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Painel da Elite Gir Leiteiro

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Análise das fêmeas Top 10% Gir Leiteiro do Sumário Brasileiro de Fêmeas da ABCGIL e da Embrapa Gado de Leite, pelo IPGL e pela GPTA Leite: criadores, marcas, touros e vacas, pedigree, endogamia, biomas e clima.

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Filtros

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Os valores da lista são avaliações genéticas do Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro (Embrapa/ABCGIL). A PTA (capacidade prevista de transmissão) estima o que o animal transmite à filha: metade do seu valor genético (Falconer & Mackay, 1996). A GPTA é a PTA genômica, estimada pelo programa por single-step GBLUP com pedigree, fenótipos e genótipos de marcadores SNP (VanRaden, 2008; Panetto et al., 2026). O IPGL (Índice de Produção do Gir Leiteiro) combina quatro GPTAs: produção de leite (peso 3), de gordura (peso 2), de proteína (peso 2) e idade ao primeiro parto (peso 1,5) (Panetto et al., 2026).

Média, mediana, máximo e mínimo resumem a métrica escolhida no recorte e nos filtros atuais. Por serem estimativas, as avaliações têm acurácia própria e mudam a cada edição; na avaliação de 2026, a acurácia média das fêmeas jovens para leite foi de 78,9% (máximo de 94%) (Panetto et al., 2026).

Como o IPGL é composto. O IPGL (Índice de Produção do Gir Leiteiro) junta numa nota só quatro avaliações genéticas (GPTAs) da fêmea, cada uma com um peso: produção de leite (peso 3), produção de gordura (peso 2), produção de proteína (peso 2) e idade ao primeiro parto (peso 1,5). Os pesos dizem a importância de cada característica no índice: o leite pesa mais; gordura e proteína valorizam os sólidos do leite; e a idade ao primeiro parto favorece as fêmeas mais precoces, que começam a produzir antes. Por isso uma fêmea pode ter IPGL alto sem ser a melhor em leite, desde que seja equilibrada nas quatro características. Gordura e proteína passaram a compor o índice das fêmeas na 9ª Avaliação Genômica (outubro de 2026). Como o leite tem o maior peso, o IPGL tem correlação muito alta com a GPTA de leite, e a maioria das fêmeas aparece nas duas listas (Panetto et al., 2026). O Sumário informa os pesos, mas não detalha como cada GPTA é padronizada antes da soma.

Média, mediana, máximo e mínimo. A média é a soma dos valores dividida pelo número de animais. A mediana é o valor do meio quando os animais são postos em ordem: metade fica acima dela e metade abaixo. Na Subpopulação Elite a média fica acima da mediana porque poucos animais com valores muito altos puxam a média para cima, enquanto a mediana não muda com esses extremos (a distribuição tem cauda à direita, veja o gráfico de distribuição). Quando média e mediana são próximas, os valores estão distribuídos de forma equilibrada; quanto mais a média passa da mediana, mais o grupo depende de alguns animais excepcionais. Máximo e mínimo são o maior e o menor valor; no ranking completo, o mínimo é o ponto de corte para entrar no top 10%.

Criador: as estatísticas por criador — e as de cidade, estado e mapa, que vêm do criador — são feitas com base na marca única de cada um: o bloco de letras do início do registro (ex.: CAL em CAL13405), consultado na ABCZ. O criador é o dono da marca, não necessariamente o proprietário atual do animal.

Referências
  1. FALCONER, D. S.; MACKAY, T. F. C. Introduction to Quantitative Genetics. 4. ed. Harlow: Longman, 1996.
  2. VANRADEN, P. M. Efficient methods to compute genomic predictions. Journal of Dairy Science, v. 91, p. 4414-4423, 2008.
  3. PANETTO, J. C. C.; SILVA, M. V. G. B.; MACHADO, M. A.; MARTINS, M. F. (ed.). Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro: Sumário Brasileiro de Fêmeas – 9ª Avaliação Genômica de Fêmeas Jovens e Adultas. Juiz de Fora: Embrapa Gado de Leite, out. 2026. 83 p. (Documentos, 310). ISSN 1516-7453. Disponível em: https://girleiteiro.org.br/arquivos/3123.pdf.

Situação na ABCZ — fêmeas no top 10%

pela ficha de cada fêmea na ABCZ: ativa, morta ou inativa (as desclassificadas contam como inativas)
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Distribuição da métrica entre os animais da lista. Como a lista é a cauda superior (top 10%) de uma distribuição aproximadamente normal, o formato esperado é truncado: muitos animais perto do corte e cada vez menos nos valores altos (Cohen, 1991).

Por isso média e variância da Subpopulação Elite não representam todas as fêmeas avaliadas; a seção “Estrutura genética e seleção da Subpopulação Elite” estima a média e o desvio-padrão de todas as avaliadas a partir dos percentis da planilha.

Referências
  1. COHEN, A. C. Truncated and Censored Samples: Theory and Applications. New York: Marcel Dekker, 1991.
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Idade média do pai e da mãe, em anos, na data de nascimento do animal (pai e mãe pela ficha da filha na ABCZ). Corresponde ao intervalo de gerações nos caminhos pai→filha e mãe→filha (Falconer & Mackay, 1996).

O intervalo de gerações entra no denominador do progresso genético anual (ΔG = i · r · σ / L): intervalos menores aceleram o progresso. Aqui ele representa este recorte (os caminhos que produziram a Subpopulação Elite), não a raça.

Referências
  1. FALCONER, D. S.; MACKAY, T. F. C. Introduction to Quantitative Genetics. 4. ed. Harlow: Longman, 1996.

Evolução

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Linha (eixo da direita): média da métrica por ano de nascimento. Mostra a composição da Subpopulação Elite por geração; só entram os anos com o mínimo de animais escolhido nos filtros.

Não é o ganho genético da raça: o corte para entrar na lista é o mesmo para todos os anos, então a média da Subpopulação Elite muda pouco. Além disso, as avaliações de animais jovens são encolhidas em direção à média dos pais (Henderson, 1975).

Δ da métrica foco de cada ano (ΔIPGL, ΔGPTA PL...). Para cada ano de nascimento t com o mínimo de animais escolhido nos filtros: Δt = (ȳt − ȳt−k) ÷ k, em que ȳt é a média da métrica (IPGL ou GPTA) dos animais nascidos em t e k é a distância em anos até o ano anterior com dados (normalmente 1). Barra verde = a média subiu; vermelha = caiu.

Tendência (Δ realizado por ano). É a inclinação b da regressão linear da média de cada ano sobre o ano de nascimento, ponderada pelo número de animais do ano (nt): b = Σ nt (t − t̄) (ȳt − ȳ) ÷ Σ nt (t − t̄)², com t̄ e ȳ médias ponderadas por nt. É a tendência genética, a forma usual de medir o progresso realizado nas avaliações de um programa de melhoramento, e é bem mais estável que a diferença de um ano para o outro. Ao lado, a média dos Δ dos 5 anos mais recentes mostra o ritmo atual.

Δ por geração = b × L, em que L é o intervalo de gerações: a média das idades do pai (Lpai) e da mãe (Lmãe) na data de nascimento dos animais, L = (Lpai + Lmãe) ÷ 2 (Rendel & Robertson, 1950).

E a fórmula de Falconer? A equação do progresso genético, ΔG por ano = i · r · σA ÷ L (Falconer & Mackay, 1996; Rendel & Robertson, 1950), prevê o ganho a partir da intensidade de seleção (i), da acurácia (r) e do desvio-padrão genético aditivo (σA). Aqui o ganho (Δ da métrica foco, o mesmo ΔG da equação) é observado diretamente nas avaliações publicadas, que já são estimativas do valor genético, sem precisar estimar i, r e σA. Os dois se ligam pelo mesmo intervalo de gerações: o observado mostra o que a seleção de fato entregou; a equação mostra o que ela poderia entregar.

Cuidados. Na Subpopulação Elite o corte é o mesmo para todos os anos: o Δ mede a mudança entre os animais que entram na lista, não o progresso da raça. As avaliações dos animais jovens são encolhidas em direção à média dos pais (Henderson, 1975), o que suaviza os anos mais recentes; anos com poucos animais oscilam mais.

Referências
  1. FALCONER, D. S.; MACKAY, T. F. C. Introduction to Quantitative Genetics. 4. ed. Harlow: Longman, 1996.
  2. RENDEL, J. M.; ROBERTSON, A. Estimation of genetic gain in milk yield by selection in a closed herd of dairy cattle. Journal of Genetics, v. 50, p. 1-8, 1950.
  3. HENDERSON, C. R. Best linear unbiased estimation and prediction under a selection model. Biometrics, v. 31, p. 423-447, 1975.
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Número de animais da Subpopulação Elite por ano de nascimento e relação vacas por touro (fêmeas distintas usadas como mães dividido por touros distintos usados como pais).

Mais vacas por touro indica uso mais intenso de poucos touros. Isso reduz o tamanho efetivo: com Nm machos e Nf fêmeas, Ne = 4 Nm Nf / (Nm + Nf) (Falconer & Mackay, 1996).

Referências
  1. FALCONER, D. S.; MACKAY, T. F. C. Introduction to Quantitative Genetics. 4. ed. Harlow: Longman, 1996.
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Número de animais da Subpopulação Elite nascidos em cada ano e a participação percentual de cada ano no total do recorte.

Mostra se a elite atual é formada sobretudo por animais jovens ou se reúne gerações mais antigas. A porcentagem aparece escrita nas fatias com 5% ou mais; as demais estão na legenda e no balão ao passar o mouse.

vale só para esta seção (participação por criador, nuvem de marcas e gráfico Criadores)
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Participação de cada criador (dono da marca do registro, consultado na ABCZ) no número de animais da Subpopulação Elite. Mostra quantos rebanhos sustentam a Subpopulação Elite e quanto ela depende dos maiores.

É a participação na Subpopulação Elite, não a proporção do rebanho de cada criador que entra na Subpopulação Elite: para isso seria preciso o número de animais avaliados de cada rebanho.

Cores dos criadores. Os 19 criadores mais presentes na lista inteira (como criadores das fêmeas, dos pais e das mães) têm sempre a mesma cor em todo o painel (pizza, gráficos, nuvem de marcas e quadradinho nas tabelas), com qualquer filtro ou origem; os demais recebem, em cada gráfico, uma cor que ainda não foi usada nele.

Marcas dos animais no top 10%

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Cada palavra é uma marca (rebanho de origem); o tamanho é proporcional ao número de animais da Subpopulação Elite com aquela marca no registro (uma marca por animal), dentro do recorte e dos filtros.

Criador de origem. A nuvem segue o seletor “Criador de origem do(a)” desta seção: com “Animal avaliado” conta a marca do registro de cada fêmea; com Pai, Mãe ou um dos avós, conta a marca do registro desse ancestral (um por fêmea).

palavra maior = marca que mais aparece · uma marca por animal no top 10% · segue filtros e recorte · passe o mouse para ver os números
Tabela das marcas da nuvem clique para abrir ou fechar
mesmas opções da nuvem (Considerar / Ancestrais contados por) · clique no cabeçalho para reordenar
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As marcas da nuvem em tabela, com o número de animais de cada uma, a % sobre os animais do recorte e a média da métrica. Permite ordenar e comparar a presença de cada rebanho na Subpopulação Elite.

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Média da métrica por criador (ponto), com a barra de erro do menor ao maior valor dos animais do criador (aparece na ordenação por média).

Como ler as barras de erro: o ponto é a média do grupo e a barra vai do menor ao maior valor entre os animais dele (amplitude). Não é intervalo de confiança nem erro-padrão: a barra mostra o quanto os animais do grupo variam entre si, não a precisão da média. Barra curta = animais parecidos; barra longa = grupo heterogêneo ou com algum animal muito diferente dos demais (a média fica perto de onde está a maioria). Grupos com mais animais tendem a ter barras mais longas só por terem mais chance de incluir valores extremos, e um grupo de um animal só não tem barra. Por isso, barras sobrepostas não querem dizer que as médias são iguais, e barras separadas não são, sozinhas, prova de diferença estatística.

Criadores com poucos animais têm médias instáveis: compare com cuidado criadores com tamanhos muito diferentes. A média descreve os animais que entraram na Subpopulação Elite, não o rebanho todo do criador.

vale só para esta seção (estados, cidades e tabelas de criadores, cidades e estados)
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Animais da Subpopulação Elite por cidade e por estado do criador (fazenda dona da marca, segundo a ABCZ), com a média da métrica. Locais com poucos animais têm médias instáveis.

Clima e ITU. Temperatura, umidade relativa e chuva vêm das Normais Climatológicas 1991-2020 do INMET (médias de 30 anos por estação). Como as estações não cobrem todos os municípios, cada mês de cada variável foi estimado para a sede do município pela média das estações mais próximas, com mais peso para as mais perto (até 6 estações num raio de 400 km). O ITU de cada mês = 0,8 × T + UR × (T − 14,3) ÷ 100 + 46,3 (Andrade et al., 2023); o ITU anual é a média dos 12 meses e o máximo é o do mês mais quente. Referência para vacas leiteiras: até 72 = conforto; 72 a 78 = estresse leve; 79 a 88 = moderado (Armstrong, 1994); o Gir, zebuíno, tolera mais calor. São médias mensais de longo prazo: os dias mais quentes têm ITU maior, e onde a estação mais próxima fica longe (serras, divisas) a estimativa é menos precisa.

Referências
  1. INMET - INSTITUTO NACIONAL DE METEOROLOGIA. Normais Climatológicas do Brasil 1991-2020. Brasília: INMET, 2022. Disponível em: https://portal.inmet.gov.br/normais. Acesso em: 19 out. 2026.
  2. ANDRADE, R. G. et al. Análise e disponibilização de mapas mensais do Índice de Temperatura e Umidade (ITU) para o Sudeste do Brasil. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, v. 6, n. 1, p. 560-568, 2023.
  3. ARMSTRONG, D. V. Heat stress interaction with shade and cooling. Journal of Dairy Science, v. 77, p. 2044-2050, 1994.
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Animais da Subpopulação Elite por cidade e por estado do criador (fazenda dona da marca, segundo a ABCZ), com a média da métrica. Locais com poucos animais têm médias instáveis.

Clima e ITU. Temperatura, umidade relativa e chuva vêm das Normais Climatológicas 1991-2020 do INMET (médias de 30 anos por estação). Como as estações não cobrem todos os municípios, cada mês de cada variável foi estimado para a sede do município pela média das estações mais próximas, com mais peso para as mais perto (até 6 estações num raio de 400 km). O ITU de cada mês = 0,8 × T + UR × (T − 14,3) ÷ 100 + 46,3 (Andrade et al., 2023); o ITU anual é a média dos 12 meses e o máximo é o do mês mais quente. Referência para vacas leiteiras: até 72 = conforto; 72 a 78 = estresse leve; 79 a 88 = moderado (Armstrong, 1994); o Gir, zebuíno, tolera mais calor. São médias mensais de longo prazo: os dias mais quentes têm ITU maior, e onde a estação mais próxima fica longe (serras, divisas) a estimativa é menos precisa.

Referências
  1. INMET - INSTITUTO NACIONAL DE METEOROLOGIA. Normais Climatológicas do Brasil 1991-2020. Brasília: INMET, 2022. Disponível em: https://portal.inmet.gov.br/normais. Acesso em: 19 out. 2026.
  2. ANDRADE, R. G. et al. Análise e disponibilização de mapas mensais do Índice de Temperatura e Umidade (ITU) para o Sudeste do Brasil. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, v. 6, n. 1, p. 560-568, 2023.
  3. ARMSTRONG, D. V. Heat stress interaction with shade and cooling. Journal of Dairy Science, v. 77, p. 2044-2050, 1994.

Por criador — animais no top 10%

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Uma linha por criador (dono da marca): número de animais na Subpopulação Elite, média e classificação. A classificação compara criadores pelo número de animais e pela média; leve em conta o tamanho do grupo ao comparar médias.

criador pela marca única do registro (ABCZ) · ordem inicial: número de animais, maior primeiro · Classif. = posição pelo número de animais entre todos os criadores do recorte (não muda com a busca nem com os filtros) · clique no cabeçalho para reordenar · clique na linha para filtrar a lista

Por estado — animais no top 10%

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Animais da Subpopulação Elite por cidade e por estado do criador (fazenda dona da marca, segundo a ABCZ), com a média da métrica. Locais com poucos animais têm médias instáveis.

Clima e ITU. Temperatura, umidade relativa e chuva vêm das Normais Climatológicas 1991-2020 do INMET (médias de 30 anos por estação). Como as estações não cobrem todos os municípios, cada mês de cada variável foi estimado para a sede do município pela média das estações mais próximas, com mais peso para as mais perto (até 6 estações num raio de 400 km). O ITU de cada mês = 0,8 × T + UR × (T − 14,3) ÷ 100 + 46,3 (Andrade et al., 2023); o ITU anual é a média dos 12 meses e o máximo é o do mês mais quente. Referência para vacas leiteiras: até 72 = conforto; 72 a 78 = estresse leve; 79 a 88 = moderado (Armstrong, 1994); o Gir, zebuíno, tolera mais calor. São médias mensais de longo prazo: os dias mais quentes têm ITU maior, e onde a estação mais próxima fica longe (serras, divisas) a estimativa é menos precisa.

Referências
  1. INMET - INSTITUTO NACIONAL DE METEOROLOGIA. Normais Climatológicas do Brasil 1991-2020. Brasília: INMET, 2022. Disponível em: https://portal.inmet.gov.br/normais. Acesso em: 19 out. 2026.
  2. ANDRADE, R. G. et al. Análise e disponibilização de mapas mensais do Índice de Temperatura e Umidade (ITU) para o Sudeste do Brasil. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, v. 6, n. 1, p. 560-568, 2023.
  3. ARMSTRONG, D. V. Heat stress interaction with shade and cooling. Journal of Dairy Science, v. 77, p. 2044-2050, 1994.
ordem inicial: número de animais, maior primeiro · clique no cabeçalho para reordenar · clique para filtrar
vale só para os mapas e os biomas

Animais no top 10% por cidade do criador

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Localização pela cidade da fazenda dona da marca do registro (ABCZ), não pelo local onde o animal está hoje. Bolha = quantidade de animais (ou de criadores, no segundo mapa); cor = média da métrica.

Mostra a distribuição geográfica da origem genética da Subpopulação Elite.

bolha = quantidade de animais · cor = médio · clique na bolha para filtrar

Criadores dos animais no top 10% por cidade

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Localização pela cidade da fazenda dona da marca do registro (ABCZ), não pelo local onde o animal está hoje. Bolha = quantidade de animais (ou de criadores, no segundo mapa); cor = média da métrica.

Mostra a distribuição geográfica da origem genética da Subpopulação Elite.

bolha = número de criadores · clique na bolha para filtrar

Animais no top 10% por bioma

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Biomas são grandes conjuntos de vegetação e clima contínuos, delimitados pelo IBGE: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal. O mapa mostra onde ficam as cidades dos criadores dos animais da Subpopulação Elite em relação aos biomas.

Cada cidade é atribuída ao bioma em que fica a sede do município. Municípios na divisa entre biomas podem ter parte do território em outro, e o contorno foi simplificado para o painel (escala 1:5.000.000). O bioma indica a região de origem genética dos animais (cidade da fazenda dona da marca), não onde eles estão hoje nem o sistema de produção.

Letras na tabela. As médias de IPGL e GPTA de cada bioma foram comparadas duas a duas pelo teste t de Welch, que aceita grupos de tamanhos e variâncias diferentes (Welch, 1947). Como são várias comparações ao mesmo tempo, os valores-p foram corrigidos pelo método de Holm (Holm, 1979), e as letras seguem o algoritmo de Piepho (2004): na mesma coluna, médias com pelo menos uma letra em comum não diferem a 5%; médias sem letra em comum diferem. Biomas com poucos animais têm médias pouco precisas e raramente diferem dos demais. Animais da mesma família ou do mesmo rebanho não são independentes, então a significância é aproximada.

Clima e ITU. Temperatura, umidade relativa e chuva vêm das Normais Climatológicas 1991-2020 do INMET (médias de 30 anos por estação). Como as estações não cobrem todos os municípios, cada mês de cada variável foi estimado para a sede do município pela média das estações mais próximas, com mais peso para as mais perto (até 6 estações num raio de 400 km). O ITU de cada mês = 0,8 × T + UR × (T − 14,3) ÷ 100 + 46,3 (Andrade et al., 2023); o ITU anual é a média dos 12 meses e o máximo é o do mês mais quente. Referência para vacas leiteiras: até 72 = conforto; 72 a 78 = estresse leve; 79 a 88 = moderado (Armstrong, 1994); o Gir, zebuíno, tolera mais calor. São médias mensais de longo prazo: os dias mais quentes têm ITU maior, e onde a estação mais próxima fica longe (serras, divisas) a estimativa é menos precisa.

Referências
  1. IBGE - INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Biomas do Brasil, escala 1:5.000.000 (camada CREN:biomas_5000). Rio de Janeiro: IBGE. Disponível em: https://geoservicos.ibge.gov.br. Acesso em: 19 out. 2026.
  2. WELCH, B. L. The generalization of "Student's" problem when several different population variances are involved. Biometrika, v. 34, p. 28-35, 1947.
  3. HOLM, S. A simple sequentially rejective multiple test procedure. Scandinavian Journal of Statistics, v. 6, p. 65-70, 1979.
  4. PIEPHO, H.-P. An algorithm for a letter-based representation of all-pairwise comparisons. Journal of Computational and Graphical Statistics, v. 13, p. 456-466, 2004.
  5. INMET - INSTITUTO NACIONAL DE METEOROLOGIA. Normais Climatológicas do Brasil 1991-2020. Brasília: INMET, 2022. Disponível em: https://portal.inmet.gov.br/normais. Acesso em: 19 out. 2026.
  6. ANDRADE, R. G. et al. Análise e disponibilização de mapas mensais do Índice de Temperatura e Umidade (ITU) para o Sudeste do Brasil. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, v. 6, n. 1, p. 560-568, 2023.
  7. ARMSTRONG, D. V. Heat stress interaction with shade and cooling. Journal of Dairy Science, v. 77, p. 2044-2050, 1994.
cor = bioma (IBGE) · ponto = cidade do criador, tamanho = animais · passe o mouse ou toque no bioma ou no ponto

Clima das cidades dos criadores (ITU e chuva) — animais no top 10%

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Metodologia. Cada animal da Subpopulação Elite é classificado pelo clima da cidade do criador (fazenda dona da marca do registro), em duas tabelas: pelo ITU anual (média dos 12 meses) e pelo ITU do mês mais quente. O clima vem das Normais Climatológicas 1991-2020 do INMET (médias de 30 anos de temperatura e umidade relativa, por estação). Como as estações não cobrem todos os municípios, cada mês foi estimado para a sede do município pela média das estações mais próximas, com mais peso para as mais perto (até 6 estações num raio de 400 km). O ITU (índice de temperatura e umidade) mede o desconforto térmico dos bovinos: ITU = 0,8 × T + UR × (T − 14,3) ÷ 100 + 46,3 (Andrade et al., 2023).

O que são as Normais Climatológicas. São as médias de 30 anos das variáveis do clima (temperatura, umidade relativa, chuva e outras), calculadas mês a mês para cada estação meteorológica com série longa e completa o bastante, segundo as regras da Organização Meteorológica Mundial (OMM). Descrevem o clima típico do lugar, e não o tempo de um ano específico: um ano muito quente ou seco pesa pouco numa média de 30 anos. A OMM adota 1991-2020 como período-padrão atual e recomenda atualizar as normais a cada 10 anos; as edições anteriores do INMET cobrem 1961-1990 e 1981-2010. As tabelas por estação estão no portal do INMET: portal.inmet.gov.br/normais.

Classes. Seguem as faixas de referência para vacas leiteiras de Armstrong (1994): até 72 = conforto, 72 a 78 = estresse leve, 79 ou mais = moderado. Como quase todas as cidades ficam abaixo de 72 na média do ano, a faixa de conforto foi dividida em até 67,9 e 68 a 71,9. O ITU anual é uma média: no verão e nas horas mais quentes o ITU passa dessas faixas. O Gir, zebuíno, tolera mais calor que as raças europeias, para as quais as faixas foram propostas.

Pelo mês mais quente. A segunda tabela classifica pelo ITU do mês mais quente de cada cidade (o maior dos 12 ITUs mensais), que mostra melhor o período de maior desafio térmico do ano. Nela as cidades se espalham mais entre as faixas de Armstrong (1994), e a de estresse leve foi dividida em 72 a 74,9 e 75 a 78,9.

Pela chuva. A terceira tabela classifica pela chuva anual da cidade (soma dos 12 meses das Normais 1991-2020 do INMET, estimada para a sede do município como a temperatura e a umidade). As faixas (até 1.199, 1.200 a 1.399, 1.400 a 1.599 e 1.600 mm ou mais) foram escolhidas pela distribuição das cidades dos criadores, para que cada classe tenha animais suficientes; não são uma classificação climática oficial. A chuva anual não mostra a distribuição ao longo do ano: duas cidades com o mesmo total podem ter estações secas bem diferentes.

Teste de médias. Em cada coluna (IPGL e GPTA Leite), as médias das classes foram comparadas duas a duas pelo teste t de Welch, com correção de Holm, e as letras seguem Piepho (2004): médias com pelo menos uma letra em comum não diferem a 5%. Diferenças entre classes não provam efeito do clima: as classes juntam regiões e rebanhos diferentes, e animais da mesma família não são independentes.

Referências
  1. INMET - INSTITUTO NACIONAL DE METEOROLOGIA. Normais Climatológicas do Brasil 1991-2020. Brasília: INMET, 2022. Disponível em: https://portal.inmet.gov.br/normais. Acesso em: 19 out. 2026.
  2. ANDRADE, R. G. et al. Análise e disponibilização de mapas mensais do Índice de Temperatura e Umidade (ITU) para o Sudeste do Brasil. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, v. 6, n. 1, p. 560-568, 2023.
  3. ARMSTRONG, D. V. Heat stress interaction with shade and cooling. Journal of Dairy Science, v. 77, p. 2044-2050, 1994.
  4. WELCH, B. L. The generalization of "Student's" problem when several different population variances are involved. Biometrika, v. 34, p. 28-35, 1947.
  5. HOLM, S. A simple sequentially rejective multiple test procedure. Scandinavian Journal of Statistics, v. 6, p. 65-70, 1979.
  6. PIEPHO, H.-P. An algorithm for a letter-based representation of all-pairwise comparisons. Journal of Computational and Graphical Statistics, v. 13, p. 456-466, 2004.
duas classificações da cidade do criador: pelo ITU anual (média dos 12 meses) e pelo ITU do mês mais quente · clima: INMET, Normais Climatológicas 1991-2020 · letras: teste de médias em cada coluna
vale só para as tabelas de clima

Pelo mês mais quente: ITU máximo da cidade

classe pelo ITU do mês mais quente (o maior dos 12 meses) · letras: teste de médias em cada coluna

Pela chuva: pluviosidade anual da cidade

classe pela chuva anual (soma dos 12 meses) · letras: teste de médias em cada coluna

Ranking — 10 touros com mais filhas no top 10%

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Touros com mais filhas na Subpopulação Elite. O número reflete o mérito do touro e também a intensidade de uso dele (quantas filhas teve).

Sem o número total de filhas avaliadas de cada touro não é uma taxa de sucesso: um touro muito usado pode ter muitas filhas na Subpopulação Elite com taxa menor que um touro pouco usado.

os 10 com mais filhas na lista

Ranking — 10 vacas com mais filhas no top 10%

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Vacas com mais filhas na Subpopulação Elite, em geral doadoras de FIV/TE. O número reflete o mérito da vaca e a intensidade de uso dela como doadora.

Como no ranking dos touros, não é uma taxa: faltam as filhas que não entraram na Subpopulação Elite.

as 10 com mais filhas na lista

Concentração nos touros — animais no top 10%

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Quanto a Subpopulação Elite depende de poucos pais. A curva acumulada (curva de Lorenz) mostra a parte das filhas explicada pelos touros mais frequentes; o índice de Gini resume a desigualdade (0 = todos os touros com o mesmo número de filhas; perto de 1 = poucos concentram quase tudo) (Gini, 1912).

O número efetivo de pais (1 / soma das participações ao quadrado) é quantos touros igualmente usados dariam a mesma concentração; números baixos indicam risco de perda de variabilidade (Falconer & Mackay, 1996).

Referências
  1. GINI, C. Variabilità e mutabilità. Bologna: Tipografia di Paolo Cuppini, 1912.
  2. FALCONER, D. S.; MACKAY, T. F. C. Introduction to Quantitative Genetics. 4. ed. Harlow: Longman, 1996.
quanto a elite depende de poucos pais
Nº efetivo de paisNúmero efetivo de pais: quantos touros, com o mesmo número de filhas cada, dariam a mesma concentração (1 ÷ soma das participações ao quadrado). = quantos touros, com o mesmo nº de filhas cada, dariam a mesma concentração (1 / soma das participações ao quadrado). Quanto menor, mais estreita a base.

Beta-caseína — animais no top 10%

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A beta-caseína é uma proteína do leite com variantes genéticas; as mais comuns são A1 e A2. O genótipo A2A2 produz leite só com a variante A2, associada a possíveis benefícios à saúde humana ainda em discussão (Kamiński et al., 2007).

Só parte dos animais é genotipada, e não ao acaso: a frequência vale para os genotipados da Subpopulação Elite, não para a raça.

Referências
  1. KAMIŃSKI, S.; CIEŚLIŃSKA, A.; KOSTYRA, E. Polymorphism of bovine beta-casein and its potential effect on human health. Journal of Applied Genetics, v. 48, p. 189-198, 2007.
genótipo informado na planilha
vale só para a tabela por criador

Endogamia (F)Endogamia (F): probabilidade de os dois genes que o animal recebeu do pai e da mãe serem cópias do mesmo gene de um ancestral comum aos dois. 0% = pais sem parentesco conhecido; 25% = cria de pai × filha ou de irmãos completos.

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Endogamia (F): probabilidade de os dois alelos de um gene serem cópias de um mesmo gene de um ancestral comum ao pai e à mãe (Wright, 1922), calculada pelo algoritmo de Meuwissen & Luo (1992) com o pedigree conferido na ABCZ.

Ancestral desconhecido conta como não aparentado: pedigree raso subestima o F. Por isso o F é lido junto das gerações completas equivalentes (Maignel et al., 1996). Os gráficos seguem os filtros; a análise por faixa de profundidade e o tamanho efetivo estão em “Estrutura genética e seleção da Subpopulação Elite”.

No gráfico F médio por ano de nascimento, as barras seguem a mesma leitura dos demais:

Como ler as barras de erro: o ponto é a média do grupo e a barra vai do menor ao maior valor entre os animais dele (amplitude). Não é intervalo de confiança nem erro-padrão: a barra mostra o quanto os animais do grupo variam entre si, não a precisão da média. Barra curta = animais parecidos; barra longa = grupo heterogêneo ou com algum animal muito diferente dos demais (a média fica perto de onde está a maioria). Grupos com mais animais tendem a ter barras mais longas só por terem mais chance de incluir valores extremos, e um grupo de um animal só não tem barra. Por isso, barras sobrepostas não querem dizer que as médias são iguais, e barras separadas não são, sozinhas, prova de diferença estatística.

Referências
  1. WRIGHT, S. Coefficients of inbreeding and relationship. The American Naturalist, v. 56, p. 330-338, 1922.
  2. MEUWISSEN, T. H. E.; LUO, Z. Computing inbreeding coefficients in large populations. Genetics Selection Evolution, v. 24, p. 305-313, 1992.
  3. MAIGNEL, L.; BOICHARD, D.; VERRIER, E. Genetic variability of French dairy breeds estimated from pedigree information. Interbull Bulletin, n. 14, p. 49-54, 1996.
F calculado pelo método de Meuwissen & Luo (1992) sobre o pedigree coletado na consulta pública da ABCZ (cálculo de 22/10/2026 07:24, 15.780 animais no pedigree). Pai ou mãe desconhecido conta como não aparentado: com pedigree raso o F fica subestimado. Leia junto as gerações completas equivalentes (1 = só pai e mãe conhecidos; 5 = o equivalente a cinco gerações completas).
ListaAnimaisCom F calculadoF médioCom F > 0Com F ≥ 6,25%Gerações equiv. (média)
Top10% 2026 — ranking IPGL 5.486 5.485 4,30% 99,2% 26,2% 6,27
Top10% 2026 — ranking GPTA Leite (PL) 5.589 5.588 4,45% 99,4% 24,0% 6,50
A tabela compara as listas ativas inteiras (não muda com os filtros); os indicadores e os gráficos abaixo seguem os filtros e o recorte.
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ΔF de cada ano. ΔFt = (F̄t − F̄t−k) ÷ k, em pontos percentuais (p.p.), só nos anos com o mínimo de animais; F̄t é o F médio dos nascidos em t, com o F de cada animal calculado pelo pedigree da ABCZ (Wright, 1922; Meuwissen & Luo, 1992). Barra vermelha = o F médio subiu; verde = caiu.

Relação com a taxa de endogamia. Na teoria, a taxa de endogamia por geração é ΔF = (Ft − Ft−1) ÷ (1 − Ft−1) (Falconer & Mackay, 1996); com F baixo (poucos por cento), o denominador é quase 1 e a diferença simples é praticamente igual. Para passar de ano para geração, multiplica-se pelo intervalo de gerações.

Cuidados. O F também sobe quando o pedigree fica mais completo, o que acontece nos animais mais novos (veja “F × completude do pedigree”); anos com poucos animais oscilam mais.

Referências
  1. WRIGHT, S. Coefficients of inbreeding and relationship. The American Naturalist, v. 56, p. 330-338, 1922.
  2. MEUWISSEN, T. H. E.; LUO, Z. Computing inbreeding coefficients in large populations. Genetics Selection Evolution, v. 24, p. 305-313, 1992.
  3. FALCONER, D. S.; MACKAY, T. F. C. Introduction to Quantitative Genetics. 4. ed. Harlow: Longman, 1996.
vale só para este gráfico

Métricas por classe de F

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Os animais do recorte são agrupados pela endogamia (F) calculada no pedigree da ABCZ: 0%, até 1,5%, 1,5 a 3,125% (até o nível de primos), 3,125 a 6,25% (até meio-irmãos), 6,25 a 12,5% (até irmãos completos ou pai × filha) e acima de 12,5%. Para cada classe, a tabela mostra quantos animais há, o F médio, as gerações completas equivalentes médias e a média de cada métrica; o gráfico mostra a métrica foco.

Correlação e inclinação. A correlação de Pearson entre F e a métrica foco e a inclinação da regressão (quanto a métrica muda, em média, a cada ponto percentual de F) são calculadas em todos os animais com F e, separadamente, só nos que têm pedigree de 4 ou mais gerações equivalentes, em que o F é mais confiável.

Como ler. As métricas são valores genéticos (GPTAs), não produções medidas. A depressão por endogamia age sobre o desempenho do próprio animal (o fenótipo), não sobre o valor genético que ele transmite; por isso, diferenças entre classes aqui refletem sobretudo de quais famílias e linhagens vêm os animais mais endogâmicos, e não um efeito direto do F (Falconer & Mackay, 1996). Pedigree raso subestima o F: animais com poucas gerações conhecidas tendem a cair na classe 0%, o que pode distorcer a comparação (veja a coluna de gerações equivalentes).

Referências
  1. MEUWISSEN, T. H. E.; LUO, Z. Computing inbreeding coefficients in large populations. Genetics Selection Evolution, v. 24, p. 305-313, 1992.
  2. MAIGNEL, L.; BOICHARD, D.; VERRIER, E. Genetic variability of French dairy breeds estimated from pedigree information. Interbull Bulletin, n. 14, p. 49-54, 1996.
  3. FALCONER, D. S.; MACKAY, T. F. C. Introduction to Quantitative Genetics. 4. ed. Harlow: Longman, 1996.

Estrutura genética e seleção da Subpopulação Elite (top 10%)

Subpopulação Elite = fêmeas no top 10% (ranking da métrica foco) de todas as avaliadas pela ABCGIL; Super Elite = top 0,1% · calculado sobre o ranking da métrica foco (não segue os outros filtros) · estimativas para a pesquisa

Endogamia por profundidade do pedigree e tamanho efetivo (Ne)

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Endogamia (F) é a probabilidade de os dois alelos de um gene, no animal, serem cópias de um mesmo gene de um ancestral comum ao pai e à mãe (Wright, 1922). Aqui é calculada pelo algoritmo de Meuwissen & Luo (1992), usando só o parentesco da consulta pública da ABCZ.

Gerações completas equivalentes medem a profundidade do pedigree: soma, sobre todos os ancestrais conhecidos, de (1/2)n, em que n é a geração do ancestral (Maignel et al., 1996; Boichard et al., 1997). Ancestral desconhecido é tratado como não aparentado, então pedigree raso subestima o F. Por isso a tabela mostra o F por faixa de profundidade: comparações justas são feitas entre animais com profundidade parecida.

Tamanho efetivo (Ne) é o tamanho de uma população idealizada que perderia diversidade genética no mesmo ritmo do grupo observado. Foi estimado pelo aumento individual de endogamia: ΔFi = 1 − (1 − Fi)1/(ti − 1), com ti = gerações completas equivalentes do animal; Ne = 1 / (2 · ΔF médio) (Gutiérrez et al., 2008, 2009). O método corrige a diferença de profundidade entre animais. Como referência, valores de Ne abaixo de 50 a 100 indicam risco de perda de variabilidade a médio prazo (Meuwissen, 2009; FAO, 2013).

F, Ne e Super Elite são calculados sobre o ranking da métrica foco escolhida no painel (IPGL ou GPTA Leite).

Cuidado: o Ne aqui é o da Subpopulação Elite (top 10%), tomada como grupo de referência; não é o Ne da raça nem do conjunto de todas as fêmeas avaliadas.

Referências
  1. WRIGHT, S. Coefficients of inbreeding and relationship. The American Naturalist, v. 56, p. 330-338, 1922.
  2. MEUWISSEN, T. H. E.; LUO, Z. Computing inbreeding coefficients in large populations. Genetics Selection Evolution, v. 24, p. 305-313, 1992.
  3. MAIGNEL, L.; BOICHARD, D.; VERRIER, E. Genetic variability of French dairy breeds estimated from pedigree information. Interbull Bulletin, n. 14, p. 49-54, 1996.
  4. BOICHARD, D.; MAIGNEL, L.; VERRIER, E. The value of using probabilities of gene origin to measure genetic variability in a population. Genetics Selection Evolution, v. 29, p. 5-23, 1997.
  5. GUTIÉRREZ, J. P.; CERVANTES, I.; MOLINA, A.; VALERA, M.; GOYACHE, F. Individual increase in inbreeding allows estimating effective sizes from pedigrees. Genetics Selection Evolution, v. 40, p. 359-378, 2008.
  6. GUTIÉRREZ, J. P.; CERVANTES, I.; GOYACHE, F. Improving the estimation of realized effective population sizes in farm animals. Journal of Animal Breeding and Genetics, v. 126, p. 327-332, 2009.
  7. MEUWISSEN, T. Genetic management of small populations: a review. Acta Agriculturae Scandinavica, Section A, v. 59, p. 71-79, 2009.
  8. FAO. In vivo conservation of animal genetic resources. FAO Animal Production and Health Guidelines n. 14. Roma: FAO, 2013.
Ranking do IPGL (métrica foco): 5.486 fêmeas, 5.485 com F calculado
Gerações completas equivalentesGerações completas equivalentes: profundidade do pedigree conhecido. Cada ancestral conhecido soma metade a cada geração (pais 1/2 cada, avós 1/4, bisavós 1/8...). 5 = tanta informação quanto 5 gerações completas.AnimaisF médioEndogamia (F): probabilidade de os dois genes que o animal recebeu do pai e da mãe serem cópias do mesmo gene de um ancestral comum aos dois. 0% = pais sem parentesco conhecido; 25% = cria de pai × filha ou de irmãos completos.Desvio-padrãoDesvio-padrão: quanto os valores variam em torno da média. Numa curva normal, cerca de 2/3 dos animais ficam a até 1 desvio-padrão da média.Com F > 0Com F ≥ 6,25%
< 4 (pedigree raso)50,00%0,000,0%0,0%
4 a 51370,99%2,1387,6%4,4%
5 a 61.6311,90%3,0298,7%7,5%
6 a 72.9355,28%2,94100,0%33,2%
7 ou mais7776,22%2,74100,0%43,1%
Com menos de 4 gerações completas equivalentes o pedigree é raso demais: F perto de zero indica falta de ancestrais conhecidos, não ausência de endogamia.
Ne pelo aumento individual de endogamiaNe pelo F: tamanho efetivo calculado pelo aumento de endogamia de cada fêmea por geração (Gutiérrez et al., 2008). Mede a endogamia que já aconteceu.AnimaisΔF médio por geraçãoΔF (aumento de endogamia por geração): quanto a endogamia cresce, em média, a cada geração. Exemplo: ΔF de 0,8% quer dizer que, de uma geração para a seguinte, a endogamia do grupo sobe cerca de 0,8 ponto percentual. É calculado para cada fêmea levando em conta quantas gerações o pedigree dela tem, para não confundir pedigree curto com pouca endogamia. Dele sai o Ne: Ne = 1 ÷ (2 × ΔF).NeTamanho efetivo (Ne): mostra com quantos animais o grupo se comporta, em perda de diversidade genética, comparado a uma população ideal (em que todos se reproduzem igualmente e ao acaso). Exemplo: Ne = 63 quer dizer que, mesmo com milhares de fêmeas, a diversidade se perde no ritmo de uma população ideal de só 63 animais, porque poucos touros e famílias deixam muitos descendentes. Quanto menor, mais depressa sobem a endogamia e o parentesco; abaixo de 50 a 100 há risco de perda de variabilidade (FAO, 2013).Erro-padrãoErro-padrão: margem de incerteza da estimativa, por ela ter sido calculada com os animais disponíveis. Exemplo: Ne 62,7 com erro-padrão 0,7 quer dizer que o valor real deve estar entre cerca de 61,3 e 64,1 (a estimativa mais ou menos 2 erros-padrão, com cerca de 95% de confiança). Erro-padrão pequeno = estimativa precisa.
Todas as fêmeas com F5.4850,806%62,10,7
Só com 5 ou mais gerações completas equivalentes5.3430,820%61,00,7
Ranking do GPTA Leite (PL) (métrica foco): 5.589 fêmeas, 5.588 com F calculado
Gerações completas equivalentesGerações completas equivalentes: profundidade do pedigree conhecido. Cada ancestral conhecido soma metade a cada geração (pais 1/2 cada, avós 1/4, bisavós 1/8...). 5 = tanta informação quanto 5 gerações completas.AnimaisF médioEndogamia (F): probabilidade de os dois genes que o animal recebeu do pai e da mãe serem cópias do mesmo gene de um ancestral comum aos dois. 0% = pais sem parentesco conhecido; 25% = cria de pai × filha ou de irmãos completos.Desvio-padrãoDesvio-padrão: quanto os valores variam em torno da média. Numa curva normal, cerca de 2/3 dos animais ficam a até 1 desvio-padrão da média.Com F > 0Com F ≥ 6,25%
< 4 (pedigree raso)90,01%0,0411,1%0,0%
4 a 5810,91%2,1291,4%3,7%
5 a 69551,87%2,8798,1%6,8%
6 a 73.2844,81%2,80100,0%26,1%
7 ou mais1.2595,73%2,44100,0%32,9%
Com menos de 4 gerações completas equivalentes o pedigree é raso demais: F perto de zero indica falta de ancestrais conhecidos, não ausência de endogamia.
Ne pelo aumento individual de endogamiaNe pelo F: tamanho efetivo calculado pelo aumento de endogamia de cada fêmea por geração (Gutiérrez et al., 2008). Mede a endogamia que já aconteceu.AnimaisΔF médio por geraçãoΔF (aumento de endogamia por geração): quanto a endogamia cresce, em média, a cada geração. Exemplo: ΔF de 0,8% quer dizer que, de uma geração para a seguinte, a endogamia do grupo sobe cerca de 0,8 ponto percentual. É calculado para cada fêmea levando em conta quantas gerações o pedigree dela tem, para não confundir pedigree curto com pouca endogamia. Dele sai o Ne: Ne = 1 ÷ (2 × ΔF).NeTamanho efetivo (Ne): mostra com quantos animais o grupo se comporta, em perda de diversidade genética, comparado a uma população ideal (em que todos se reproduzem igualmente e ao acaso). Exemplo: Ne = 63 quer dizer que, mesmo com milhares de fêmeas, a diversidade se perde no ritmo de uma população ideal de só 63 animais, porque poucos touros e famílias deixam muitos descendentes. Quanto menor, mais depressa sobem a endogamia e o parentesco; abaixo de 50 a 100 há risco de perda de variabilidade (FAO, 2013).Erro-padrãoErro-padrão: margem de incerteza da estimativa, por ela ter sido calculada com os animais disponíveis. Exemplo: Ne 62,7 com erro-padrão 0,7 quer dizer que o valor real deve estar entre cerca de 61,3 e 64,1 (a estimativa mais ou menos 2 erros-padrão, com cerca de 95% de confiança). Erro-padrão pequeno = estimativa precisa.
Todas as fêmeas com F5.5870,807%61,90,6
Só com 5 ou mais gerações completas equivalentes5.4980,817%61,20,6

Parentesco (coancestria) e Ne por coancestria

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Coancestria entre dois animais é a probabilidade de um gene tirado ao acaso de um ser idêntico, por descendência, a um gene tirado ao acaso do outro (Malécot, 1948). É igual ao F que teria a cria de um acasalamento entre os dois. Referências: meios-irmãos 12,5%; irmãos completos e pai × filha 25%; primos 6,25%.

Coancestria média entre as fêmeas da Subpopulação Elite mostra o quanto elas são aparentadas entre si. A diversidade gênica retida (1 − coancestria média, incluindo cada animal com ele mesmo) é a fração da diversidade dos fundadores conhecidos que ainda existe no grupo (Caballero & Toro, 2000).

O Ne por coancestria (Cervantes et al., 2011) usa o aumento individual de coancestria de cada par, corrigido pela profundidade do pedigree dos dois animais, como o Ne pelo F faz com o F de cada animal. Foram sorteadas 200 fêmeas e calculada a coancestria delas com todas as outras da Subpopulação Elite (mais de um milhão de pares), pelo método indireto de Colleau (2002), sem montar a matriz de parentesco. Ne por coancestria menor que o Ne pelo F indica que as fêmeas são mais aparentadas entre si do que a endogamia individual delas mostra: o parentesco acumulado ainda vai aparecer como endogamia nas próximas gerações. Ne por coancestria maior que o Ne pelo F sugere grupo dividido em famílias ou rebanhos que se acasalam entre si.

Como o F, a coancestria é calculada só com o pedigree da ABCZ: ancestral desconhecido conta como não aparentado, então os valores são mínimos.

Referências
  1. MALÉCOT, G. Les mathématiques de l'hérédité. Paris: Masson, 1948.
  2. CABALLERO, A.; TORO, M. A. Interrelations between effective population size and other pedigree tools for the management of conserved populations. Genetical Research, v. 75, p. 331-343, 2000.
  3. CERVANTES, I.; GOYACHE, F.; MOLINA, A.; VALERA, M.; GUTIÉRREZ, J. P. Estimation of effective population size from the rate of coancestry in pedigreed populations. Journal of Animal Breeding and Genetics, v. 128, p. 56-63, 2011.
  4. GUTIÉRREZ, J. P.; CERVANTES, I.; MOLINA, A.; VALERA, M.; GOYACHE, F. Individual increase in inbreeding allows estimating effective sizes from pedigrees. Genetics Selection Evolution, v. 40, p. 359-378, 2008.
  5. COLLEAU, J. J. An indirect approach to the extensive calculation of relationship coefficients. Genetics Selection Evolution, v. 34, p. 409-421, 2002.
Ranking do IPGL (métrica foco): 5.486 fêmeas no pedigree
IndicadorValorO que quer dizer
Coancestria média entre as fêmeasCoancestria (parentesco): probabilidade de um gene tirado ao acaso de um animal ser idêntico, por descendência, a um gene tirado ao acaso de outro. É o F que teria a cria dos dois. Meios-irmãos = 12,5%; irmãos completos = 25%.9,09%F médio que teriam crias de acasalamentos ao acaso entre fêmeas da Subpopulação Elite (só pares de animais diferentes)
Diversidade gênica retidaDiversidade gênica retida: fração da diversidade dos fundadores conhecidos que ainda existe no grupo (1 − coancestria média). 100% = nenhuma perda.90,9%fração da diversidade dos fundadores conhecidos que ainda existe no grupo (1 − coancestria média)
Aumento de coancestria por geraçãoAumento de coancestria por geração: parentesco entre pares de fêmeas, corrigido pela profundidade do pedigree das duas. Ne por coancestria = 1 ÷ (2 × este valor).1,556%média de 1.096.800 pares (200 fêmeas sorteadas × todas as outras)
Ne por coancestriaNe por coancestria: tamanho efetivo calculado pelo aumento do parentesco entre pares de fêmeas por geração (Cervantes et al., 2011). Antecipa a endogamia que ainda vai aparecer nas próximas gerações.32,1 ± 0,5tamanho efetivo pelo parentesco entre as fêmeas (Cervantes et al., 2011); ± erro-padrão
Ne pelo F (para comparar)Ne pelo F: tamanho efetivo calculado pelo aumento de endogamia de cada fêmea por geração (Gutiérrez et al., 2008). Mede a endogamia que já aconteceu.62,1tamanho efetivo pela endogamia individual (bloco acima): o Ne por coancestria é menor, as fêmeas são mais aparentadas entre si do que a endogamia delas mostra
Ranking do GPTA Leite (PL) (métrica foco): 5.589 fêmeas no pedigree
IndicadorValorO que quer dizer
Coancestria média entre as fêmeasCoancestria (parentesco): probabilidade de um gene tirado ao acaso de um animal ser idêntico, por descendência, a um gene tirado ao acaso de outro. É o F que teria a cria dos dois. Meios-irmãos = 12,5%; irmãos completos = 25%.8,02%F médio que teriam crias de acasalamentos ao acaso entre fêmeas da Subpopulação Elite (só pares de animais diferentes)
Diversidade gênica retidaDiversidade gênica retida: fração da diversidade dos fundadores conhecidos que ainda existe no grupo (1 − coancestria média). 100% = nenhuma perda.92,0%fração da diversidade dos fundadores conhecidos que ainda existe no grupo (1 − coancestria média)
Aumento de coancestria por geraçãoAumento de coancestria por geração: parentesco entre pares de fêmeas, corrigido pela profundidade do pedigree das duas. Ne por coancestria = 1 ÷ (2 × este valor).1,314%média de 1.117.200 pares (200 fêmeas sorteadas × todas as outras)
Ne por coancestriaNe por coancestria: tamanho efetivo calculado pelo aumento do parentesco entre pares de fêmeas por geração (Cervantes et al., 2011). Antecipa a endogamia que ainda vai aparecer nas próximas gerações.38,1 ± 0,4tamanho efetivo pelo parentesco entre as fêmeas (Cervantes et al., 2011); ± erro-padrão
Ne pelo F (para comparar)Ne pelo F: tamanho efetivo calculado pelo aumento de endogamia de cada fêmea por geração (Gutiérrez et al., 2008). Mede a endogamia que já aconteceu.61,9tamanho efetivo pela endogamia individual (bloco acima): o Ne por coancestria é menor, as fêmeas são mais aparentadas entre si do que a endogamia delas mostra

Touros com mais filhas na Subpopulação Elite: parentesco entre eles

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Os 10 touros com mais filhas na Subpopulação Elite. A matriz mostra a coancestria entre cada par de touros (%): é o F que teria a cria de um acasalamento entre os dois, e indica se touros diferentes são, na prática, da mesma família (meios-irmãos = 12,5%). Quanto mais escura a célula, maior o parentesco.

F esperado das filhas com a Elite: coancestria média do touro com as fêmeas da Subpopulação Elite, que é o F médio esperado das filhas dele se fosse acasalado ao acaso com elas. Inclui as próprias filhas do touro no grupo, por isso é alto nos touros mais usados: na prática, acasalar um touro com as filhas dele é evitado, mas o número mostra o quanto o touro já está “dentro” da Elite.

Referências
  1. MALÉCOT, G. Les mathématiques de l'hérédité. Paris: Masson, 1948.
  2. COLLEAU, J. J. An indirect approach to the extensive calculation of relationship coefficients. Genetics Selection Evolution, v. 34, p. 409-421, 2002.
  3. FALCONER, D. S.; MACKAY, T. F. C. Introduction to Quantitative Genetics. 4. ed. Harlow: Longman, 1996.
Ranking do IPGL (métrica foco): 5.486 fêmeas no pedigree
NomeRegistroFilhas na EliteF do touroEndogamia (F): probabilidade de os dois genes que o animal recebeu do pai e da mãe serem cópias do mesmo gene de um ancestral comum aos dois. 0% = pais sem parentesco conhecido; 25% = cria de pai × filha ou de irmãos completos.F esperado das filhas com a EliteF esperado das filhas com a Elite: F médio que teriam as filhas do touro se ele fosse acasalado ao acaso com as fêmeas da Subpopulação Elite (coancestria média dele com elas).GAV 291EVPF 444RRP 6097JCVL 1808KCA 472CAL 13847CAL 13019BASA 893JGVA 176JMMA 3436
JAGUAR TE DO GAVIAOGAV 2911.1520,00%13,65%—13,40,10,10,21,02,625,01,61,1
EDANK TE JABAQUARAEVPF 4445970,91%9,42%13,4—3,22,63,25,46,98,07,83,3
GENGIS KHAN DE BRAS.RRP 60973730,44%10,67%0,13,2—17,725,24,58,08,94,36,4
ANTONIONE FIV CABO VERDEJCVL 18083030,45%10,14%0,12,617,7—25,25,68,113,14,17,4
C.A.SANSAOKCA 4722810,00%12,29%0,23,225,225,2—1,714,112,76,36,4
RUBRO FIV CALCAL 138472462,62%5,59%1,05,44,55,61,7—14,33,37,814,9
NAVEGANTE FIV CALCAL 130192363,70%7,92%2,66,98,08,114,114,3—5,47,34,1
CAMARGO FIV DO BASABASA 8932250,10%12,27%25,08,08,913,112,73,35,4—2,84,3
FERIADO FIV DA JGVAJGVA 1761131,32%5,54%1,67,84,34,16,37,87,32,8—8,2
KAL-EL FIV JMMAJMMA 34361121,41%5,20%1,13,36,47,46,414,94,14,38,2—
Os 10 touros são pais de 3.638 das 5.486 fêmeas; coancestria média entre eles: 7,49%. Nas colunas, o registro de cada touro, na mesma ordem das linhas (passe o mouse para ver o nome).

Touros com maior média das filhas no IPGL: parentesco entre eles

os 10 touros cujas filhas na Subpopulação Elite têm a maior média na métrica foco, entre os touros com pelo menos 5 filhas nela (82 touros)
NomeRegistroFilhas na EliteMédia das filhas (IPGL)F do touroEndogamia (F): probabilidade de os dois genes que o animal recebeu do pai e da mãe serem cópias do mesmo gene de um ancestral comum aos dois. 0% = pais sem parentesco conhecido; 25% = cria de pai × filha ou de irmãos completos.F esperado das filhas com a EliteF esperado das filhas com a Elite: F médio que teriam as filhas do touro se ele fosse acasalado ao acaso com as fêmeas da Subpopulação Elite (coancestria média dele com elas).CAL 14103ZAB 2466ZAB 1750CAL 13019ZGI 895CAL 13797CAL 10671PRLB 1960ZAB 2467MUT 5104
SELO FIV CALCAL 14103281.980,55,06%7,41%—7,89,011,15,85,817,06,17,86,6
EDEN FIV 2BZAB 2466261.897,87,08%8,44%7,8—30,58,75,46,712,97,429,77,7
BADEN FIV 2BZAB 1750431.897,67,86%6,91%9,030,5—11,34,36,916,65,930,57,3
NAVEGANTE FIV CALCAL 130192361.880,23,70%7,92%11,18,711,3—8,217,526,85,78,77,5
GALATES FIV AGROGIRZGI 895771.874,52,48%7,73%5,85,44,38,2—9,26,86,45,46,8
RANGER FIV CALCAL 13797171.867,83,52%7,26%5,86,76,917,59,2—8,26,56,78,7
FULMINANTE FIV CALCAL 10671731.865,70,00%9,08%17,012,916,626,86,88,2—8,912,98,7
QUIBEBE FIV PRLBPRLB 1960181.863,01,02%9,46%6,17,45,95,76,46,58,9—7,49,5
EDIPO FIV 2BZAB 2467101.859,67,08%8,40%7,829,730,58,75,46,712,97,4—7,7
VALENTE FIV F.MUTUMMUT 5104571.850,72,55%9,57%6,67,77,37,56,88,78,79,57,7—
Estes 10 touros são pais de 585 fêmeas da Subpopulação Elite; coancestria média entre eles: 10,29%. A média das filhas é a média simples da métrica foco das filhas do touro na Subpopulação Elite: mostra as filhas que entraram no top 10%, não o mérito do touro (que considera todas as filhas).
Ranking do GPTA Leite (PL) (métrica foco): 5.589 fêmeas no pedigree
NomeRegistroFilhas na EliteF do touroEndogamia (F): probabilidade de os dois genes que o animal recebeu do pai e da mãe serem cópias do mesmo gene de um ancestral comum aos dois. 0% = pais sem parentesco conhecido; 25% = cria de pai × filha ou de irmãos completos.F esperado das filhas com a EliteF esperado das filhas com a Elite: F médio que teriam as filhas do touro se ele fosse acasalado ao acaso com as fêmeas da Subpopulação Elite (coancestria média dele com elas).EVPF 444GAV 291JCVL 1808CAL 13847RRP 6097JMMA 3436CAL 13019BASA 893RRP 6968KCA 472
EDANK TE JABAQUARAEVPF 4446480,91%8,98%—13,42,65,43,23,36,98,03,43,2
JAGUAR TE DO GAVIAOGAV 2915660,00%11,03%13,4—0,11,00,11,12,625,00,00,2
ANTONIONE FIV CABO VERDEJCVL 18083930,45%10,13%2,60,1—5,617,77,48,113,14,225,2
RUBRO FIV CALCAL 138473912,62%6,79%5,41,05,6—4,514,914,33,310,11,7
GENGIS KHAN DE BRAS.RRP 60973770,44%10,87%3,20,117,74,5—6,48,08,93,925,2
KAL-EL FIV JMMAJMMA 34363021,41%6,31%3,31,17,414,96,4—4,14,34,56,4
NAVEGANTE FIV CALCAL 130191873,70%7,66%6,92,68,114,38,04,1—5,47,914,1
CAMARGO FIV DO BASABASA 8931830,10%10,69%8,025,013,13,38,94,35,4—2,112,7
JOGRAL FIV DE BRAS.RRP 69681789,02%5,68%3,40,04,210,13,94,57,92,1—0,1
C.A.SANSAOKCA 4721710,00%11,31%3,20,225,21,725,26,414,112,70,1—
Os 10 touros são pais de 3.396 das 5.589 fêmeas; coancestria média entre eles: 7,19%. Nas colunas, o registro de cada touro, na mesma ordem das linhas (passe o mouse para ver o nome).

Touros com maior média das filhas no GPTA Leite (PL): parentesco entre eles

os 10 touros cujas filhas na Subpopulação Elite têm a maior média na métrica foco, entre os touros com pelo menos 5 filhas nela (88 touros)
NomeRegistroFilhas na EliteMédia das filhas (GPTA Leite (PL))F do touroEndogamia (F): probabilidade de os dois genes que o animal recebeu do pai e da mãe serem cópias do mesmo gene de um ancestral comum aos dois. 0% = pais sem parentesco conhecido; 25% = cria de pai × filha ou de irmãos completos.F esperado das filhas com a EliteF esperado das filhas com a Elite: F médio que teriam as filhas do touro se ele fosse acasalado ao acaso com as fêmeas da Subpopulação Elite (coancestria média dele com elas).TOLA 899CAL 14103PRLB 1960BASA 2653ZGI 895MUT 5104JCVL 3732CAL 12601ZAB 2467WADI 2420
PROFETA FIV TOLTOLA 89910947,40,05%6,65%—5,35,37,216,34,75,78,08,615,1
SELO FIV CALCAL 1410325924,35,06%7,04%5,3—6,17,25,86,66,08,17,85,1
QUIBEBE FIV PRLBPRLB 196028897,11,02%8,86%5,36,1—9,56,49,511,68,37,45,8
GARAPEIRO FIV DO BASABASA 26538895,47,97%9,61%7,27,29,5—6,218,59,712,87,54,4
GALATES FIV AGROGIRZGI 895120895,32,48%8,22%16,35,86,46,2—6,87,34,15,418,7
VALENTE FIV F.MUTUMMUT 5104101868,12,55%9,37%4,76,69,518,56,8—10,56,77,77,1
GEOVANE FIV CABO VERDEJCVL 373226862,15,15%10,05%5,76,011,69,77,310,5—7,311,29,8
LEMBRETE FIV CALCAL 126015859,41,77%7,81%8,08,18,312,84,16,77,3—8,10,8
EDIPO FIV 2BZAB 246713854,87,08%7,80%8,67,87,47,55,47,711,28,1—5,9
QUEROQUERO FIV WADWADI 242016852,13,92%7,35%15,15,15,84,418,77,19,80,85,9—
Estes 10 touros são pais de 352 fêmeas da Subpopulação Elite; coancestria média entre eles: 8,09%. A média das filhas é a média simples da métrica foco das filhas do touro na Subpopulação Elite: mostra as filhas que entraram no top 10%, não o mérito do touro (que considera todas as filhas).

Origem dos genes: fundadores e ancestrais (fe, fa, fg)

i Saiba mais

Fundadores aqui são os animais cujos pais não constam no pedigree da ABCZ. A contribuição de um ancestral é a fração esperada dos genes da Subpopulação Elite que veio dele (metade por geração, somando todos os caminhos).

O número efetivo de fundadores (fe) (Lacy, 1989) é quantos fundadores, contribuindo igualmente, dariam a mesma diversidade: quanto mais desiguais as contribuições, menor o fe. O número efetivo de ancestrais (fa) (Boichard et al., 1997) faz a mesma conta com os ancestrais que mais explicam os genes do grupo, sejam fundadores ou não, usando a contribuição marginal de cada um: a parte dos genes que ele explica e que ainda não foi explicada pelos ancestrais escolhidos antes. Assim, um touro e o pai dele não são contados duas vezes.

fa bem menor que fe indica gargalos: poucos ancestrais (em geral touros muito usados) concentram a origem dos genes, e parte da diversidade dos fundadores já se perdeu. O fe depende da profundidade do pedigree conhecido: com pedigree mais completo, haveria mais fundadores, mais antigos.

Número efetivo de genomas fundadores (fg): soma às perdas do fa a deriva genética: genes dos fundadores que se perderam ao acaso na passagem de pais para filhos. É calculado como 1 ÷ (2 × coancestria média da Subpopulação Elite) (Caballero & Toro, 2000). Sempre vale fg ≤ fa ≤ fe; quanto menor o fg em relação ao fa, maior a perda por deriva.

Validação: F, gerações completas equivalentes, coancestria, fe, fa, fg e os Ne foram conferidos em 18/10/2026 com o pacote optiSel do R (Wellmann, 2019), com o mesmo pedigree e as mesmas Subpopulações Elite: valores iguais; o Ne por coancestria do painel usa 200 fêmeas sorteadas e ficou cerca de 1% abaixo do cálculo com todos os pares.

Referências
  1. LACY, R. C. Analysis of founder representation in pedigrees: founder equivalents and founder genome equivalents. Zoo Biology, v. 8, p. 111-123, 1989.
  2. BOICHARD, D.; MAIGNEL, L.; VERRIER, E. The value of using probabilities of gene origin to measure genetic variability in a population. Genetics Selection Evolution, v. 29, p. 5-23, 1997.
  3. CABALLERO, A.; TORO, M. A. Interrelations between effective population size and other pedigree tools for the management of conserved populations. Genetical Research, v. 75, p. 331-343, 2000.
  4. WELLMANN, R. Optimum contribution selection for animal breeding and conservation: the R package optiSel. BMC Bioinformatics, v. 20, art. 25, 2019.
Ranking do IPGL (métrica foco): 5.486 fêmeas no pedigree
IndicadorValorO que quer dizer
Fundadores com contribuiçãoFundadores: animais do pedigree da ABCZ sem pai e mãe conhecidos. Não são os fundadores da raça, e sim o limite do pedigree disponível.732animais do pedigree da ABCZ sem pai e mãe conhecidos que têm descendentes na Subpopulação Elite
Número efetivo de fundadores (fe)fe (número efetivo de fundadores): quantos fundadores, contribuindo igualmente, dariam a mesma diversidade. Cai quando poucos fundadores dominam (Lacy, 1989).36,6quantos fundadores com contribuições iguais dariam a mesma diversidade
Número efetivo de ancestrais (fa)fa (número efetivo de ancestrais): como o fe, mas com os ancestrais que mais explicam os genes, fundadores ou não. fa bem menor que fe indica gargalos, em geral poucos touros muito usados (Boichard et al., 1997).7,2o mesmo, com os ancestrais que mais explicam os genes (contribuições marginais de 47 ancestrais, que explicam 98,4% dos genes)
Ancestrais que explicam 50% dos genesAncestrais que explicam 50% dos genes: menor número de ancestrais, na ordem da contribuição marginal, que somam metade dos genes da Subpopulação Elite.3metade dos genes da Subpopulação Elite vem de: JAGUAR TE DO GAVIAO (GAV 291, 25,8%); C.A.SANSAO (KCA 472, 23,0%); RADAR DOS POCOES (A7368, 8,7%)
Número efetivo de genomas fundadores (fg)fg (genomas fundadores): como o fa, incluindo também os genes perdidos ao acaso de geração em geração (deriva). Sempre fg ≤ fa ≤ fe (Caballero & Toro, 2000).5,5considera também a perda de genes ao acaso de geração em geração (deriva): 1 ÷ (2 × coancestria média)
fa ÷ fe0,20perto de 1 = sem gargalos; quanto menor, mais a origem dos genes se concentrou em poucos ancestrais
Ancestrais que mais contribuemRegistroSexoContribuição marginalContribuição marginal: parte dos genes do grupo que o ancestral explica e que ainda não foi explicada pelos ancestrais acima dele na lista; um touro e o pai dele não contam duas vezes.Contribuição totalContribuição total: fração esperada dos genes da Subpopulação Elite que veio do ancestral, somando todos os caminhos (metade a cada geração).
1. JAGUAR TE DO GAVIAOGAV 291M25,8%25,8%
2. C.A.SANSAOKCA 472M23,0%23,0%
3. RADAR DOS POCOESA7368M8,7%8,7%
4. MODELO TE DE BRAS.B5213M6,8%7,2%
5. EMBAIXADOR DE BRAS.A9552M4,2%4,2%
6. TATICA TE DE BRAS.RRP 4891F4,0%4,0%
7. RAJASTAN DE BRAS.A3226M3,4%3,9%
8. JULIANA CALCALL 703F3,0%3,1%
9. TEATRO DA SILVANIAEFC 383M2,5%2,5%
10. DARLAN DE BRAS.9023M2,0%3,9%
Contribuição total = fração dos genes da Subpopulação Elite que vem do ancestral; marginal = a parte que ainda não foi explicada pelos ancestrais acima dele na lista. As duas são iguais quando nenhum ancestral acima dele na lista é seu descendente; a marginal fica menor quando algum deles é (parte dos genes dele já foi contada pelo descendente).
Ranking do GPTA Leite (PL) (métrica foco): 5.589 fêmeas no pedigree
IndicadorValorO que quer dizer
Fundadores com contribuiçãoFundadores: animais do pedigree da ABCZ sem pai e mãe conhecidos. Não são os fundadores da raça, e sim o limite do pedigree disponível.712animais do pedigree da ABCZ sem pai e mãe conhecidos que têm descendentes na Subpopulação Elite
Número efetivo de fundadores (fe)fe (número efetivo de fundadores): quantos fundadores, contribuindo igualmente, dariam a mesma diversidade. Cai quando poucos fundadores dominam (Lacy, 1989).38,4quantos fundadores com contribuições iguais dariam a mesma diversidade
Número efetivo de ancestrais (fa)fa (número efetivo de ancestrais): como o fe, mas com os ancestrais que mais explicam os genes, fundadores ou não. fa bem menor que fe indica gargalos, em geral poucos touros muito usados (Boichard et al., 1997).9,1o mesmo, com os ancestrais que mais explicam os genes (contribuições marginais de 50 ancestrais, que explicam 98,4% dos genes)
Ancestrais que explicam 50% dos genesAncestrais que explicam 50% dos genes: menor número de ancestrais, na ordem da contribuição marginal, que somam metade dos genes da Subpopulação Elite.4metade dos genes da Subpopulação Elite vem de: C.A.SANSAO (KCA 472, 20,8%); JAGUAR TE DO GAVIAO (GAV 291, 20,6%); RADAR DOS POCOES (A7368, 7,9%); MODELO TE DE BRAS. (B5213, 7,6%)
Número efetivo de genomas fundadores (fg)fg (genomas fundadores): como o fa, incluindo também os genes perdidos ao acaso de geração em geração (deriva). Sempre fg ≤ fa ≤ fe (Caballero & Toro, 2000).6,2considera também a perda de genes ao acaso de geração em geração (deriva): 1 ÷ (2 × coancestria média)
fa ÷ fe0,24perto de 1 = sem gargalos; quanto menor, mais a origem dos genes se concentrou em poucos ancestrais
Ancestrais que mais contribuemRegistroSexoContribuição marginalContribuição marginal: parte dos genes do grupo que o ancestral explica e que ainda não foi explicada pelos ancestrais acima dele na lista; um touro e o pai dele não contam duas vezes.Contribuição totalContribuição total: fração esperada dos genes da Subpopulação Elite que veio do ancestral, somando todos os caminhos (metade a cada geração).
1. C.A.SANSAOKCA 472M20,8%20,8%
2. JAGUAR TE DO GAVIAOGAV 291M20,6%20,6%
3. RADAR DOS POCOESA7368M7,9%7,9%
4. MODELO TE DE BRAS.B5213M7,6%7,9%
5. RAJASTAN DE BRAS.A3226M5,1%5,1%
6. ONASSIS DE BRAS.A6370M4,8%6,8%
7. LIBRA DE BRAS.O8384F4,5%4,5%
8. TEATRO DA SILVANIAEFC 383M3,9%3,9%
9. JULIANA CALCALL 703F3,2%3,2%
10. UDO DE BRAS.A6795M2,9%2,9%
Contribuição total = fração dos genes da Subpopulação Elite que vem do ancestral; marginal = a parte que ainda não foi explicada pelos ancestrais acima dele na lista. As duas são iguais quando nenhum ancestral acima dele na lista é seu descendente; a marginal fica menor quando algum deles é (parte dos genes dele já foi contada pelo descendente).

Seleção: a Subpopulação Elite em relação a todas as fêmeas avaliadas

i Saiba mais

As listas são as Tabelas 1 (TOP 10% pelo IPGL) e 2 (TOP 10% pelo GPTA Leite) do Sumário Brasileiro de Fêmeas (Panetto et al., 2026), que trazem, para cada fêmea, o percentil dela entre todas as fêmeas avaliadas (PERC IPGL, PERC PL). Se o índice tem distribuição normal, o valor de cada fêmea é média + desvio × z, em que z é o quantil normal do percentil. Uma regressão do valor sobre z estima a média e o desvio-padrão de todas as fêmeas avaliadas só com a lista. A intensidade estimada próxima da teórica e a fração acima do corte próxima de 10% indicam que a suposição de normalidade é razoável.

A Subpopulação Elite de cada índice é o ranking dele na lista da ABCGIL: a lista junta o top 10% do IPGL e o do GPTA Leite, e ordenar por um índice e cortar no número de animais do ranking reproduz a planilha original daquele índice.

O diferencial de seleção (S) é a diferença entre a média da Subpopulação Elite e a média de todas as fêmeas avaliadas; a intensidade de seleção é i = S / desvio-padrão. Para um corte nos 10% superiores de uma normal, a intensidade teórica é 1,755 (Falconer & Mackay, 1996). A proximidade entre a intensidade estimada e a teórica confirma o método.

Dentro da Subpopulação Elite: as mães que também fazem parte dela são comparadas com a média da subpopulação. A diferença é o diferencial realizado na escolha de doadoras dentro da própria Subpopulação Elite, sem nenhuma suposição sobre as demais fêmeas avaliadas. O valor das mães é a avaliação atual, que já inclui a informação das filhas.

Referências
  1. PANETTO, J. C. C.; SILVA, M. V. G. B.; MACHADO, M. A.; MARTINS, M. F. (ed.). Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro: Sumário Brasileiro de Fêmeas – 9ª Avaliação Genômica de Fêmeas Jovens e Adultas. Juiz de Fora: Embrapa Gado de Leite, out. 2026. 83 p. (Documentos, 310). ISSN 1516-7453. Disponível em: https://girleiteiro.org.br/arquivos/3123.pdf.
  2. FALCONER, D. S.; MACKAY, T. F. C. Introduction to Quantitative Genetics. 4. ed. Harlow: Longman, 1996.
A lista da ABCGIL reúne as fêmeas do top 10% em IPGL e do top 10% em GPTA Leite. Ordenada pelo IPGL e cortada nas 5.486 primeiras, reproduz o ranking do IPGL; ordenada pelo GPTA Leite e cortada nas 5.589 primeiras, reproduz o do GPTA Leite. 3.396 fêmeas estão nos dois rankings, 2.090 só no do IPGL e 2.193 só no do GPTA Leite (número de animais de cada ranking informado na Gestão dos dados).
Como ler: a ABCGIL avalia todas as fêmeas do programa; a Subpopulação Elite são as 10% melhores delas no índice escolhido como métrica foco. A planilha traz só a Subpopulação Elite; o conjunto de todas as fêmeas avaliadas não está nela e é estimado a partir do percentil de cada fêmea. A tabela compara os dois.
Métrica foco: IPGL
IndicadorValorComo foi obtido
1. Todas as fêmeas avaliadas pela ABCGIL — não estão na planilha: valores estimados
Número aproximado de fêmeas avaliadas≈ 54.860Estimado: as 5.486 fêmeas da Subpopulação Elite são 10% das avaliadas, então o total é cerca de 5.486 ÷ 0,10.
Média estimada1.289,9Estimada a partir dos percentis da planilha: o percentil diz a posição de cada fêmea entre todas as avaliadas. Supondo que os valores do índice entre todas as avaliadas formem uma curva normal (em sino), cada percentil corresponde a um ponto conhecido dessa curva; uma reta ajustada entre esses pontos e os valores das fêmeas da planilha dá o centro da curva, que é a média de todas as avaliadas.
Desvio-padrão estimadoDesvio-padrão: quanto os valores variam em torno da média. Numa curva normal, cerca de 2/3 dos animais ficam a até 1 desvio-padrão da média.301,2Estimado pela mesma reta: a inclinação dela é o desvio-padrão, isto é, o quanto o índice varia entre as fêmeas avaliadas (cerca de 2/3 delas ficam entre a média menos e a média mais um desvio-padrão).
2. Subpopulação Elite (top 10% pelo IPGL) — valores calculados diretamente com os dados da planilha
Fêmeas5.486Número de fêmeas do ranking deste índice informado na Gestão dos dados (ordenando a planilha pelo índice e cortando nesse número, reproduz-se a lista original da ABCGIL).
Ponto de corte (menor valor)Ponto de corte: menor valor do índice entre as fêmeas da Subpopulação Elite; é a nota mínima para entrar no top 10%.1.679Menor valor do índice entre as fêmeas da Subpopulação Elite: é a nota mínima para entrar no top 10%.
Média calculada1.816,1Média simples (soma dividida pelo número de fêmeas) dos valores das 5.486 fêmeas da Subpopulação Elite.
3. Seleção: quanto a Subpopulação Elite está acima de todas as avaliadas
Diferencial de seleção (S)Diferencial de seleção (S): quanto a média da Subpopulação Elite está acima da média de todas as fêmeas avaliadas, na unidade do índice.526,1Média calculada da Subpopulação Elite menos a média estimada de todas as avaliadas (Falconer & Mackay, 1996).
Intensidade de seleção (i)Intensidade de seleção (i): o diferencial de seleção medido em desvios-padrão (S ÷ desvio-padrão). Escolher os 10% melhores de uma curva normal dá i de cerca de 1,755.1,747Diferencial de seleção dividido pelo desvio-padrão estimado: a mesma diferença, medida em desvios-padrão, o que permite comparar índices com escalas diferentes.
Intensidade teórica para um corte de 10%1,755Valor esperado pela teoria quando se escolhem os 10% melhores de uma curva normal (Falconer & Mackay, 1996). Quanto mais perto da intensidade acima, mais coerentes são as estimativas.
Fração das avaliadas acima do ponto de corte9,82%Estimada pela curva normal ajustada (média e desvio-padrão estimados): deve ficar perto de 10%, outra conferência do método.
4. Dentro da Subpopulação Elite: as mães que também fazem parte dela
Mães (e filhas delas na Subpopulação Elite)627 (2.361)Fêmeas da Subpopulação Elite que são mães de outras fêmeas da Subpopulação Elite (mãe conferida na ABCZ).
Média calculada das mães1.843,6Média simples do índice dessas mães (cálculo direto). É a avaliação atual delas, que já inclui a informação das filhas.
Diferencial realizado27,5Média das mães menos a média da Subpopulação Elite: mostra se as doadoras usadas são melhores que a média da própria Elite.
Intensidade realizada0,237Diferencial realizado dividido pelo desvio-padrão calculado da Subpopulação Elite.
Métrica foco: GPTA Leite (PL)
IndicadorValorComo foi obtido
1. Todas as fêmeas avaliadas pela ABCGIL — não estão na planilha: valores estimados
Número aproximado de fêmeas avaliadas≈ 55.890Estimado: as 5.589 fêmeas da Subpopulação Elite são 10% das avaliadas, então o total é cerca de 5.589 ÷ 0,10.
Média estimada500,7Estimada a partir dos percentis da planilha: o percentil diz a posição de cada fêmea entre todas as avaliadas. Supondo que os valores do índice entre todas as avaliadas formem uma curva normal (em sino), cada percentil corresponde a um ponto conhecido dessa curva; uma reta ajustada entre esses pontos e os valores das fêmeas da planilha dá o centro da curva, que é a média de todas as avaliadas.
Desvio-padrão estimadoDesvio-padrão: quanto os valores variam em torno da média. Numa curva normal, cerca de 2/3 dos animais ficam a até 1 desvio-padrão da média.183,2Estimado pela mesma reta: a inclinação dela é o desvio-padrão, isto é, o quanto o índice varia entre as fêmeas avaliadas (cerca de 2/3 delas ficam entre a média menos e a média mais um desvio-padrão).
2. Subpopulação Elite (top 10% pelo GPTA Leite (PL)) — valores calculados diretamente com os dados da planilha
Fêmeas5.589Número de fêmeas do ranking deste índice informado na Gestão dos dados (ordenando a planilha pelo índice e cortando nesse número, reproduz-se a lista original da ABCGIL).
Ponto de corte (menor valor)Ponto de corte: menor valor do índice entre as fêmeas da Subpopulação Elite; é a nota mínima para entrar no top 10%.734Menor valor do índice entre as fêmeas da Subpopulação Elite: é a nota mínima para entrar no top 10%.
Média calculada819,2Média simples (soma dividida pelo número de fêmeas) dos valores das 5.589 fêmeas da Subpopulação Elite.
3. Seleção: quanto a Subpopulação Elite está acima de todas as avaliadas
Diferencial de seleção (S)Diferencial de seleção (S): quanto a média da Subpopulação Elite está acima da média de todas as fêmeas avaliadas, na unidade do índice.318,6Média calculada da Subpopulação Elite menos a média estimada de todas as avaliadas (Falconer & Mackay, 1996).
Intensidade de seleção (i)Intensidade de seleção (i): o diferencial de seleção medido em desvios-padrão (S ÷ desvio-padrão). Escolher os 10% melhores de uma curva normal dá i de cerca de 1,755.1,739Diferencial de seleção dividido pelo desvio-padrão estimado: a mesma diferença, medida em desvios-padrão, o que permite comparar índices com escalas diferentes.
Intensidade teórica para um corte de 10%1,755Valor esperado pela teoria quando se escolhem os 10% melhores de uma curva normal (Falconer & Mackay, 1996). Quanto mais perto da intensidade acima, mais coerentes são as estimativas.
Fração das avaliadas acima do ponto de corte10,14%Estimada pela curva normal ajustada (média e desvio-padrão estimados): deve ficar perto de 10%, outra conferência do método.
4. Dentro da Subpopulação Elite: as mães que também fazem parte dela
Mães (e filhas delas na Subpopulação Elite)591 (2.443)Fêmeas da Subpopulação Elite que são mães de outras fêmeas da Subpopulação Elite (mãe conferida na ABCZ).
Média calculada das mães825,4Média simples do índice dessas mães (cálculo direto). É a avaliação atual delas, que já inclui a informação das filhas.
Diferencial realizado6,2Média das mães menos a média da Subpopulação Elite: mostra se as doadoras usadas são melhores que a média da própria Elite.
Intensidade realizada0,086Diferencial realizado dividido pelo desvio-padrão calculado da Subpopulação Elite.

Super Elite (top 0,1%) × Elite (top 10%)

i Saiba mais

A Super Elite é formada pelas fêmeas no top 0,1% de todas as fêmeas avaliadas no índice (percentil da planilha ≤ 0,1): o centésimo superior da Subpopulação Elite. A coluna Elite (top 10%) traz as demais fêmeas do ranking do mesmo índice (do 0,1% ao 10%), sem as da Super Elite, para que os dois grupos sejam independentes na comparação.

Médias: teste de Welch (variâncias diferentes; Welch, 1947), com aproximação normal. Proporções: teste z, com o IC 95% de Newcombe (1998). O valor-p indica se a diferença poderia ser obra do acaso. O IC 95% é o intervalo de confiança da diferença: a faixa de valores plausíveis para a diferença real. Se ele inclui o zero, os dados não permitem afirmar que há diferença; se é largo, o grupo é pequeno demais para medir a diferença com precisão (não quer dizer que ela não existe).

Valor-p, em palavras simples. Ao comparar dois grupos, quase sempre aparece alguma diferença, nem que seja por sorte, como jogar uma moeda 10 vezes e sair 6 caras. O valor-p responde: se os dois grupos fossem, no fundo, iguais, qual a chance de a sorte sozinha produzir uma diferença deste tamanho ou maior? Exemplo: p = 0,079 no F quer dizer que, mesmo que a Super Elite e a Elite tivessem a mesma endogamia, uma diferença como a vista apareceria por acaso em cerca de 8 de cada 100 comparações. Leitura prática: p abaixo de 0,05 (menos de 5 em 100) = difícil atribuir ao acaso, e a diferença é chamada de significativa; p acima de 0,05 = pode ser acaso, os dados não bastam para afirmar. Cuidados: o valor-p não mede o tamanho nem a importância da diferença; grupos grandes acham diferenças minúsculas, e grupos pequenos, como os 55 animais da Super Elite, podem deixar passar diferenças reais. Por isso ele vem junto da Diferença e do IC 95% (Fisher, 1925; Wasserstein & Lazar, 2016). Nas linhas de pais e famílias, o valor-p é a fração dos 5.000 sorteios da Elite tão concentrada quanto a Super Elite, ou mais.

Muitas comparações ao mesmo tempo: só por acaso, cerca de 1 em cada 20 comparações daria p < 0,05 mesmo sem diferença real. Pela correção de Bonferroni (Dunn, 1961), o limite é 0,05 dividido pelo número de comparações da tabela; os valores-p abaixo desse limite aparecem em negrito.

Pais e famílias: por que não comparar os números crus. O número de touros diferentes entre as filhas de um grupo depende do tamanho do grupo: as primeiras fêmeas trazem quase sempre um touro novo e, à medida que o grupo cresce, os touros passam a se repetir, então o número cresce cada vez mais devagar (curva de acumulação). Por isso a contagem de touros num grupo de 55 fêmeas e noutro de mais de 5 mil não se compara diretamente. Dividir pelo tamanho também não resolve: um grupo pequeno sempre sai com mais touros por 100 fêmeas, só por ser pequeno (Gotelli & Colwell, 2001). As linhas de contagem direta mostram esses números crus, só como referência.

Rarefação: comparar no mesmo tamanho. A pergunta certa é: quantos touros diferentes apareceriam num grupo da Elite do mesmo tamanho da Super Elite? Para responder, sorteiam-se fêmeas da Elite em número igual ao da Super Elite, contam-se os touros diferentes e a parte das filhas dos 3 touros mais frequentes, e repete-se 5.000 vezes. A coluna da Elite traz a média dos sorteios; o IC é a faixa onde caem 95% deles; o valor-p é a fração dos sorteios tão concentrada quanto a Super Elite, ou mais. É a rarefação, proposta por Sanders (1968) para comparar o número de espécies em amostras de tamanhos diferentes; Hurlbert (1971) deu a fórmula exata do valor esperado e Heck et al. (1975), a sua variância. Na genética, a mesma ideia compara o número de alelos entre populações (El Mousadik & Petit, 1996; Kalinowski, 2004). Aqui os touros ocupam o lugar das espécies (ou dos alelos): é uma adaptação do método, não um índice clássico do melhoramento animal. O sorteio dá a mesma média que a fórmula de Hurlbert e, além dela, a faixa de variação e o valor-p; a semente é fixa, então os números não mudam entre acessos.

Os índices de produção diferem por definição (a Super Elite foi definida por eles); o interessante são as outras características: endogamia, profundidade do pedigree, beta-caseína, uso de FIV e concentração de famílias. A identificação de FIV/TE é pelo nome do animal (heurística).

Referências
  1. FISHER, R. A. Statistical Methods for Research Workers. Edinburgh: Oliver and Boyd, 1925.
  2. WASSERSTEIN, R. L.; LAZAR, N. A. The ASA statement on p-values: context, process, and purpose. The American Statistician, v. 70, p. 129-133, 2016.
  3. WELCH, B. L. The generalization of "Student's" problem when several different population variances are involved. Biometrika, v. 34, p. 28-35, 1947.
  4. NEWCOMBE, R. G. Interval estimation for the difference between independent proportions: comparison of eleven methods. Statistics in Medicine, v. 17, p. 873-890, 1998.
  5. DUNN, O. J. Multiple comparisons among means. Journal of the American Statistical Association, v. 56, p. 52-64, 1961.
  6. SANDERS, H. L. Marine benthic diversity: a comparative study. The American Naturalist, v. 102, p. 243-282, 1968.
  7. HURLBERT, S. H. The nonconcept of species diversity: a critique and alternative parameters. Ecology, v. 52, p. 577-586, 1971.
  8. HECK, K. L.; VAN BELLE, G.; SIMBERLOFF, D. Explicit calculation of the rarefaction diversity measurement and the determination of sufficient sample size. Ecology, v. 56, p. 1459-1461, 1975.
  9. GOTELLI, N. J.; COLWELL, R. K. Quantifying biodiversity: procedures and pitfalls in the measurement and comparison of species richness. Ecology Letters, v. 4, p. 379-391, 2001.
  10. EL MOUSADIK, A.; PETIT, R. J. High level of genetic differentiation for allelic richness among populations of the argan tree [Argania spinosa (L.) Skeels] endemic to Morocco. Theoretical and Applied Genetics, v. 92, p. 832-839, 1996.
  11. KALINOWSKI, S. T. Counting alleles with rarefaction: private alleles and hierarchical sampling designs. Conservation Genetics, v. 5, p. 539-543, 2004.
  12. FALCONER, D. S.; MACKAY, T. F. C. Introduction to Quantitative Genetics. 4. ed. Harlow: Longman, 1996.
IPGL — Super Elite: 55 fêmeas · Elite (sem a Super Elite): 5.431
Super Elite (top 0,1%)Elite (top 10%)DiferençaIC 95% da diferençaIC 95%: faixa de valores plausíveis para a diferença real entre os grupos. Se inclui o zero, a diferença não está demonstrada; se é larga, falta precisão (grupo pequeno).Valor-pValor-p: mostra se a diferença pode ter sido só sorte. É a chance de aparecer, por puro acaso, uma diferença igual ou maior que a vista, se os dois grupos fossem na verdade iguais. Exemplo: p = 0,08 = em cerca de 8 de cada 100 sorteios. Quanto menor, menos provável que seja acaso; abaixo de 0,05 (5 em 100) diz-se que a diferença é significativa. Não diz se a diferença é grande ou importante: para isso, veja a Diferença e o IC 95%.
IPGLIPGL (Índice de Produção do Gir Leiteiro): combina as GPTAs de leite (peso 3), gordura (peso 2), proteína (peso 2) e idade ao primeiro parto (peso 1,5) (Panetto et al., 2026).2.260,81.811,6+449,2432,3 a 466,2< 0,001
GPTA Leite (PL)GPTA: capacidade prevista de transmissão genômica; o que a fêmea deve transmitir às filhas, estimado com pedigree, produção e genótipos (marcadores SNP).975,0770,5+204,6177,4 a 231,7< 0,001
GPTA Proteína27,2721,39+5,895,24 a 6,54< 0,001
GPTA Gordura42,3833,03+9,358,11 a 10,59< 0,001
GPTA IPP-69,4-58,4-11,0-14,1 a -7,9< 0,001
STA OócitosSTA Oócitos: avaliação do número total de oócitos produzidos, numa escala transformada (a maioria entre −3 e +3); indica o potencial da fêmea como doadora para FIV.-0,06-0,07+0,01-0,27 a 0,280,955
Gerações completas equivalentesGerações completas equivalentes: profundidade do pedigree conhecido. Cada ancestral conhecido soma metade a cada geração (pais 1/2 cada, avós 1/4, bisavós 1/8...). 5 = tanta informação quanto 5 gerações completas.6,426,27+0,15-0,04 a 0,340,125
F (%)Endogamia (F): probabilidade de os dois genes que o animal recebeu do pai e da mãe serem cópias do mesmo gene de um ancestral comum aos dois. 0% = pais sem parentesco conhecido; 25% = cria de pai × filha ou de irmãos completos.5,054,29+0,76-0,12 a 1,650,091
F ≥ 6,25%Endogamia (F): probabilidade de os dois genes que o animal recebeu do pai e da mãe serem cópias do mesmo gene de um ancestral comum aos dois. 0% = pais sem parentesco conhecido; 25% = cria de pai × filha ou de irmãos completos.34,5%26,1%+8,4 p.p.-2,8 a 21,7 p.p.0,157
Beta-caseína A2A2 (entre as genotipadas)90,9%83,6%+7,3 p.p.-3,3 a 12,5 p.p.0,147
FIV ou TE no nome92,7%85,3%+7,4 p.p.-2,6 a 11,9 p.p.0,121
Pais distintos (contagem direta)
touros diferentes entre todas as fêmeas de cada grupo, sem ajustar o tamanho; não se compara direto: grupos maiores sempre têm mais touros
16
55 fêmeas · 29,1 por 100
215
5.429 fêmeas · 4,0 por 100
———
Filhas dos 3 pais mais frequentes (contagem direta)
no grupo inteiro, sem ajustar o tamanho; num grupo pequeno, 3 touros cobrem uma parte maior das filhas só pelo tamanho
54,5%
30 de 55
38,7%
2.101 de 5.429
———
Pais distintos em 55 fêmeasRarefação: comparação em grupos do mesmo tamanho. Como o número de touros diferentes cresce com o tamanho do grupo, sorteiam-se 5.000 vezes, dentro da Elite, grupos do tamanho da Super Elite e compara-se a Super Elite com a média desses sorteios (Sanders, 1968; Hurlbert, 1971; Gotelli & Colwell, 2001). (rarefação)
quantos touros diferentes são pais das fêmeas do grupo; na Elite, média de 5.000 sorteios de 55 fêmeas, para comparar grupos do mesmo tamanho: menos touros = grupo mais concentrado em poucas famílias
16
55 fêmeas com pai conhecido
24,7
no total: 215 touros / 5.429 fêmeas com pai conhecido
-8,7sorteios: 19 a 310,001
Filhas dos 3 pais mais frequentes (rarefação)
parte das fêmeas do grupo que são filhas dos 3 touros com mais filhas nele (na Elite, média dos mesmos sorteios): quanto maior, mais o grupo depende de poucas famílias
54,5%
30 de 55 fêmeas
41,9%
no total: 38,7% (2.101 de 5.429)
+12,7 p.p.sorteios: 30,9% a 54,5%0,027
13 comparações nesta tabela: pela correção de Bonferroni, só valores-p abaixo de 0,0038 (0,05 ÷ 13) ficam em negrito como diferença convincente. IC 95% que inclui o zero = diferença não demonstrada. Pais e famílias: a Elite é medida em sorteios do mesmo tamanho da Super Elite (rarefação), porque essas contagens dependem do tamanho do grupo.
GPTA Leite (PL) — Super Elite: 57 fêmeas · Elite (sem a Super Elite): 5.532
Super Elite (top 0,1%)Elite (top 10%)DiferençaIC 95% da diferençaIC 95%: faixa de valores plausíveis para a diferença real entre os grupos. Se inclui o zero, a diferença não está demonstrada; se é larga, falta precisão (grupo pequeno).Valor-pValor-p: mostra se a diferença pode ter sido só sorte. É a chance de aparecer, por puro acaso, uma diferença igual ou maior que a vista, se os dois grupos fossem na verdade iguais. Exemplo: p = 0,08 = em cerca de 8 de cada 100 sorteios. Quanto menor, menos provável que seja acaso; abaixo de 0,05 (5 em 100) diz-se que a diferença é significativa. Não diz se a diferença é grande ou importante: para isso, veja a Diferença e o IC 95%.
IPGLIPGL (Índice de Produção do Gir Leiteiro): combina as GPTAs de leite (peso 3), gordura (peso 2), proteína (peso 2) e idade ao primeiro parto (peso 1,5) (Panetto et al., 2026).2.079,91.731,3+348,7308,6 a 388,7< 0,001
GPTA Leite (PL)GPTA: capacidade prevista de transmissão genômica; o que a fêmea deve transmitir às filhas, estimado com pedigree, produção e genótipos (marcadores SNP).1.090,2816,4+273,8264,0 a 283,5< 0,001
GPTA Proteína22,1119,25+2,861,94 a 3,77< 0,001
GPTA Gordura31,7928,93+2,861,15 a 4,570,001
GPTA IPP-63,0-53,8-9,2-13,0 a -5,4< 0,001
STA OócitosSTA Oócitos: avaliação do número total de oócitos produzidos, numa escala transformada (a maioria entre −3 e +3); indica o potencial da fêmea como doadora para FIV.-0,38-0,12-0,26-0,55 a 0,030,079
Gerações completas equivalentesGerações completas equivalentes: profundidade do pedigree conhecido. Cada ancestral conhecido soma metade a cada geração (pais 1/2 cada, avós 1/4, bisavós 1/8...). 5 = tanta informação quanto 5 gerações completas.6,996,50+0,490,36 a 0,63< 0,001
F (%)Endogamia (F): probabilidade de os dois genes que o animal recebeu do pai e da mãe serem cópias do mesmo gene de um ancestral comum aos dois. 0% = pais sem parentesco conhecido; 25% = cria de pai × filha ou de irmãos completos.6,064,43+1,631,03 a 2,23< 0,001
F ≥ 6,25%Endogamia (F): probabilidade de os dois genes que o animal recebeu do pai e da mãe serem cópias do mesmo gene de um ancestral comum aos dois. 0% = pais sem parentesco conhecido; 25% = cria de pai × filha ou de irmãos completos.43,9%23,8%+20,1 p.p.7,9 a 33,0 p.p.< 0,001
Beta-caseína A2A2 (entre as genotipadas)84,2%82,2%+2,1 p.p.-9,6 a 9,4 p.p.0,687
FIV ou TE no nome94,7%84,3%+10,5 p.p.1,3 a 14,1 p.p.0,030
Pais distintos (contagem direta)
touros diferentes entre todas as fêmeas de cada grupo, sem ajustar o tamanho; não se compara direto: grupos maiores sempre têm mais touros
16
57 fêmeas · 28,1 por 100
252
5.529 fêmeas · 4,6 por 100
———
Filhas dos 3 pais mais frequentes (contagem direta)
no grupo inteiro, sem ajustar o tamanho; num grupo pequeno, 3 touros cobrem uma parte maior das filhas só pelo tamanho
49,1%
28 de 57
28,9%
1.596 de 5.529
———
Pais distintos em 57 fêmeasRarefação: comparação em grupos do mesmo tamanho. Como o número de touros diferentes cresce com o tamanho do grupo, sorteiam-se 5.000 vezes, dentro da Elite, grupos do tamanho da Super Elite e compara-se a Super Elite com a média desses sorteios (Sanders, 1968; Hurlbert, 1971; Gotelli & Colwell, 2001). (rarefação)
quantos touros diferentes são pais das fêmeas do grupo; na Elite, média de 5.000 sorteios de 57 fêmeas, para comparar grupos do mesmo tamanho: menos touros = grupo mais concentrado em poucas famílias
16
57 fêmeas com pai conhecido
27,3
no total: 252 touros / 5.529 fêmeas com pai conhecido
-11,3sorteios: 21 a 33< 0,001
Filhas dos 3 pais mais frequentes (rarefação)
parte das fêmeas do grupo que são filhas dos 3 touros com mais filhas nele (na Elite, média dos mesmos sorteios): quanto maior, mais o grupo depende de poucas famílias
49,1%
28 de 57 fêmeas
33,7%
no total: 28,9% (1.596 de 5.529)
+15,5 p.p.sorteios: 24,6% a 43,9%0,003
13 comparações nesta tabela: pela correção de Bonferroni, só valores-p abaixo de 0,0038 (0,05 ÷ 13) ficam em negrito como diferença convincente. IC 95% que inclui o zero = diferença não demonstrada. Pais e famílias: a Elite é medida em sorteios do mesmo tamanho da Super Elite (rarefação), porque essas contagens dependem do tamanho do grupo.
● Cada ponto representa um animal.
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A STA Oócitos é a avaliação do número total de oócitos produzidos, publicada desde outubro de 2025 numa escala transformada (a maioria dos animais entre −3 e +3); ela indica o potencial da fêmea como doadora para produção de embriões in vitro (Panetto et al., 2026).

Cada ponto é um animal, nos dois índices padronizados (escore z: diferença para a média do recorte, em desvios-padrão). Os quadrantes separam quem está acima ou abaixo da média em cada índice.

A correlação vista dentro da Subpopulação Elite é atenuada pela própria seleção: ao escolher só os melhores num índice, a variação diminui e a associação com outras características muda. Ela não equivale à correlação genética da raça; a correção clássica é a de Pearson-Lawley (Lawley, 1943).

Referências
  1. LAWLEY, D. N. A note on Karl Pearson's selection formulae. Proceedings of the Royal Society of Edinburgh, Section A, v. 62, p. 28-30, 1943.
  2. PANETTO, J. C. C.; SILVA, M. V. G. B.; MACHADO, M. A.; MARTINS, M. F. (ed.). Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro: Sumário Brasileiro de Fêmeas – 9ª Avaliação Genômica de Fêmeas Jovens e Adultas. Juiz de Fora: Embrapa Gado de Leite, out. 2026. 83 p. (Documentos, 310). ISSN 1516-7453. Disponível em: https://girleiteiro.org.br/arquivos/3123.pdf.
Cada ponto é um animal (filtros de local, criador, pai/mãe aplicados). Escala em desvios-padrão do recorte atual: 0 = média, +1 = um desvio acima. Clique no ponto para achar o animal na lista.
● Cada ponto representa um animal.
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A STA Oócitos é a avaliação do número total de oócitos produzidos, publicada desde outubro de 2025 numa escala transformada (a maioria dos animais entre −3 e +3); ela indica o potencial da fêmea como doadora para produção de embriões in vitro (Panetto et al., 2026).

Cada ponto é um animal, nos dois índices padronizados (escore z: diferença para a média do recorte, em desvios-padrão). Os quadrantes separam quem está acima ou abaixo da média em cada índice.

A correlação vista dentro da Subpopulação Elite é atenuada pela própria seleção: ao escolher só os melhores num índice, a variação diminui e a associação com outras características muda. Ela não equivale à correlação genética da raça; a correção clássica é a de Pearson-Lawley (Lawley, 1943).

Referências
  1. LAWLEY, D. N. A note on Karl Pearson's selection formulae. Proceedings of the Royal Society of Edinburgh, Section A, v. 62, p. 28-30, 1943.
  2. PANETTO, J. C. C.; SILVA, M. V. G. B.; MACHADO, M. A.; MARTINS, M. F. (ed.). Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro: Sumário Brasileiro de Fêmeas – 9ª Avaliação Genômica de Fêmeas Jovens e Adultas. Juiz de Fora: Embrapa Gado de Leite, out. 2026. 83 p. (Documentos, 310). ISSN 1516-7453. Disponível em: https://girleiteiro.org.br/arquivos/3123.pdf.
Mesma leitura do gráfico acima, agora contrastando produção de leite (GPTA PL) e capacidade de produzir oócitos (STA Oócitos). Escala em desvios-padrão do recorte atual: 0 = média, +1 = um desvio acima. Clique no ponto para achar o animal na lista.

Equilíbrio IPGL × GPTA por criador — animais no top 10%

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Para cada criador, a composição dos seus animais pelos quadrantes da dispersão IPGL × GPTA (acima ou abaixo da média do recorte em cada índice). Mostra o perfil de cada rebanho: equilibrado nos dois índices ou especializado em um.

composição pelos quadrantes da dispersão (acima/abaixo da média do recorte em cada índice)
vale só para este gráfico e a tabela
↻ Gire o gráfico para visualizar a posição de cada animal em relação a IPGL, GPTA e STA Oócitos.
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Os três índices ao mesmo tempo, padronizados (escore z). Em destaque, os animais acima da média do recorte nos três.

Vale a mesma ressalva das dispersões: dentro da Subpopulação Elite as associações entre índices são atenuadas pela seleção (Lawley, 1943).

Referências
  1. LAWLEY, D. N. A note on Karl Pearson's selection formulae. Proceedings of the Royal Society of Edinburgh, Section A, v. 62, p. 28-30, 1943.

Carregando o gráfico 3D…

Cada ponto é um animal do recorte (filtros aplicados), posicionado por GPTA PL, STA Oócitos e IPGL em desvios-padrão do recorte (0 = média). Em destaque (azul forte, maiores) os acima da média nos três critérios; os demais seguem os quadrantes GPTA × STA do gráfico acima. A seta (→) no título de cada eixo indica o sentido em que o índice aumenta. Arraste para girar, use a roda do mouse (ou pinça) para aproximar, clique na legenda para ocultar um grupo; passe o mouse (ou toque) no ponto para ver os dados do animal. Não sai na impressão.

Lista dos animais no top 10%

clique para abrir ou fechar
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Um animal por linha, com os dados da planilha da ABCGIL, o criador pela marca e, quando calculado, o F e a profundidade do pedigree. O link “pedigree” abre a ficha genealógica montada com a consulta pública da ABCZ.

um animal por linha · link “pedigree” abre as 7 gerações

Considerações

  1. Fontes. As informações foram organizadas a partir de dados públicos na internet: as listas de fêmeas Top 10% pelo IPGL e pelo GPTA Leite do Sumário Brasileiro de Fêmeas – 9ª Avaliação Genômica de Fêmeas Jovens e Adultas (Embrapa Gado de Leite/ABCGIL, outubro de 2026; girleiteiro.org.br), a Consulta Pública ABCZ, o IBGE (contorno dos biomas, escala 1:5.000.000, e localização das sedes municipais) e o INMET (Normais Climatológicas 1991-2020, para o clima e o ITU dos municípios).
  2. Subpopulação Elite, não a raça. Os dados não representam a raça. São a Subpopulação Elite: as 10% melhores em IPGL e as 10% melhores em GPTA Leite, conforme as listas da ABCGIL. Médias, proporções e rankings descrevem a Subpopulação Elite (top 10%), não a raça Gir Leiteiro no Brasil.
  3. Pedigree. As genealogias vêm da consulta pública da ABCZ. A profundidade varia entre animais: ancestrais não localizados ou sem registro aparecem como desconhecidos.
  4. Endogamia (F). O F é calculado pelo método de Meuwissen & Luo (1992).
  5. Idade média dos pais ao nascimento do animal avaliado. É a diferença entre a data de nascimento do animal avaliado e a do pai e da mãe. Representa o intervalo de gerações na Subpopulação Elite.
  6. Criador de origem. O criador é identificado pela marca (série alfabética) do registro, ou seja, quem registrou o animal, e não necessariamente o proprietário atual. Algumas marcas são agrupadas por equivalência; registros com menos de 3 letras de marca são desconsiderados.
  7. Avaliações genéticas. IPGL, GPTA e STA Oócitos são estimativas, com acurácia própria, e mudam a cada avaliação. O IPGL combina as GPTAs de leite (peso 3), gordura (peso 2), proteína (peso 2) e idade ao primeiro parto (peso 1,5). Os valores valem para a edição indicada em cada lista. Nos gráficos de dispersão, os índices estão em desvios-padrão do recorte em análise.
  8. Uso. Painel de caráter informativo e acadêmico, sem vínculo oficial com a ABCGIL ou a ABCZ. Não substitui as publicações oficiais, nem é recomendação de seleção, acasalamento ou compra. Erros de digitação, coleta ou importação são possíveis: correções podem ser enviadas a carlos.cambraia@gmail.com.

Bibliografia

referências citadas nos textos e nos “Saiba mais” do painel, em ordem alfabética
  1. ANDRADE, R. G. et al. Análise e disponibilização de mapas mensais do Índice de Temperatura e Umidade (ITU) para o Sudeste do Brasil. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, v. 6, n. 1, p. 560-568, 2023.
  2. ARMSTRONG, D. V. Heat stress interaction with shade and cooling. Journal of Dairy Science, v. 77, p. 2044-2050, 1994.
  3. BOICHARD, D.; MAIGNEL, L.; VERRIER, E. The value of using probabilities of gene origin to measure genetic variability in a population. Genetics Selection Evolution, v. 29, p. 5-23, 1997.
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