 | — | 0,0 | 15,4 | 0,4 | 0,1 | 0,0 | 0,0 | 8,3 |
| MODELO TE DE BRAS. | B5213 | 41 | 1,56% | 4,45% | 0,8 | 0,0 | 0,0 | — | 0,0 | 1,6 | 14,5 | 27,3 | 14,0 | 0,0 |
| BEM FEITOR RAPOSO | A7481 | 40 | 8,69% | 4,39% | 0,0 | 3,9 | 15,4 | 0,0 | — | 0,0 | 0,0 | 0,0 | 0,0 | 28,1 |
| C.A.EVEREST | B805 | 36 | 0,00% | 5,06% | 25,0 | 0,0 | 0,4 | 1,6 | 0,0 | — | 12,9 | 0,9 | 0,4 | 0,2 |
| GENGIS KHAN DE BRAS. | RRP 6097 | 32 | 0,44% | 5,43% | 25,2 | 0,0 | 0,1 | 14,5 | 0,0 | 12,9 | — | 8,7 | 6,5 | 0,8 |
| CAJU DE BRAS. | B58 | 21 | 6,25% | 3,88% | 0,4 | 0,0 | 0,0 | 27,3 | 0,0 | 0,9 | 8,7 | — | 2,5 | 0,0 |
| METEORO DE BRAS. | B5226 | 18 | 0,78% | 3,11% | 0,2 | 0,0 | 0,0 | 14,0 | 0,0 | 0,4 | 6,5 | 2,5 | — | 0,8 |
| VAIDOSO DA SILVANIA | EFC 441 | 16 | 1,93% | 3,23% | 1,3 | 2,8 | 8,3 | 0,0 | 28,1 | 0,2 | 0,8 | 0,0 | 0,8 | — |
Os 10 touros cujos filhos no sumário têm a maior média na métrica foco (ou a menor, quando o menor valor é o melhor), entre os touros dos filtros do topo com pelo menos o mínimo de filhos indicado. A média de poucos filhos varia muito, por isso o mínimo. A matriz mostra o parentesco entre cada par desses touros (F esperado da cria de um acasalamento entre os filhos de um e as filhas do outro, em média), útil para ver se os melhores pais vêm de poucas linhagens.
Fundadores aqui são os animais cujos pais não constam no pedigree da ABCZ. A contribuição de um ancestral é a fração esperada dos genes do sumário que veio dele (metade por geração, somando todos os caminhos).
O número efetivo de fundadores (fe) (Lacy, 1989) é quantos fundadores, contribuindo igualmente, dariam a mesma diversidade: quanto mais desiguais as contribuições, menor o fe. O número efetivo de ancestrais (fa) (Boichard et al., 1997) faz a mesma conta com os ancestrais que mais explicam os genes do grupo, sejam fundadores ou não, usando a contribuição marginal de cada um: a parte dos genes que ele explica e que ainda não foi explicada pelos ancestrais escolhidos antes. Assim, um touro e o pai dele não são contados duas vezes.
fa bem menor que fe indica gargalos: poucos ancestrais (em geral touros muito usados) concentram a origem dos genes, e parte da diversidade dos fundadores já se perdeu. O fe depende da profundidade do pedigree conhecido: com pedigree mais completo, haveria mais fundadores, mais antigos.
Número efetivo de genomas fundadores (fg): soma às perdas do fa a deriva genética: genes dos fundadores que se perderam ao acaso na passagem de pais para filhos. É calculado como 1 ÷ (2 × parentesco médio do sumário) (Caballero & Toro, 2000). Sempre vale fg ≤ fa ≤ fe; quanto menor o fg em relação ao fa, maior a perda por deriva.
Validação: F, gerações completas equivalentes, parentesco, fe, fa, fg e os Ne foram conferidos em 18/10/2026 com o pacote optiSel do R (Wellmann, 2019), com o mesmo pedigree e os mesmos grupos de touros: valores iguais; o Ne pelo parentesco do painel usa 200 touros sorteados e ficou cerca de 1% abaixo do cálculo com todos os pares.
| Indicador | Valor | O que quer dizer |
|---|---|---|
| Fundadores com contribuiçãoFundadores: animais do pedigree da ABCZ sem pai e mãe conhecidos. Não são os fundadores da raça, e sim o limite do pedigree disponível. | 966 | animais do pedigree da ABCZ sem pai e mãe conhecidos que têm descendentes no sumário |
| Número efetivo de fundadores (fe)fe (número efetivo de fundadores): quantos fundadores, contribuindo igualmente, dariam a mesma diversidade. Cai quando poucos fundadores dominam (Lacy, 1989). | 62,5 | quantos fundadores com contribuições iguais dariam a mesma diversidade |
| Número efetivo de ancestrais (fa)fa (número efetivo de ancestrais): como o fe, mas com os ancestrais que mais explicam os genes, fundadores ou não. fa bem menor que fe indica gargalos, em geral poucos touros muito usados (Boichard et al., 1997). | 34,1 | o mesmo, com os ancestrais que mais explicam os genes (contribuições marginais de 216 ancestrais, que explicam 95,3% dos genes) |
| Ancestrais que explicam 50% dos genesAncestrais que explicam 50% dos genes: menor número de ancestrais, na ordem da contribuição marginal, que somam metade dos genes do sumário. | 12 | metade dos genes do sumário vem de: C.A.EVEREST (B805, 9,3%); JAGUAR TE DO GAVIAO (GAV 291, 5,7%); RADAR DOS POCOES (A7368, 5,7%); C.A.HEURECA (X468, 5,1%); CAJU DE BRAS. (B58, 4,6%); BEM FEITOR RAPOSO (A7481, 4,4%); ONASSIS DE BRAS. (A6370, 3,8%); RAJASTAN DE BRAS. (A3226, 3,5%); LEITEIRA DE BRAS. (O8392, 3,3%); VALE OURO DE BRAS. (A6796, 2,2%) |
| Número efetivo de genomas fundadores (fg)fg (genomas fundadores): como o fa, incluindo também os genes perdidos ao acaso de geração em geração (deriva). Sempre fg ≤ fa ≤ fe (Caballero & Toro, 2000). | 18,3 | considera também a perda de genes ao acaso de geração em geração (deriva): 1 ÷ (2 × parentesco médio) |
| fa ÷ fe | 0,54 | perto de 1 = sem gargalos; quanto menor, mais a origem dos genes se concentrou em poucos ancestrais |
| Ancestrais que mais contribuem | Registro | Sexo | Contribuição marginalContribuição marginal: parte dos genes do grupo que o ancestral explica e que ainda não foi explicada pelos ancestrais acima dele na lista; um touro e o pai dele não contam duas vezes. | Contribuição totalContribuição total: fração esperada dos genes do sumário que veio do ancestral, somando todos os caminhos (metade a cada geração). |
|---|---|---|---|---|
| 1. C.A.EVEREST | B805 | M | 9,3% | 9,3% |
| 2. JAGUAR TE DO GAVIAO | GAV 291 | M | 5,7% | 5,7% |
| 3. RADAR DOS POCOES | A7368 | M | 5,7% | 5,7% |
| 4. C.A.HEURECA | X468 | F | 5,1% | 5,1% |
| 5. CAJU DE BRAS. | B58 | M | 4,6% | 4,7% |
| 6. BEM FEITOR RAPOSO | A7481 | M | 4,4% | 4,4% |
| 7. ONASSIS DE BRAS. | A6370 | M | 3,8% | 3,9% |
| 8. RAJASTAN DE BRAS. | A3226 | M | 3,5% | 3,5% |
| 9. LEITEIRA DE BRAS. | O8392 | F | 3,3% | 3,3% |
| 10. VALE OURO DE BRAS. | A6796 | M | 2,2% | 4,6% |
| Indicador | Valor | O que quer dizer |
|---|---|---|
| Fundadores com contribuiçãoFundadores: animais do pedigree da ABCZ sem pai e mãe conhecidos. Não são os fundadores da raça, e sim o limite do pedigree disponível. | 958 | animais do pedigree da ABCZ sem pai e mãe conhecidos que têm descendentes no sumário |
| Número efetivo de fundadores (fe)fe (número efetivo de fundadores): quantos fundadores, contribuindo igualmente, dariam a mesma diversidade. Cai quando poucos fundadores dominam (Lacy, 1989). | 64,2 | quantos fundadores com contribuições iguais dariam a mesma diversidade |
| Número efetivo de ancestrais (fa)fa (número efetivo de ancestrais): como o fe, mas com os ancestrais que mais explicam os genes, fundadores ou não. fa bem menor que fe indica gargalos, em geral poucos touros muito usados (Boichard et al., 1997). | 36,2 | o mesmo, com os ancestrais que mais explicam os genes (contribuições marginais de 230 ancestrais, que explicam 95,9% dos genes) |
| Ancestrais que explicam 50% dos genesAncestrais que explicam 50% dos genes: menor número de ancestrais, na ordem da contribuição marginal, que somam metade dos genes do sumário. | 13 | metade dos genes do sumário vem de: C.A.EVEREST (B805, 9,2%); RADAR DOS POCOES (A7368, 5,7%); UMIDADE (V1642, 5,2%); C.A.HEURECA (X468, 4,8%); CAJU DE BRAS. (B58, 4,5%); ONASSIS DE BRAS. (A6370, 3,4%); RAJASTAN DE BRAS. (A3226, 3,3%); RAPOSO DA CAL (A6783, 3,2%); S.C.UACAI JAGUAR (B4010, 3,2%); LEITEIRA DE BRAS. (O8392, 3,1%) |
| Número efetivo de genomas fundadores (fg)fg (genomas fundadores): como o fa, incluindo também os genes perdidos ao acaso de geração em geração (deriva). Sempre fg ≤ fa ≤ fe (Caballero & Toro, 2000). | 19,3 | considera também a perda de genes ao acaso de geração em geração (deriva): 1 ÷ (2 × parentesco médio) |
| fa ÷ fe | 0,56 | perto de 1 = sem gargalos; quanto menor, mais a origem dos genes se concentrou em poucos ancestrais |
| Ancestrais que mais contribuem | Registro | Sexo | Contribuição marginalContribuição marginal: parte dos genes do grupo que o ancestral explica e que ainda não foi explicada pelos ancestrais acima dele na lista; um touro e o pai dele não contam duas vezes. | Contribuição totalContribuição total: fração esperada dos genes do sumário que veio do ancestral, somando todos os caminhos (metade a cada geração). |
|---|---|---|---|---|
| 1. C.A.EVEREST | B805 | M | 9,2% | 9,2% |
| 2. RADAR DOS POCOES | A7368 | M | 5,7% | 5,7% |
| 3. UMIDADE | V1642 | F | 5,2% | 5,2% |
| 4. C.A.HEURECA | X468 | F | 4,8% | 4,8% |
| 5. CAJU DE BRAS. | B58 | M | 4,5% | 4,7% |
| 6. ONASSIS DE BRAS. | A6370 | M | 3,4% | 3,4% |
| 7. RAJASTAN DE BRAS. | A3226 | M | 3,3% | 3,3% |
| 8. RAPOSO DA CAL | A6783 | M | 3,2% | 3,2% |
| 9. S.C.UACAI JAGUAR | B4010 | M | 3,2% | 3,2% |
| 10. LEITEIRA DE BRAS. | O8392 | F | 3,1% | 3,2% |
Diferencial de seleção (S) = média do top 10% menos a média de todos os touros; intensidade de seleção (i) = S dividido pelo desvio-padrão de todos. Numa distribuição normal, selecionar os 10% superiores dá i = 1,755; um valor observado diferente indica distribuição assimétrica ou caudas mais pesadas (Falconer; Mackay, 1996).
O ganho genético esperado por geração é o produto da intensidade, da acurácia e do desvio-padrão genético; dividido pelo intervalo de gerações, dá o ganho por ano (Rendel; Robertson, 1950). Aqui os valores vêm direto do sumário completo, sem estimativa.
A STA é a GPTA padronizada: zero é a média da raça, e cerca de 68% dos touros ficam entre −1 e +1 e 95% entre −2 e +2. A STA Oócitos do touro estima o número total de oócitos que as filhas dele vão produzir na aspiração folicular: STA −3 corresponde a cerca de 15 oócitos, 0 a 21 e +3 a 27 (herdabilidade 0,26; publicada pela primeira vez em 2026) (Panetto et al., 2026a).
Cada ponto é um animal, nos dois índices padronizados (escore z: diferença para a média do recorte, em desvios-padrão). Os quadrantes separam quem está acima ou abaixo da média em cada índice.
A correlação vista dentro do sumário é atenuada pela própria seleção: ao escolher só os melhores num índice, a variação diminui e a associação com outras características muda. Ela não equivale à correlação genética da raça; a correção clássica é a de Pearson-Lawley (Lawley, 1943).
Para cada criador, a composição dos seus animais pelos quadrantes da dispersão IPGL × GPTA (acima ou abaixo da média do recorte em cada índice). Mostra o perfil de cada rebanho: equilibrado nos dois índices ou especializado em um.
