Análise das fêmeas Top 10% Gir Leiteiro do Sumário Brasileiro de Fêmeas da ABCGIL e da Embrapa Gado de Leite, pelo IPGL e pela GPTA Leite: criadores, marcas, touros e vacas, pedigree, endogamia, biomas e clima.
Painel da Elite Gir Leiteiro
Os valores da lista são avaliações genéticas do Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro (Embrapa/ABCGIL). A PTA (capacidade prevista de transmissão) estima o que o animal transmite à filha: metade do seu valor genético (Falconer & Mackay, 1996). A GPTA é a PTA genômica, estimada pelo programa por single-step GBLUP com pedigree, fenótipos e genótipos de marcadores SNP (VanRaden, 2008; Panetto et al., 2026). O IPGL (Índice de Produção do Gir Leiteiro) combina quatro GPTAs: produção de leite (peso 3), de gordura (peso 2), de proteína (peso 2) e idade ao primeiro parto (peso 1,5) (Panetto et al., 2026).
Média, mediana, máximo e mínimo resumem a métrica escolhida no recorte e nos filtros atuais. Por serem estimativas, as avaliações têm acurácia própria e mudam a cada edição; na avaliação de 2026, a acurácia média das fêmeas jovens para leite foi de 78,9% (máximo de 94%) (Panetto et al., 2026).
Como o IPGL é composto. O IPGL (Índice de Produção do Gir Leiteiro) junta numa nota só quatro avaliações genéticas (GPTAs) da fêmea, cada uma com um peso: produção de leite (peso 3), produção de gordura (peso 2), produção de proteína (peso 2) e idade ao primeiro parto (peso 1,5). Os pesos dizem a importância de cada característica no índice: o leite pesa mais; gordura e proteína valorizam os sólidos do leite; e a idade ao primeiro parto favorece as fêmeas mais precoces, que começam a produzir antes. Por isso uma fêmea pode ter IPGL alto sem ser a melhor em leite, desde que seja equilibrada nas quatro características. Gordura e proteína passaram a compor o índice das fêmeas na 9ª Avaliação Genômica (outubro de 2026). Como o leite tem o maior peso, o IPGL tem correlação muito alta com a GPTA de leite, e a maioria das fêmeas aparece nas duas listas (Panetto et al., 2026). O Sumário informa os pesos, mas não detalha como cada GPTA é padronizada antes da soma.
Média, mediana, máximo e mínimo. A média é a soma dos valores dividida pelo número de animais. A mediana é o valor do meio quando os animais são postos em ordem: metade fica acima dela e metade abaixo. Na Subpopulação Elite a média fica acima da mediana porque poucos animais com valores muito altos puxam a média para cima, enquanto a mediana não muda com esses extremos (a distribuição tem cauda à direita, veja o gráfico de distribuição). Quando média e mediana são próximas, os valores estão distribuídos de forma equilibrada; quanto mais a média passa da mediana, mais o grupo depende de alguns animais excepcionais. Máximo e mínimo são o maior e o menor valor; no ranking completo, o mínimo é o ponto de corte para entrar no top 10%.
Criador: as estatísticas por criador — e as de cidade, estado e mapa, que vêm do criador — são feitas com base na marca única de cada um: o bloco de letras do início do registro (ex.: CAL em CAL13405), consultado na ABCZ. O criador é o dono da marca, não necessariamente o proprietário atual do animal.
Distribuição da métrica entre os animais da lista. Como a lista é a cauda superior (top 10%) de uma distribuição aproximadamente normal, o formato esperado é truncado: muitos animais perto do corte e cada vez menos nos valores altos (Cohen, 1991).
Por isso média e variância da Subpopulação Elite não representam todas as fêmeas avaliadas; a seção “Estrutura genética e seleção da Subpopulação Elite” estima a média e o desvio-padrão de todas as avaliadas a partir dos percentis da planilha.
Idade média do pai e da mãe, em anos, na data de nascimento do animal (pai e mãe pela ficha da filha na ABCZ). Corresponde ao intervalo de gerações nos caminhos pai→filha e mãe→filha (Falconer & Mackay, 1996).
O intervalo de gerações entra no denominador do progresso genético anual (ΔG = i · r · σ / L): intervalos menores aceleram o progresso. Aqui ele representa este recorte (os caminhos que produziram a Subpopulação Elite), não a raça.
Linha (eixo da direita): média da métrica por ano de nascimento. Mostra a composição da Subpopulação Elite por geração; só entram os anos com o mínimo de animais escolhido nos filtros.
Não é o ganho genético da raça: o corte para entrar na lista é o mesmo para todos os anos, então a média da Subpopulação Elite muda pouco. Além disso, as avaliações de animais jovens são encolhidas em direção à média dos pais (Henderson, 1975).
Δ da métrica foco de cada ano (ΔIPGL, ΔGPTA PL...). Para cada ano de nascimento t com o mínimo de animais escolhido nos filtros: Δt = (ȳt − ȳt−k) ÷ k, em que ȳt é a média da métrica (IPGL ou GPTA) dos animais nascidos em t e k é a distância em anos até o ano anterior com dados (normalmente 1). Barra verde = a média subiu; vermelha = caiu.
Tendência (Δ realizado por ano). É a inclinação b da regressão linear da média de cada ano sobre o ano de nascimento, ponderada pelo número de animais do ano (nt): b = Σ nt (t − t̄) (ȳt − ȳ) ÷ Σ nt (t − t̄)², com t̄ e ȳ médias ponderadas por nt. É a tendência genética, a forma usual de medir o progresso realizado nas avaliações de um programa de melhoramento, e é bem mais estável que a diferença de um ano para o outro. Ao lado, a média dos Δ dos 5 anos mais recentes mostra o ritmo atual.
Δ por geração = b × L, em que L é o intervalo de gerações: a média das idades do pai (Lpai) e da mãe (Lmãe) na data de nascimento dos animais, L = (Lpai + Lmãe) ÷ 2 (Rendel & Robertson, 1950).
E a fórmula de Falconer? A equação do progresso genético, ΔG por ano = i · r · σA ÷ L (Falconer & Mackay, 1996; Rendel & Robertson, 1950), prevê o ganho a partir da intensidade de seleção (i), da acurácia (r) e do desvio-padrão genético aditivo (σA). Aqui o ganho (Δ da métrica foco, o mesmo ΔG da equação) é observado diretamente nas avaliações publicadas, que já são estimativas do valor genético, sem precisar estimar i, r e σA. Os dois se ligam pelo mesmo intervalo de gerações: o observado mostra o que a seleção de fato entregou; a equação mostra o que ela poderia entregar.
Cuidados. Na Subpopulação Elite o corte é o mesmo para todos os anos: o Δ mede a mudança entre os animais que entram na lista, não o progresso da raça. As avaliações dos animais jovens são encolhidas em direção à média dos pais (Henderson, 1975), o que suaviza os anos mais recentes; anos com poucos animais oscilam mais.
Número de animais da Subpopulação Elite por ano de nascimento e relação vacas por touro (fêmeas distintas usadas como mães dividido por touros distintos usados como pais).
Mais vacas por touro indica uso mais intenso de poucos touros. Isso reduz o tamanho efetivo: com Nm machos e Nf fêmeas, Ne = 4 Nm Nf / (Nm + Nf) (Falconer & Mackay, 1996).
Número de animais da Subpopulação Elite nascidos em cada ano e a participação percentual de cada ano no total do recorte.
Mostra se a elite atual é formada sobretudo por animais jovens ou se reúne gerações mais antigas. A porcentagem aparece escrita nas fatias com 5% ou mais; as demais estão na legenda e no balão ao passar o mouse.
Participação de cada criador (dono da marca do registro, consultado na ABCZ) no número de animais da Subpopulação Elite. Mostra quantos rebanhos sustentam a Subpopulação Elite e quanto ela depende dos maiores.
É a participação na Subpopulação Elite, não a proporção do rebanho de cada criador que entra na Subpopulação Elite: para isso seria preciso o número de animais avaliados de cada rebanho.
Cores dos criadores. Os 19 criadores mais presentes na lista inteira (como criadores das fêmeas, dos pais e das mães) têm sempre a mesma cor em todo o painel (pizza, gráficos, nuvem de marcas e quadradinho nas tabelas), com qualquer filtro ou origem; os demais recebem, em cada gráfico, uma cor que ainda não foi usada nele.
Cada palavra é uma marca (rebanho de origem); o tamanho é proporcional ao número de animais da Subpopulação Elite com aquela marca no registro (uma marca por animal), dentro do recorte e dos filtros.
Criador de origem. A nuvem segue o seletor “Criador de origem do(a)” desta seção: com “Animal avaliado” conta a marca do registro de cada fêmea; com Pai, Mãe ou um dos avós, conta a marca do registro desse ancestral (um por fêmea).
As marcas da nuvem em tabela, com o número de animais de cada uma, a % sobre os animais do recorte e a média da métrica. Permite ordenar e comparar a presença de cada rebanho na Subpopulação Elite.
Média da métrica por criador (ponto), com a barra de erro do menor ao maior valor dos animais do criador (aparece na ordenação por média).
Como ler as barras de erro: o ponto é a média do grupo e a barra vai do menor ao maior valor entre os animais dele (amplitude). Não é intervalo de confiança nem erro-padrão: a barra mostra o quanto os animais do grupo variam entre si, não a precisão da média. Barra curta = animais parecidos; barra longa = grupo heterogêneo ou com algum animal muito diferente dos demais (a média fica perto de onde está a maioria). Grupos com mais animais tendem a ter barras mais longas só por terem mais chance de incluir valores extremos, e um grupo de um animal só não tem barra. Por isso, barras sobrepostas não querem dizer que as médias são iguais, e barras separadas não são, sozinhas, prova de diferença estatística.
Criadores com poucos animais têm médias instáveis: compare com cuidado criadores com tamanhos muito diferentes. A média descreve os animais que entraram na Subpopulação Elite, não o rebanho todo do criador.
Animais da Subpopulação Elite por cidade e por estado do criador (fazenda dona da marca, segundo a ABCZ), com a média da métrica. Locais com poucos animais têm médias instáveis.
Clima e ITU. Temperatura, umidade relativa e chuva vêm das Normais Climatológicas 1991-2020 do INMET (médias de 30 anos por estação). Como as estações não cobrem todos os municípios, cada mês de cada variável foi estimado para a sede do município pela média das estações mais próximas, com mais peso para as mais perto (até 6 estações num raio de 400 km). O ITU de cada mês = 0,8 × T + UR × (T − 14,3) ÷ 100 + 46,3 (Andrade et al., 2023); o ITU anual é a média dos 12 meses e o máximo é o do mês mais quente. Referência para vacas leiteiras: até 72 = conforto; 72 a 78 = estresse leve; 79 a 88 = moderado (Armstrong, 1994); o Gir, zebuíno, tolera mais calor. São médias mensais de longo prazo: os dias mais quentes têm ITU maior, e onde a estação mais próxima fica longe (serras, divisas) a estimativa é menos precisa.
Animais da Subpopulação Elite por cidade e por estado do criador (fazenda dona da marca, segundo a ABCZ), com a média da métrica. Locais com poucos animais têm médias instáveis.
Clima e ITU. Temperatura, umidade relativa e chuva vêm das Normais Climatológicas 1991-2020 do INMET (médias de 30 anos por estação). Como as estações não cobrem todos os municípios, cada mês de cada variável foi estimado para a sede do município pela média das estações mais próximas, com mais peso para as mais perto (até 6 estações num raio de 400 km). O ITU de cada mês = 0,8 × T + UR × (T − 14,3) ÷ 100 + 46,3 (Andrade et al., 2023); o ITU anual é a média dos 12 meses e o máximo é o do mês mais quente. Referência para vacas leiteiras: até 72 = conforto; 72 a 78 = estresse leve; 79 a 88 = moderado (Armstrong, 1994); o Gir, zebuíno, tolera mais calor. São médias mensais de longo prazo: os dias mais quentes têm ITU maior, e onde a estação mais próxima fica longe (serras, divisas) a estimativa é menos precisa.
Uma linha por criador (dono da marca): número de animais na Subpopulação Elite, média e classificação. A classificação compara criadores pelo número de animais e pela média; leve em conta o tamanho do grupo ao comparar médias.
Animais da Subpopulação Elite por cidade e por estado do criador (fazenda dona da marca, segundo a ABCZ), com a média da métrica. Locais com poucos animais têm médias instáveis.
Clima e ITU. Temperatura, umidade relativa e chuva vêm das Normais Climatológicas 1991-2020 do INMET (médias de 30 anos por estação). Como as estações não cobrem todos os municípios, cada mês de cada variável foi estimado para a sede do município pela média das estações mais próximas, com mais peso para as mais perto (até 6 estações num raio de 400 km). O ITU de cada mês = 0,8 × T + UR × (T − 14,3) ÷ 100 + 46,3 (Andrade et al., 2023); o ITU anual é a média dos 12 meses e o máximo é o do mês mais quente. Referência para vacas leiteiras: até 72 = conforto; 72 a 78 = estresse leve; 79 a 88 = moderado (Armstrong, 1994); o Gir, zebuíno, tolera mais calor. São médias mensais de longo prazo: os dias mais quentes têm ITU maior, e onde a estação mais próxima fica longe (serras, divisas) a estimativa é menos precisa.
Localização pela cidade da fazenda dona da marca do registro (ABCZ), não pelo local onde o animal está hoje. Bolha = quantidade de animais (ou de criadores, no segundo mapa); cor = média da métrica.
Mostra a distribuição geográfica da origem genética da Subpopulação Elite.
Localização pela cidade da fazenda dona da marca do registro (ABCZ), não pelo local onde o animal está hoje. Bolha = quantidade de animais (ou de criadores, no segundo mapa); cor = média da métrica.
Mostra a distribuição geográfica da origem genética da Subpopulação Elite.
Biomas são grandes conjuntos de vegetação e clima contínuos, delimitados pelo IBGE: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal. O mapa mostra onde ficam as cidades dos criadores dos animais da Subpopulação Elite em relação aos biomas.
Cada cidade é atribuída ao bioma em que fica a sede do município. Municípios na divisa entre biomas podem ter parte do território em outro, e o contorno foi simplificado para o painel (escala 1:5.000.000). O bioma indica a região de origem genética dos animais (cidade da fazenda dona da marca), não onde eles estão hoje nem o sistema de produção.
Letras na tabela. As médias de IPGL e GPTA de cada bioma foram comparadas duas a duas pelo teste t de Welch, que aceita grupos de tamanhos e variâncias diferentes (Welch, 1947). Como são várias comparações ao mesmo tempo, os valores-p foram corrigidos pelo método de Holm (Holm, 1979), e as letras seguem o algoritmo de Piepho (2004): na mesma coluna, médias com pelo menos uma letra em comum não diferem a 5%; médias sem letra em comum diferem. Biomas com poucos animais têm médias pouco precisas e raramente diferem dos demais. Animais da mesma família ou do mesmo rebanho não são independentes, então a significância é aproximada.
Clima e ITU. Temperatura, umidade relativa e chuva vêm das Normais Climatológicas 1991-2020 do INMET (médias de 30 anos por estação). Como as estações não cobrem todos os municípios, cada mês de cada variável foi estimado para a sede do município pela média das estações mais próximas, com mais peso para as mais perto (até 6 estações num raio de 400 km). O ITU de cada mês = 0,8 × T + UR × (T − 14,3) ÷ 100 + 46,3 (Andrade et al., 2023); o ITU anual é a média dos 12 meses e o máximo é o do mês mais quente. Referência para vacas leiteiras: até 72 = conforto; 72 a 78 = estresse leve; 79 a 88 = moderado (Armstrong, 1994); o Gir, zebuíno, tolera mais calor. São médias mensais de longo prazo: os dias mais quentes têm ITU maior, e onde a estação mais próxima fica longe (serras, divisas) a estimativa é menos precisa.
Metodologia. Cada animal da Subpopulação Elite é classificado pelo clima da cidade do criador (fazenda dona da marca do registro), em duas tabelas: pelo ITU anual (média dos 12 meses) e pelo ITU do mês mais quente. O clima vem das Normais Climatológicas 1991-2020 do INMET (médias de 30 anos de temperatura e umidade relativa, por estação). Como as estações não cobrem todos os municípios, cada mês foi estimado para a sede do município pela média das estações mais próximas, com mais peso para as mais perto (até 6 estações num raio de 400 km). O ITU (índice de temperatura e umidade) mede o desconforto térmico dos bovinos: ITU = 0,8 × T + UR × (T − 14,3) ÷ 100 + 46,3 (Andrade et al., 2023).
O que são as Normais Climatológicas. São as médias de 30 anos das variáveis do clima (temperatura, umidade relativa, chuva e outras), calculadas mês a mês para cada estação meteorológica com série longa e completa o bastante, segundo as regras da Organização Meteorológica Mundial (OMM). Descrevem o clima típico do lugar, e não o tempo de um ano específico: um ano muito quente ou seco pesa pouco numa média de 30 anos. A OMM adota 1991-2020 como período-padrão atual e recomenda atualizar as normais a cada 10 anos; as edições anteriores do INMET cobrem 1961-1990 e 1981-2010. As tabelas por estação estão no portal do INMET: portal.inmet.gov.br/normais.
Classes. Seguem as faixas de referência para vacas leiteiras de Armstrong (1994): até 72 = conforto, 72 a 78 = estresse leve, 79 ou mais = moderado. Como quase todas as cidades ficam abaixo de 72 na média do ano, a faixa de conforto foi dividida em até 67,9 e 68 a 71,9. O ITU anual é uma média: no verão e nas horas mais quentes o ITU passa dessas faixas. O Gir, zebuíno, tolera mais calor que as raças europeias, para as quais as faixas foram propostas.
Pelo mês mais quente. A segunda tabela classifica pelo ITU do mês mais quente de cada cidade (o maior dos 12 ITUs mensais), que mostra melhor o período de maior desafio térmico do ano. Nela as cidades se espalham mais entre as faixas de Armstrong (1994), e a de estresse leve foi dividida em 72 a 74,9 e 75 a 78,9.
Pela chuva. A terceira tabela classifica pela chuva anual da cidade (soma dos 12 meses das Normais 1991-2020 do INMET, estimada para a sede do município como a temperatura e a umidade). As faixas (até 1.199, 1.200 a 1.399, 1.400 a 1.599 e 1.600 mm ou mais) foram escolhidas pela distribuição das cidades dos criadores, para que cada classe tenha animais suficientes; não são uma classificação climática oficial. A chuva anual não mostra a distribuição ao longo do ano: duas cidades com o mesmo total podem ter estações secas bem diferentes.
Teste de médias. Em cada coluna (IPGL e GPTA Leite), as médias das classes foram comparadas duas a duas pelo teste t de Welch, com correção de Holm, e as letras seguem Piepho (2004): médias com pelo menos uma letra em comum não diferem a 5%. Diferenças entre classes não provam efeito do clima: as classes juntam regiões e rebanhos diferentes, e animais da mesma família não são independentes.
Touros com mais filhas na Subpopulação Elite. O número reflete o mérito do touro e também a intensidade de uso dele (quantas filhas teve).
Sem o número total de filhas avaliadas de cada touro não é uma taxa de sucesso: um touro muito usado pode ter muitas filhas na Subpopulação Elite com taxa menor que um touro pouco usado.
Vacas com mais filhas na Subpopulação Elite, em geral doadoras de FIV/TE. O número reflete o mérito da vaca e a intensidade de uso dela como doadora.
Como no ranking dos touros, não é uma taxa: faltam as filhas que não entraram na Subpopulação Elite.
Quanto a Subpopulação Elite depende de poucos pais. A curva acumulada (curva de Lorenz) mostra a parte das filhas explicada pelos touros mais frequentes; o índice de Gini resume a desigualdade (0 = todos os touros com o mesmo número de filhas; perto de 1 = poucos concentram quase tudo) (Gini, 1912).
O número efetivo de pais (1 / soma das participações ao quadrado) é quantos touros igualmente usados dariam a mesma concentração; números baixos indicam risco de perda de variabilidade (Falconer & Mackay, 1996).
A beta-caseína é uma proteína do leite com variantes genéticas; as mais comuns são A1 e A2. O genótipo A2A2 produz leite só com a variante A2, associada a possíveis benefícios à saúde humana ainda em discussão (Kamiński et al., 2007).
Só parte dos animais é genotipada, e não ao acaso: a frequência vale para os genotipados da Subpopulação Elite, não para a raça.
Endogamia (F): probabilidade de os dois alelos de um gene serem cópias de um mesmo gene de um ancestral comum ao pai e à mãe (Wright, 1922), calculada pelo algoritmo de Meuwissen & Luo (1992) com o pedigree conferido na ABCZ.
Ancestral desconhecido conta como não aparentado: pedigree raso subestima o F. Por isso o F é lido junto das gerações completas equivalentes (Maignel et al., 1996). Os gráficos seguem os filtros; a análise por faixa de profundidade e o tamanho efetivo estão em “Estrutura genética e seleção da Subpopulação Elite”.
No gráfico F médio por ano de nascimento, as barras seguem a mesma leitura dos demais:
Como ler as barras de erro: o ponto é a média do grupo e a barra vai do menor ao maior valor entre os animais dele (amplitude). Não é intervalo de confiança nem erro-padrão: a barra mostra o quanto os animais do grupo variam entre si, não a precisão da média. Barra curta = animais parecidos; barra longa = grupo heterogêneo ou com algum animal muito diferente dos demais (a média fica perto de onde está a maioria). Grupos com mais animais tendem a ter barras mais longas só por terem mais chance de incluir valores extremos, e um grupo de um animal só não tem barra. Por isso, barras sobrepostas não querem dizer que as médias são iguais, e barras separadas não são, sozinhas, prova de diferença estatística.
| Lista | Animais | Com F calculado | F médio | Com F > 0 | Com F ≥ 6,25% | Gerações equiv. (média) |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Top10% 2026 — ranking IPGL | 5.486 | 5.485 | 4,30% | 99,2% | 26,2% | 6,27 |
| Top10% 2026 — ranking GPTA Leite (PL) | 5.589 | 5.588 | 4,45% | 99,4% | 24,0% | 6,50 |
ΔF de cada ano. ΔFt = (F̄t − F̄t−k) ÷ k, em pontos percentuais (p.p.), só nos anos com o mínimo de animais; F̄t é o F médio dos nascidos em t, com o F de cada animal calculado pelo pedigree da ABCZ (Wright, 1922; Meuwissen & Luo, 1992). Barra vermelha = o F médio subiu; verde = caiu.
Relação com a taxa de endogamia. Na teoria, a taxa de endogamia por geração é ΔF = (Ft − Ft−1) ÷ (1 − Ft−1) (Falconer & Mackay, 1996); com F baixo (poucos por cento), o denominador é quase 1 e a diferença simples é praticamente igual. Para passar de ano para geração, multiplica-se pelo intervalo de gerações.
Cuidados. O F também sobe quando o pedigree fica mais completo, o que acontece nos animais mais novos (veja “F × completude do pedigree”); anos com poucos animais oscilam mais.
Os animais do recorte são agrupados pela endogamia (F) calculada no pedigree da ABCZ: 0%, até 1,5%, 1,5 a 3,125% (até o nível de primos), 3,125 a 6,25% (até meio-irmãos), 6,25 a 12,5% (até irmãos completos ou pai × filha) e acima de 12,5%. Para cada classe, a tabela mostra quantos animais há, o F médio, as gerações completas equivalentes médias e a média de cada métrica; o gráfico mostra a métrica foco.
Correlação e inclinação. A correlação de Pearson entre F e a métrica foco e a inclinação da regressão (quanto a métrica muda, em média, a cada ponto percentual de F) são calculadas em todos os animais com F e, separadamente, só nos que têm pedigree de 4 ou mais gerações equivalentes, em que o F é mais confiável.
Como ler. As métricas são valores genéticos (GPTAs), não produções medidas. A depressão por endogamia age sobre o desempenho do próprio animal (o fenótipo), não sobre o valor genético que ele transmite; por isso, diferenças entre classes aqui refletem sobretudo de quais famílias e linhagens vêm os animais mais endogâmicos, e não um efeito direto do F (Falconer & Mackay, 1996). Pedigree raso subestima o F: animais com poucas gerações conhecidas tendem a cair na classe 0%, o que pode distorcer a comparação (veja a coluna de gerações equivalentes).
Endogamia (F) é a probabilidade de os dois alelos de um gene, no animal, serem cópias de um mesmo gene de um ancestral comum ao pai e à mãe (Wright, 1922). Aqui é calculada pelo algoritmo de Meuwissen & Luo (1992), usando só o parentesco da consulta pública da ABCZ.
Gerações completas equivalentes medem a profundidade do pedigree: soma, sobre todos os ancestrais conhecidos, de (1/2)n, em que n é a geração do ancestral (Maignel et al., 1996; Boichard et al., 1997). Ancestral desconhecido é tratado como não aparentado, então pedigree raso subestima o F. Por isso a tabela mostra o F por faixa de profundidade: comparações justas são feitas entre animais com profundidade parecida.
Tamanho efetivo (Ne) é o tamanho de uma população idealizada que perderia diversidade genética no mesmo ritmo do grupo observado. Foi estimado pelo aumento individual de endogamia: ΔFi = 1 − (1 − Fi)1/(ti − 1), com ti = gerações completas equivalentes do animal; Ne = 1 / (2 · ΔF médio) (Gutiérrez et al., 2008, 2009). O método corrige a diferença de profundidade entre animais. Como referência, valores de Ne abaixo de 50 a 100 indicam risco de perda de variabilidade a médio prazo (Meuwissen, 2009; FAO, 2013).
F, Ne e Super Elite são calculados sobre o ranking da métrica foco escolhida no painel (IPGL ou GPTA Leite).
Cuidado: o Ne aqui é o da Subpopulação Elite (top 10%), tomada como grupo de referência; não é o Ne da raça nem do conjunto de todas as fêmeas avaliadas.
| Gerações completas equivalentesGerações completas equivalentes: profundidade do pedigree conhecido. Cada ancestral conhecido soma metade a cada geração (pais 1/2 cada, avós 1/4, bisavós 1/8...). 5 = tanta informação quanto 5 gerações completas. | Animais | F médioEndogamia (F): probabilidade de os dois genes que o animal recebeu do pai e da mãe serem cópias do mesmo gene de um ancestral comum aos dois. 0% = pais sem parentesco conhecido; 25% = cria de pai × filha ou de irmãos completos. | Desvio-padrãoDesvio-padrão: quanto os valores variam em torno da média. Numa curva normal, cerca de 2/3 dos animais ficam a até 1 desvio-padrão da média. | Com F > 0 | Com F ≥ 6,25% |
|---|---|---|---|---|---|
| < 4 (pedigree raso) | 5 | 0,00% | 0,00 | 0,0% | 0,0% |
| 4 a 5 | 137 | 0,99% | 2,13 | 87,6% | 4,4% |
| 5 a 6 | 1.631 | 1,90% | 3,02 | 98,7% | 7,5% |
| 6 a 7 | 2.935 | 5,28% | 2,94 | 100,0% | 33,2% |
| 7 ou mais | 777 | 6,22% | 2,74 | 100,0% | 43,1% |
| Com menos de 4 gerações completas equivalentes o pedigree é raso demais: F perto de zero indica falta de ancestrais conhecidos, não ausência de endogamia. | |||||
| Ne pelo aumento individual de endogamiaNe pelo F: tamanho efetivo calculado pelo aumento de endogamia de cada fêmea por geração (Gutiérrez et al., 2008). Mede a endogamia que já aconteceu. | Animais | ΔF médio por geraçãoΔF (aumento de endogamia por geração): quanto a endogamia cresce, em média, a cada geração. Exemplo: ΔF de 0,8% quer dizer que, de uma geração para a seguinte, a endogamia do grupo sobe cerca de 0,8 ponto percentual. É calculado para cada fêmea levando em conta quantas gerações o pedigree dela tem, para não confundir pedigree curto com pouca endogamia. Dele sai o Ne: Ne = 1 ÷ (2 × ΔF). | NeTamanho efetivo (Ne): mostra com quantos animais o grupo se comporta, em perda de diversidade genética, comparado a uma população ideal (em que todos se reproduzem igualmente e ao acaso). Exemplo: Ne = 63 quer dizer que, mesmo com milhares de fêmeas, a diversidade se perde no ritmo de uma população ideal de só 63 animais, porque poucos touros e famílias deixam muitos descendentes. Quanto menor, mais depressa sobem a endogamia e o parentesco; abaixo de 50 a 100 há risco de perda de variabilidade (FAO, 2013). | Erro-padrãoErro-padrão: margem de incerteza da estimativa, por ela ter sido calculada com os animais disponíveis. Exemplo: Ne 62,7 com erro-padrão 0,7 quer dizer que o valor real deve estar entre cerca de 61,3 e 64,1 (a estimativa mais ou menos 2 erros-padrão, com cerca de 95% de confiança). Erro-padrão pequeno = estimativa precisa. |
|---|---|---|---|---|
| Todas as fêmeas com F | 5.485 | 0,806% | 62,1 | 0,7 |
| Só com 5 ou mais gerações completas equivalentes | 5.343 | 0,820% | 61,0 | 0,7 |
| Gerações completas equivalentesGerações completas equivalentes: profundidade do pedigree conhecido. Cada ancestral conhecido soma metade a cada geração (pais 1/2 cada, avós 1/4, bisavós 1/8...). 5 = tanta informação quanto 5 gerações completas. | Animais | F médioEndogamia (F): probabilidade de os dois genes que o animal recebeu do pai e da mãe serem cópias do mesmo gene de um ancestral comum aos dois. 0% = pais sem parentesco conhecido; 25% = cria de pai × filha ou de irmãos completos. | Desvio-padrãoDesvio-padrão: quanto os valores variam em torno da média. Numa curva normal, cerca de 2/3 dos animais ficam a até 1 desvio-padrão da média. | Com F > 0 | Com F ≥ 6,25% |
|---|---|---|---|---|---|
| < 4 (pedigree raso) | 9 | 0,01% | 0,04 | 11,1% | 0,0% |
| 4 a 5 | 81 | 0,91% | 2,12 | 91,4% | 3,7% |
| 5 a 6 | 955 | 1,87% | 2,87 | 98,1% | 6,8% |
| 6 a 7 | 3.284 | 4,81% | 2,80 | 100,0% | 26,1% |
| 7 ou mais | 1.259 | 5,73% | 2,44 | 100,0% | 32,9% |
| Com menos de 4 gerações completas equivalentes o pedigree é raso demais: F perto de zero indica falta de ancestrais conhecidos, não ausência de endogamia. | |||||
| Ne pelo aumento individual de endogamiaNe pelo F: tamanho efetivo calculado pelo aumento de endogamia de cada fêmea por geração (Gutiérrez et al., 2008). Mede a endogamia que já aconteceu. | Animais | ΔF médio por geraçãoΔF (aumento de endogamia por geração): quanto a endogamia cresce, em média, a cada geração. Exemplo: ΔF de 0,8% quer dizer que, de uma geração para a seguinte, a endogamia do grupo sobe cerca de 0,8 ponto percentual. É calculado para cada fêmea levando em conta quantas gerações o pedigree dela tem, para não confundir pedigree curto com pouca endogamia. Dele sai o Ne: Ne = 1 ÷ (2 × ΔF). | NeTamanho efetivo (Ne): mostra com quantos animais o grupo se comporta, em perda de diversidade genética, comparado a uma população ideal (em que todos se reproduzem igualmente e ao acaso). Exemplo: Ne = 63 quer dizer que, mesmo com milhares de fêmeas, a diversidade se perde no ritmo de uma população ideal de só 63 animais, porque poucos touros e famílias deixam muitos descendentes. Quanto menor, mais depressa sobem a endogamia e o parentesco; abaixo de 50 a 100 há risco de perda de variabilidade (FAO, 2013). | Erro-padrãoErro-padrão: margem de incerteza da estimativa, por ela ter sido calculada com os animais disponíveis. Exemplo: Ne 62,7 com erro-padrão 0,7 quer dizer que o valor real deve estar entre cerca de 61,3 e 64,1 (a estimativa mais ou menos 2 erros-padrão, com cerca de 95% de confiança). Erro-padrão pequeno = estimativa precisa. |
|---|---|---|---|---|
| Todas as fêmeas com F | 5.587 | 0,807% | 61,9 | 0,6 |
| Só com 5 ou mais gerações completas equivalentes | 5.498 | 0,817% | 61,2 | 0,6 |
Coancestria entre dois animais é a probabilidade de um gene tirado ao acaso de um ser idêntico, por descendência, a um gene tirado ao acaso do outro (Malécot, 1948). É igual ao F que teria a cria de um acasalamento entre os dois. Referências: meios-irmãos 12,5%; irmãos completos e pai × filha 25%; primos 6,25%.
Coancestria média entre as fêmeas da Subpopulação Elite mostra o quanto elas são aparentadas entre si. A diversidade gênica retida (1 − coancestria média, incluindo cada animal com ele mesmo) é a fração da diversidade dos fundadores conhecidos que ainda existe no grupo (Caballero & Toro, 2000).
O Ne por coancestria (Cervantes et al., 2011) usa o aumento individual de coancestria de cada par, corrigido pela profundidade do pedigree dos dois animais, como o Ne pelo F faz com o F de cada animal. Foram sorteadas 200 fêmeas e calculada a coancestria delas com todas as outras da Subpopulação Elite (mais de um milhão de pares), pelo método indireto de Colleau (2002), sem montar a matriz de parentesco. Ne por coancestria menor que o Ne pelo F indica que as fêmeas são mais aparentadas entre si do que a endogamia individual delas mostra: o parentesco acumulado ainda vai aparecer como endogamia nas próximas gerações. Ne por coancestria maior que o Ne pelo F sugere grupo dividido em famílias ou rebanhos que se acasalam entre si.
Como o F, a coancestria é calculada só com o pedigree da ABCZ: ancestral desconhecido conta como não aparentado, então os valores são mínimos.
| Indicador | Valor | O que quer dizer |
|---|---|---|
| Coancestria média entre as fêmeasCoancestria (parentesco): probabilidade de um gene tirado ao acaso de um animal ser idêntico, por descendência, a um gene tirado ao acaso de outro. É o F que teria a cria dos dois. Meios-irmãos = 12,5%; irmãos completos = 25%. | 9,09% | F médio que teriam crias de acasalamentos ao acaso entre fêmeas da Subpopulação Elite (só pares de animais diferentes) |
| Diversidade gênica retidaDiversidade gênica retida: fração da diversidade dos fundadores conhecidos que ainda existe no grupo (1 − coancestria média). 100% = nenhuma perda. | 90,9% | fração da diversidade dos fundadores conhecidos que ainda existe no grupo (1 − coancestria média) |
| Aumento de coancestria por geraçãoAumento de coancestria por geração: parentesco entre pares de fêmeas, corrigido pela profundidade do pedigree das duas. Ne por coancestria = 1 ÷ (2 × este valor). | 1,556% | média de 1.096.800 pares (200 fêmeas sorteadas × todas as outras) |
| Ne por coancestriaNe por coancestria: tamanho efetivo calculado pelo aumento do parentesco entre pares de fêmeas por geração (Cervantes et al., 2011). Antecipa a endogamia que ainda vai aparecer nas próximas gerações. | 32,1 ± 0,5 | tamanho efetivo pelo parentesco entre as fêmeas (Cervantes et al., 2011); ± erro-padrão |
| Ne pelo F (para comparar)Ne pelo F: tamanho efetivo calculado pelo aumento de endogamia de cada fêmea por geração (Gutiérrez et al., 2008). Mede a endogamia que já aconteceu. | 62,1 | tamanho efetivo pela endogamia individual (bloco acima): o Ne por coancestria é menor, as fêmeas são mais aparentadas entre si do que a endogamia delas mostra |
| Indicador | Valor | O que quer dizer |
|---|---|---|
| Coancestria média entre as fêmeasCoancestria (parentesco): probabilidade de um gene tirado ao acaso de um animal ser idêntico, por descendência, a um gene tirado ao acaso de outro. É o F que teria a cria dos dois. Meios-irmãos = 12,5%; irmãos completos = 25%. | 8,02% | F médio que teriam crias de acasalamentos ao acaso entre fêmeas da Subpopulação Elite (só pares de animais diferentes) |
| Diversidade gênica retidaDiversidade gênica retida: fração da diversidade dos fundadores conhecidos que ainda existe no grupo (1 − coancestria média). 100% = nenhuma perda. | 92,0% | fração da diversidade dos fundadores conhecidos que ainda existe no grupo (1 − coancestria média) |
| Aumento de coancestria por geraçãoAumento de coancestria por geração: parentesco entre pares de fêmeas, corrigido pela profundidade do pedigree das duas. Ne por coancestria = 1 ÷ (2 × este valor). | 1,314% | média de 1.117.200 pares (200 fêmeas sorteadas × todas as outras) |
| Ne por coancestriaNe por coancestria: tamanho efetivo calculado pelo aumento do parentesco entre pares de fêmeas por geração (Cervantes et al., 2011). Antecipa a endogamia que ainda vai aparecer nas próximas gerações. | 38,1 ± 0,4 | tamanho efetivo pelo parentesco entre as fêmeas (Cervantes et al., 2011); ± erro-padrão |
| Ne pelo F (para comparar)Ne pelo F: tamanho efetivo calculado pelo aumento de endogamia de cada fêmea por geração (Gutiérrez et al., 2008). Mede a endogamia que já aconteceu. | 61,9 | tamanho efetivo pela endogamia individual (bloco acima): o Ne por coancestria é menor, as fêmeas são mais aparentadas entre si do que a endogamia delas mostra |
Os 10 touros com mais filhas na Subpopulação Elite. A matriz mostra a coancestria entre cada par de touros (%): é o F que teria a cria de um acasalamento entre os dois, e indica se touros diferentes são, na prática, da mesma família (meios-irmãos = 12,5%). Quanto mais escura a célula, maior o parentesco.
F esperado das filhas com a Elite: coancestria média do touro com as fêmeas da Subpopulação Elite, que é o F médio esperado das filhas dele se fosse acasalado ao acaso com elas. Inclui as próprias filhas do touro no grupo, por isso é alto nos touros mais usados: na prática, acasalar um touro com as filhas dele é evitado, mas o número mostra o quanto o touro já está “dentro” da Elite.
| Nome | Registro | Filhas na Elite | F do touroEndogamia (F): probabilidade de os dois genes que o animal recebeu do pai e da mãe serem cópias do mesmo gene de um ancestral comum aos dois. 0% = pais sem parentesco conhecido; 25% = cria de pai × filha ou de irmãos completos. | F esperado das filhas com a EliteF esperado das filhas com a Elite: F médio que teriam as filhas do touro se ele fosse acasalado ao acaso com as fêmeas da Subpopulação Elite (coancestria média dele com elas). | GAV 291 | EVPF 444 | RRP 6097 | JCVL 1808 | KCA 472 | CAL 13847 | CAL 13019 | BASA 893 | JGVA 176 | JMMA 3436 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| JAGUAR TE DO GAVIAO | GAV 291 | 1.152 | 0,00% | 13,65% | — | 13,4 | 0,1 | 0,1 | 0,2 | 1,0 | 2,6 | 25,0 | 1,6 | 1,1 |
| EDANK TE JABAQUARA | EVPF 444 | 597 | 0,91% | 9,42% | 13,4 | — | 3,2 | 2,6 | 3,2 | 5,4 | 6,9 | 8,0 | 7,8 | 3,3 |
| GENGIS KHAN DE BRAS. | RRP 6097 | 373 | 0,44% | 10,67% | 0,1 | 3,2 | — | 17,7 | 25,2 | 4,5 | 8,0 | 8,9 | 4,3 | 6,4 |
| ANTONIONE FIV CABO VERDE | JCVL 1808 | 303 | 0,45% | 10,14% | 0,1 | 2,6 | 17,7 | — | 25,2 | 5,6 | 8,1 | 13,1 | 4,1 | 7,4 |
| C.A.SANSAO | KCA 472 | 281 | 0,00% | 12,29% | 0,2 | 3,2 | 25,2 | 25,2 | — | 1,7 | 14,1 | 12,7 | 6,3 | 6,4 |
| RUBRO FIV CAL | CAL 13847 | 246 | 2,62% | 5,59% | 1,0 | 5,4 | 4,5 | 5,6 | 1,7 | — | 14,3 | 3,3 | 7,8 | 14,9 |
| NAVEGANTE FIV CAL | CAL 13019 | 236 | 3,70% | 7,92% | 2,6 | 6,9 | 8,0 | 8,1 | 14,1 | 14,3 | — | 5,4 | 7,3 | 4,1 |
| CAMARGO FIV DO BASA | BASA 893 | 225 | 0,10% | 12,27% | 25,0 | 8,0 | 8,9 | 13,1 | 12,7 | 3,3 | 5,4 | — | 2,8 | 4,3 |
| FERIADO FIV DA JGVA | JGVA 176 | 113 | 1,32% | 5,54% | 1,6 | 7,8 | 4,3 | 4,1 | 6,3 | 7,8 | 7,3 | 2,8 | — | 8,2 |
| KAL-EL FIV JMMA | JMMA 3436 | 112 | 1,41% | 5,20% | 1,1 | 3,3 | 6,4 | 7,4 | 6,4 | 14,9 | 4,1 | 4,3 | 8,2 | — |
| Nome | Registro | Filhas na Elite | Média das filhas (IPGL) | F do touroEndogamia (F): probabilidade de os dois genes que o animal recebeu do pai e da mãe serem cópias do mesmo gene de um ancestral comum aos dois. 0% = pais sem parentesco conhecido; 25% = cria de pai × filha ou de irmãos completos. | F esperado das filhas com a EliteF esperado das filhas com a Elite: F médio que teriam as filhas do touro se ele fosse acasalado ao acaso com as fêmeas da Subpopulação Elite (coancestria média dele com elas). | CAL 14103 | ZAB 2466 | ZAB 1750 | CAL 13019 | ZGI 895 | CAL 13797 | CAL 10671 | PRLB 1960 | ZAB 2467 | MUT 5104 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| SELO FIV CAL | CAL 14103 | 28 | 1.980,5 | 5,06% | 7,41% | — | 7,8 | 9,0 | 11,1 | 5,8 | 5,8 | 17,0 | 6,1 | 7,8 | 6,6 |
| EDEN FIV 2B | ZAB 2466 | 26 | 1.897,8 | 7,08% | 8,44% | 7,8 | — | 30,5 | 8,7 | 5,4 | 6,7 | 12,9 | 7,4 | 29,7 | 7,7 |
| BADEN FIV 2B | ZAB 1750 | 43 | 1.897,6 | 7,86% | 6,91% | 9,0 | 30,5 | — | 11,3 | 4,3 | 6,9 | 16,6 | 5,9 | 30,5 | 7,3 |
| NAVEGANTE FIV CAL | CAL 13019 | 236 | 1.880,2 | 3,70% | 7,92% | 11,1 | 8,7 | 11,3 | — | 8,2 | 17,5 | 26,8 | 5,7 | 8,7 | 7,5 |
| GALATES FIV AGROGIR | ZGI 895 | 77 | 1.874,5 | 2,48% | 7,73% | 5,8 | 5,4 | 4,3 | 8,2 | — | 9,2 | 6,8 | 6,4 | 5,4 | 6,8 |
| RANGER FIV CAL | CAL 13797 | 17 | 1.867,8 | 3,52% | 7,26% | 5,8 | 6,7 | 6,9 | 17,5 | 9,2 | — | 8,2 | 6,5 | 6,7 | 8,7 |
| FULMINANTE FIV CAL | CAL 10671 | 73 | 1.865,7 | 0,00% | 9,08% | 17,0 | 12,9 | 16,6 | 26,8 | 6,8 | 8,2 | — | 8,9 | 12,9 | 8,7 |
| QUIBEBE FIV PRLB | PRLB 1960 | 18 | 1.863,0 | 1,02% | 9,46% | 6,1 | 7,4 | 5,9 | 5,7 | 6,4 | 6,5 | 8,9 | — | 7,4 | 9,5 |
| EDIPO FIV 2B | ZAB 2467 | 10 | 1.859,6 | 7,08% | 8,40% | 7,8 | 29,7 | 30,5 | 8,7 | 5,4 | 6,7 | 12,9 | 7,4 | — | 7,7 |
| VALENTE FIV F.MUTUM | MUT 5104 | 57 | 1.850,7 | 2,55% | 9,57% | 6,6 | 7,7 | 7,3 | 7,5 | 6,8 | 8,7 | 8,7 | 9,5 | 7,7 | — |
| Nome | Registro | Filhas na Elite | F do touroEndogamia (F): probabilidade de os dois genes que o animal recebeu do pai e da mãe serem cópias do mesmo gene de um ancestral comum aos dois. 0% = pais sem parentesco conhecido; 25% = cria de pai × filha ou de irmãos completos. | F esperado das filhas com a EliteF esperado das filhas com a Elite: F médio que teriam as filhas do touro se ele fosse acasalado ao acaso com as fêmeas da Subpopulação Elite (coancestria média dele com elas). | EVPF 444 | GAV 291 | JCVL 1808 | CAL 13847 | RRP 6097 | JMMA 3436 | CAL 13019 | BASA 893 | RRP 6968 | KCA 472 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| EDANK TE JABAQUARA | EVPF 444 | 648 | 0,91% | 8,98% | — | 13,4 | 2,6 | 5,4 | 3,2 | 3,3 | 6,9 | 8,0 | 3,4 | 3,2 |
| JAGUAR TE DO GAVIAO | GAV 291 | 566 | 0,00% | 11,03% | 13,4 | — | 0,1 | 1,0 | 0,1 | 1,1 | 2,6 | 25,0 | 0,0 | 0,2 |
| ANTONIONE FIV CABO VERDE | JCVL 1808 | 393 | 0,45% | 10,13% | 2,6 | 0,1 | — | 5,6 | 17,7 | 7,4 | 8,1 | 13,1 | 4,2 | 25,2 |
| RUBRO FIV CAL | CAL 13847 | 391 | 2,62% | 6,79% | 5,4 | 1,0 | 5,6 | — | 4,5 | 14,9 | 14,3 | 3,3 | 10,1 | 1,7 |
| GENGIS KHAN DE BRAS. | RRP 6097 | 377 | 0,44% | 10,87% | 3,2 | 0,1 | 17,7 | 4,5 | — | 6,4 | 8,0 | 8,9 | 3,9 | 25,2 |
| KAL-EL FIV JMMA | JMMA 3436 | 302 | 1,41% | 6,31% | 3,3 | 1,1 | 7,4 | 14,9 | 6,4 | — | 4,1 | 4,3 | 4,5 | 6,4 |
| NAVEGANTE FIV CAL | CAL 13019 | 187 | 3,70% | 7,66% | 6,9 | 2,6 | 8,1 | 14,3 | 8,0 | 4,1 | — | 5,4 | 7,9 | 14,1 |
| CAMARGO FIV DO BASA | BASA 893 | 183 | 0,10% | 10,69% | 8,0 | 25,0 | 13,1 | 3,3 | 8,9 | 4,3 | 5,4 | — | 2,1 | 12,7 |
| JOGRAL FIV DE BRAS. | RRP 6968 | 178 | 9,02% | 5,68% | 3,4 | 0,0 | 4,2 | 10,1 | 3,9 | 4,5 | 7,9 | 2,1 | — | 0,1 |
| C.A.SANSAO | KCA 472 | 171 | 0,00% | 11,31% | 3,2 | 0,2 | 25,2 | 1,7 | 25,2 | 6,4 | 14,1 | 12,7 | 0,1 | — |
| Nome | Registro | Filhas na Elite | Média das filhas (GPTA Leite (PL)) | F do touroEndogamia (F): probabilidade de os dois genes que o animal recebeu do pai e da mãe serem cópias do mesmo gene de um ancestral comum aos dois. 0% = pais sem parentesco conhecido; 25% = cria de pai × filha ou de irmãos completos. | F esperado das filhas com a EliteF esperado das filhas com a Elite: F médio que teriam as filhas do touro se ele fosse acasalado ao acaso com as fêmeas da Subpopulação Elite (coancestria média dele com elas). | TOLA 899 | CAL 14103 | PRLB 1960 | BASA 2653 | ZGI 895 | MUT 5104 | JCVL 3732 | CAL 12601 | ZAB 2467 | WADI 2420 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| PROFETA FIV TOL | TOLA 899 | 10 | 947,4 | 0,05% | 6,65% | — | 5,3 | 5,3 | 7,2 | 16,3 | 4,7 | 5,7 | 8,0 | 8,6 | 15,1 |
| SELO FIV CAL | CAL 14103 | 25 | 924,3 | 5,06% | 7,04% | 5,3 | — | 6,1 | 7,2 | 5,8 | 6,6 | 6,0 | 8,1 | 7,8 | 5,1 |
| QUIBEBE FIV PRLB | PRLB 1960 | 28 | 897,1 | 1,02% | 8,86% | 5,3 | 6,1 | — | 9,5 | 6,4 | 9,5 | 11,6 | 8,3 | 7,4 | 5,8 |
| GARAPEIRO FIV DO BASA | BASA 2653 | 8 | 895,4 | 7,97% | 9,61% | 7,2 | 7,2 | 9,5 | — | 6,2 | 18,5 | 9,7 | 12,8 | 7,5 | 4,4 |
| GALATES FIV AGROGIR | ZGI 895 | 120 | 895,3 | 2,48% | 8,22% | 16,3 | 5,8 | 6,4 | 6,2 | — | 6,8 | 7,3 | 4,1 | 5,4 | 18,7 |
| VALENTE FIV F.MUTUM | MUT 5104 | 101 | 868,1 | 2,55% | 9,37% | 4,7 | 6,6 | 9,5 | 18,5 | 6,8 | — | 10,5 | 6,7 | 7,7 | 7,1 |
| GEOVANE FIV CABO VERDE | JCVL 3732 | 26 | 862,1 | 5,15% | 10,05% | 5,7 | 6,0 | 11,6 | 9,7 | 7,3 | 10,5 | — | 7,3 | 11,2 | 9,8 |
| LEMBRETE FIV CAL | CAL 12601 | 5 | 859,4 | 1,77% | 7,81% | 8,0 | 8,1 | 8,3 | 12,8 | 4,1 | 6,7 | 7,3 | — | 8,1 | 0,8 |
| EDIPO FIV 2B | ZAB 2467 | 13 | 854,8 | 7,08% | 7,80% | 8,6 | 7,8 | 7,4 | 7,5 | 5,4 | 7,7 | 11,2 | 8,1 | — | 5,9 |
| QUEROQUERO FIV WAD | WADI 2420 | 16 | 852,1 | 3,92% | 7,35% | 15,1 | 5,1 | 5,8 | 4,4 | 18,7 | 7,1 | 9,8 | 0,8 | 5,9 | — |
Fundadores aqui são os animais cujos pais não constam no pedigree da ABCZ. A contribuição de um ancestral é a fração esperada dos genes da Subpopulação Elite que veio dele (metade por geração, somando todos os caminhos).
O número efetivo de fundadores (fe) (Lacy, 1989) é quantos fundadores, contribuindo igualmente, dariam a mesma diversidade: quanto mais desiguais as contribuições, menor o fe. O número efetivo de ancestrais (fa) (Boichard et al., 1997) faz a mesma conta com os ancestrais que mais explicam os genes do grupo, sejam fundadores ou não, usando a contribuição marginal de cada um: a parte dos genes que ele explica e que ainda não foi explicada pelos ancestrais escolhidos antes. Assim, um touro e o pai dele não são contados duas vezes.
fa bem menor que fe indica gargalos: poucos ancestrais (em geral touros muito usados) concentram a origem dos genes, e parte da diversidade dos fundadores já se perdeu. O fe depende da profundidade do pedigree conhecido: com pedigree mais completo, haveria mais fundadores, mais antigos.
Número efetivo de genomas fundadores (fg): soma às perdas do fa a deriva genética: genes dos fundadores que se perderam ao acaso na passagem de pais para filhos. É calculado como 1 ÷ (2 × coancestria média da Subpopulação Elite) (Caballero & Toro, 2000). Sempre vale fg ≤ fa ≤ fe; quanto menor o fg em relação ao fa, maior a perda por deriva.
Validação: F, gerações completas equivalentes, coancestria, fe, fa, fg e os Ne foram conferidos em 18/10/2026 com o pacote optiSel do R (Wellmann, 2019), com o mesmo pedigree e as mesmas Subpopulações Elite: valores iguais; o Ne por coancestria do painel usa 200 fêmeas sorteadas e ficou cerca de 1% abaixo do cálculo com todos os pares.
| Indicador | Valor | O que quer dizer |
|---|---|---|
| Fundadores com contribuiçãoFundadores: animais do pedigree da ABCZ sem pai e mãe conhecidos. Não são os fundadores da raça, e sim o limite do pedigree disponível. | 732 | animais do pedigree da ABCZ sem pai e mãe conhecidos que têm descendentes na Subpopulação Elite |
| Número efetivo de fundadores (fe)fe (número efetivo de fundadores): quantos fundadores, contribuindo igualmente, dariam a mesma diversidade. Cai quando poucos fundadores dominam (Lacy, 1989). | 36,6 | quantos fundadores com contribuições iguais dariam a mesma diversidade |
| Número efetivo de ancestrais (fa)fa (número efetivo de ancestrais): como o fe, mas com os ancestrais que mais explicam os genes, fundadores ou não. fa bem menor que fe indica gargalos, em geral poucos touros muito usados (Boichard et al., 1997). | 7,2 | o mesmo, com os ancestrais que mais explicam os genes (contribuições marginais de 47 ancestrais, que explicam 98,4% dos genes) |
| Ancestrais que explicam 50% dos genesAncestrais que explicam 50% dos genes: menor número de ancestrais, na ordem da contribuição marginal, que somam metade dos genes da Subpopulação Elite. | 3 | metade dos genes da Subpopulação Elite vem de: JAGUAR TE DO GAVIAO (GAV 291, 25,8%); C.A.SANSAO (KCA 472, 23,0%); RADAR DOS POCOES (A7368, 8,7%) |
| Número efetivo de genomas fundadores (fg)fg (genomas fundadores): como o fa, incluindo também os genes perdidos ao acaso de geração em geração (deriva). Sempre fg ≤ fa ≤ fe (Caballero & Toro, 2000). | 5,5 | considera também a perda de genes ao acaso de geração em geração (deriva): 1 ÷ (2 × coancestria média) |
| fa ÷ fe | 0,20 | perto de 1 = sem gargalos; quanto menor, mais a origem dos genes se concentrou em poucos ancestrais |
| Ancestrais que mais contribuem | Registro | Sexo | Contribuição marginalContribuição marginal: parte dos genes do grupo que o ancestral explica e que ainda não foi explicada pelos ancestrais acima dele na lista; um touro e o pai dele não contam duas vezes. | Contribuição totalContribuição total: fração esperada dos genes da Subpopulação Elite que veio do ancestral, somando todos os caminhos (metade a cada geração). |
|---|---|---|---|---|
| 1. JAGUAR TE DO GAVIAO | GAV 291 | M | 25,8% | 25,8% |
| 2. C.A.SANSAO | KCA 472 | M | 23,0% | 23,0% |
| 3. RADAR DOS POCOES | A7368 | M | 8,7% | 8,7% |
| 4. MODELO TE DE BRAS. | B5213 | M | 6,8% | 7,2% |
| 5. EMBAIXADOR DE BRAS. | A9552 | M | 4,2% | 4,2% |
| 6. TATICA TE DE BRAS. | RRP 4891 | F | 4,0% | 4,0% |
| 7. RAJASTAN DE BRAS. | A3226 | M | 3,4% | 3,9% |
| 8. JULIANA CAL | CALL 703 | F | 3,0% | 3,1% |
| 9. TEATRO DA SILVANIA | EFC 383 | M | 2,5% | 2,5% |
| 10. DARLAN DE BRAS. | 9023 | M | 2,0% | 3,9% |
| Indicador | Valor | O que quer dizer |
|---|---|---|
| Fundadores com contribuiçãoFundadores: animais do pedigree da ABCZ sem pai e mãe conhecidos. Não são os fundadores da raça, e sim o limite do pedigree disponível. | 712 | animais do pedigree da ABCZ sem pai e mãe conhecidos que têm descendentes na Subpopulação Elite |
| Número efetivo de fundadores (fe)fe (número efetivo de fundadores): quantos fundadores, contribuindo igualmente, dariam a mesma diversidade. Cai quando poucos fundadores dominam (Lacy, 1989). | 38,4 | quantos fundadores com contribuições iguais dariam a mesma diversidade |
| Número efetivo de ancestrais (fa)fa (número efetivo de ancestrais): como o fe, mas com os ancestrais que mais explicam os genes, fundadores ou não. fa bem menor que fe indica gargalos, em geral poucos touros muito usados (Boichard et al., 1997). | 9,1 | o mesmo, com os ancestrais que mais explicam os genes (contribuições marginais de 50 ancestrais, que explicam 98,4% dos genes) |
| Ancestrais que explicam 50% dos genesAncestrais que explicam 50% dos genes: menor número de ancestrais, na ordem da contribuição marginal, que somam metade dos genes da Subpopulação Elite. | 4 | metade dos genes da Subpopulação Elite vem de: C.A.SANSAO (KCA 472, 20,8%); JAGUAR TE DO GAVIAO (GAV 291, 20,6%); RADAR DOS POCOES (A7368, 7,9%); MODELO TE DE BRAS. (B5213, 7,6%) |
| Número efetivo de genomas fundadores (fg)fg (genomas fundadores): como o fa, incluindo também os genes perdidos ao acaso de geração em geração (deriva). Sempre fg ≤ fa ≤ fe (Caballero & Toro, 2000). | 6,2 | considera também a perda de genes ao acaso de geração em geração (deriva): 1 ÷ (2 × coancestria média) |
| fa ÷ fe | 0,24 | perto de 1 = sem gargalos; quanto menor, mais a origem dos genes se concentrou em poucos ancestrais |
| Ancestrais que mais contribuem | Registro | Sexo | Contribuição marginalContribuição marginal: parte dos genes do grupo que o ancestral explica e que ainda não foi explicada pelos ancestrais acima dele na lista; um touro e o pai dele não contam duas vezes. | Contribuição totalContribuição total: fração esperada dos genes da Subpopulação Elite que veio do ancestral, somando todos os caminhos (metade a cada geração). |
|---|---|---|---|---|
| 1. C.A.SANSAO | KCA 472 | M | 20,8% | 20,8% |
| 2. JAGUAR TE DO GAVIAO | GAV 291 | M | 20,6% | 20,6% |
| 3. RADAR DOS POCOES | A7368 | M | 7,9% | 7,9% |
| 4. MODELO TE DE BRAS. | B5213 | M | 7,6% | 7,9% |
| 5. RAJASTAN DE BRAS. | A3226 | M | 5,1% | 5,1% |
| 6. ONASSIS DE BRAS. | A6370 | M | 4,8% | 6,8% |
| 7. LIBRA DE BRAS. | O8384 | F | 4,5% | 4,5% |
| 8. TEATRO DA SILVANIA | EFC 383 | M | 3,9% | 3,9% |
| 9. JULIANA CAL | CALL 703 | F | 3,2% | 3,2% |
| 10. UDO DE BRAS. | A6795 | M | 2,9% | 2,9% |
As listas são as Tabelas 1 (TOP 10% pelo IPGL) e 2 (TOP 10% pelo GPTA Leite) do Sumário Brasileiro de Fêmeas (Panetto et al., 2026), que trazem, para cada fêmea, o percentil dela entre todas as fêmeas avaliadas (PERC IPGL, PERC PL). Se o índice tem distribuição normal, o valor de cada fêmea é média + desvio × z, em que z é o quantil normal do percentil. Uma regressão do valor sobre z estima a média e o desvio-padrão de todas as fêmeas avaliadas só com a lista. A intensidade estimada próxima da teórica e a fração acima do corte próxima de 10% indicam que a suposição de normalidade é razoável.
A Subpopulação Elite de cada índice é o ranking dele na lista da ABCGIL: a lista junta o top 10% do IPGL e o do GPTA Leite, e ordenar por um índice e cortar no número de animais do ranking reproduz a planilha original daquele índice.
O diferencial de seleção (S) é a diferença entre a média da Subpopulação Elite e a média de todas as fêmeas avaliadas; a intensidade de seleção é i = S / desvio-padrão. Para um corte nos 10% superiores de uma normal, a intensidade teórica é 1,755 (Falconer & Mackay, 1996). A proximidade entre a intensidade estimada e a teórica confirma o método.
Dentro da Subpopulação Elite: as mães que também fazem parte dela são comparadas com a média da subpopulação. A diferença é o diferencial realizado na escolha de doadoras dentro da própria Subpopulação Elite, sem nenhuma suposição sobre as demais fêmeas avaliadas. O valor das mães é a avaliação atual, que já inclui a informação das filhas.
| Indicador | Valor | Como foi obtido |
|---|---|---|
| 1. Todas as fêmeas avaliadas pela ABCGIL — não estão na planilha: valores estimados | ||
| Número aproximado de fêmeas avaliadas | ≈ 54.860 | Estimado: as 5.486 fêmeas da Subpopulação Elite são 10% das avaliadas, então o total é cerca de 5.486 ÷ 0,10. |
| Média estimada | 1.289,9 | Estimada a partir dos percentis da planilha: o percentil diz a posição de cada fêmea entre todas as avaliadas. Supondo que os valores do índice entre todas as avaliadas formem uma curva normal (em sino), cada percentil corresponde a um ponto conhecido dessa curva; uma reta ajustada entre esses pontos e os valores das fêmeas da planilha dá o centro da curva, que é a média de todas as avaliadas. |
| Desvio-padrão estimadoDesvio-padrão: quanto os valores variam em torno da média. Numa curva normal, cerca de 2/3 dos animais ficam a até 1 desvio-padrão da média. | 301,2 | Estimado pela mesma reta: a inclinação dela é o desvio-padrão, isto é, o quanto o índice varia entre as fêmeas avaliadas (cerca de 2/3 delas ficam entre a média menos e a média mais um desvio-padrão). |
| 2. Subpopulação Elite (top 10% pelo IPGL) — valores calculados diretamente com os dados da planilha | ||
| Fêmeas | 5.486 | Número de fêmeas do ranking deste índice informado na Gestão dos dados (ordenando a planilha pelo índice e cortando nesse número, reproduz-se a lista original da ABCGIL). |
| Ponto de corte (menor valor)Ponto de corte: menor valor do índice entre as fêmeas da Subpopulação Elite; é a nota mínima para entrar no top 10%. | 1.679 | Menor valor do índice entre as fêmeas da Subpopulação Elite: é a nota mínima para entrar no top 10%. |
| Média calculada | 1.816,1 | Média simples (soma dividida pelo número de fêmeas) dos valores das 5.486 fêmeas da Subpopulação Elite. |
| 3. Seleção: quanto a Subpopulação Elite está acima de todas as avaliadas | ||
| Diferencial de seleção (S)Diferencial de seleção (S): quanto a média da Subpopulação Elite está acima da média de todas as fêmeas avaliadas, na unidade do índice. | 526,1 | Média calculada da Subpopulação Elite menos a média estimada de todas as avaliadas (Falconer & Mackay, 1996). |
| Intensidade de seleção (i)Intensidade de seleção (i): o diferencial de seleção medido em desvios-padrão (S ÷ desvio-padrão). Escolher os 10% melhores de uma curva normal dá i de cerca de 1,755. | 1,747 | Diferencial de seleção dividido pelo desvio-padrão estimado: a mesma diferença, medida em desvios-padrão, o que permite comparar índices com escalas diferentes. |
| Intensidade teórica para um corte de 10% | 1,755 | Valor esperado pela teoria quando se escolhem os 10% melhores de uma curva normal (Falconer & Mackay, 1996). Quanto mais perto da intensidade acima, mais coerentes são as estimativas. |
| Fração das avaliadas acima do ponto de corte | 9,82% | Estimada pela curva normal ajustada (média e desvio-padrão estimados): deve ficar perto de 10%, outra conferência do método. |
| 4. Dentro da Subpopulação Elite: as mães que também fazem parte dela | ||
| Mães (e filhas delas na Subpopulação Elite) | 627 (2.361) | Fêmeas da Subpopulação Elite que são mães de outras fêmeas da Subpopulação Elite (mãe conferida na ABCZ). |
| Média calculada das mães | 1.843,6 | Média simples do índice dessas mães (cálculo direto). É a avaliação atual delas, que já inclui a informação das filhas. |
| Diferencial realizado | 27,5 | Média das mães menos a média da Subpopulação Elite: mostra se as doadoras usadas são melhores que a média da própria Elite. |
| Intensidade realizada | 0,237 | Diferencial realizado dividido pelo desvio-padrão calculado da Subpopulação Elite. |
| Indicador | Valor | Como foi obtido |
|---|---|---|
| 1. Todas as fêmeas avaliadas pela ABCGIL — não estão na planilha: valores estimados | ||
| Número aproximado de fêmeas avaliadas | ≈ 55.890 | Estimado: as 5.589 fêmeas da Subpopulação Elite são 10% das avaliadas, então o total é cerca de 5.589 ÷ 0,10. |
| Média estimada | 500,7 | Estimada a partir dos percentis da planilha: o percentil diz a posição de cada fêmea entre todas as avaliadas. Supondo que os valores do índice entre todas as avaliadas formem uma curva normal (em sino), cada percentil corresponde a um ponto conhecido dessa curva; uma reta ajustada entre esses pontos e os valores das fêmeas da planilha dá o centro da curva, que é a média de todas as avaliadas. |
| Desvio-padrão estimadoDesvio-padrão: quanto os valores variam em torno da média. Numa curva normal, cerca de 2/3 dos animais ficam a até 1 desvio-padrão da média. | 183,2 | Estimado pela mesma reta: a inclinação dela é o desvio-padrão, isto é, o quanto o índice varia entre as fêmeas avaliadas (cerca de 2/3 delas ficam entre a média menos e a média mais um desvio-padrão). |
| 2. Subpopulação Elite (top 10% pelo GPTA Leite (PL)) — valores calculados diretamente com os dados da planilha | ||
| Fêmeas | 5.589 | Número de fêmeas do ranking deste índice informado na Gestão dos dados (ordenando a planilha pelo índice e cortando nesse número, reproduz-se a lista original da ABCGIL). |
| Ponto de corte (menor valor)Ponto de corte: menor valor do índice entre as fêmeas da Subpopulação Elite; é a nota mínima para entrar no top 10%. | 734 | Menor valor do índice entre as fêmeas da Subpopulação Elite: é a nota mínima para entrar no top 10%. |
| Média calculada | 819,2 | Média simples (soma dividida pelo número de fêmeas) dos valores das 5.589 fêmeas da Subpopulação Elite. |
| 3. Seleção: quanto a Subpopulação Elite está acima de todas as avaliadas | ||
| Diferencial de seleção (S)Diferencial de seleção (S): quanto a média da Subpopulação Elite está acima da média de todas as fêmeas avaliadas, na unidade do índice. | 318,6 | Média calculada da Subpopulação Elite menos a média estimada de todas as avaliadas (Falconer & Mackay, 1996). |
| Intensidade de seleção (i)Intensidade de seleção (i): o diferencial de seleção medido em desvios-padrão (S ÷ desvio-padrão). Escolher os 10% melhores de uma curva normal dá i de cerca de 1,755. | 1,739 | Diferencial de seleção dividido pelo desvio-padrão estimado: a mesma diferença, medida em desvios-padrão, o que permite comparar índices com escalas diferentes. |
| Intensidade teórica para um corte de 10% | 1,755 | Valor esperado pela teoria quando se escolhem os 10% melhores de uma curva normal (Falconer & Mackay, 1996). Quanto mais perto da intensidade acima, mais coerentes são as estimativas. |
| Fração das avaliadas acima do ponto de corte | 10,14% | Estimada pela curva normal ajustada (média e desvio-padrão estimados): deve ficar perto de 10%, outra conferência do método. |
| 4. Dentro da Subpopulação Elite: as mães que também fazem parte dela | ||
| Mães (e filhas delas na Subpopulação Elite) | 591 (2.443) | Fêmeas da Subpopulação Elite que são mães de outras fêmeas da Subpopulação Elite (mãe conferida na ABCZ). |
| Média calculada das mães | 825,4 | Média simples do índice dessas mães (cálculo direto). É a avaliação atual delas, que já inclui a informação das filhas. |
| Diferencial realizado | 6,2 | Média das mães menos a média da Subpopulação Elite: mostra se as doadoras usadas são melhores que a média da própria Elite. |
| Intensidade realizada | 0,086 | Diferencial realizado dividido pelo desvio-padrão calculado da Subpopulação Elite. |
A Super Elite é formada pelas fêmeas no top 0,1% de todas as fêmeas avaliadas no índice (percentil da planilha ≤ 0,1): o centésimo superior da Subpopulação Elite. A coluna Elite (top 10%) traz as demais fêmeas do ranking do mesmo índice (do 0,1% ao 10%), sem as da Super Elite, para que os dois grupos sejam independentes na comparação.
Médias: teste de Welch (variâncias diferentes; Welch, 1947), com aproximação normal. Proporções: teste z, com o IC 95% de Newcombe (1998). O valor-p indica se a diferença poderia ser obra do acaso. O IC 95% é o intervalo de confiança da diferença: a faixa de valores plausíveis para a diferença real. Se ele inclui o zero, os dados não permitem afirmar que há diferença; se é largo, o grupo é pequeno demais para medir a diferença com precisão (não quer dizer que ela não existe).
Valor-p, em palavras simples. Ao comparar dois grupos, quase sempre aparece alguma diferença, nem que seja por sorte, como jogar uma moeda 10 vezes e sair 6 caras. O valor-p responde: se os dois grupos fossem, no fundo, iguais, qual a chance de a sorte sozinha produzir uma diferença deste tamanho ou maior? Exemplo: p = 0,079 no F quer dizer que, mesmo que a Super Elite e a Elite tivessem a mesma endogamia, uma diferença como a vista apareceria por acaso em cerca de 8 de cada 100 comparações. Leitura prática: p abaixo de 0,05 (menos de 5 em 100) = difícil atribuir ao acaso, e a diferença é chamada de significativa; p acima de 0,05 = pode ser acaso, os dados não bastam para afirmar. Cuidados: o valor-p não mede o tamanho nem a importância da diferença; grupos grandes acham diferenças minúsculas, e grupos pequenos, como os 55 animais da Super Elite, podem deixar passar diferenças reais. Por isso ele vem junto da Diferença e do IC 95% (Fisher, 1925; Wasserstein & Lazar, 2016). Nas linhas de pais e famílias, o valor-p é a fração dos 5.000 sorteios da Elite tão concentrada quanto a Super Elite, ou mais.
Muitas comparações ao mesmo tempo: só por acaso, cerca de 1 em cada 20 comparações daria p < 0,05 mesmo sem diferença real. Pela correção de Bonferroni (Dunn, 1961), o limite é 0,05 dividido pelo número de comparações da tabela; os valores-p abaixo desse limite aparecem em negrito.
Pais e famílias: por que não comparar os números crus. O número de touros diferentes entre as filhas de um grupo depende do tamanho do grupo: as primeiras fêmeas trazem quase sempre um touro novo e, à medida que o grupo cresce, os touros passam a se repetir, então o número cresce cada vez mais devagar (curva de acumulação). Por isso a contagem de touros num grupo de 55 fêmeas e noutro de mais de 5 mil não se compara diretamente. Dividir pelo tamanho também não resolve: um grupo pequeno sempre sai com mais touros por 100 fêmeas, só por ser pequeno (Gotelli & Colwell, 2001). As linhas de contagem direta mostram esses números crus, só como referência.
Rarefação: comparar no mesmo tamanho. A pergunta certa é: quantos touros diferentes apareceriam num grupo da Elite do mesmo tamanho da Super Elite? Para responder, sorteiam-se fêmeas da Elite em número igual ao da Super Elite, contam-se os touros diferentes e a parte das filhas dos 3 touros mais frequentes, e repete-se 5.000 vezes. A coluna da Elite traz a média dos sorteios; o IC é a faixa onde caem 95% deles; o valor-p é a fração dos sorteios tão concentrada quanto a Super Elite, ou mais. É a rarefação, proposta por Sanders (1968) para comparar o número de espécies em amostras de tamanhos diferentes; Hurlbert (1971) deu a fórmula exata do valor esperado e Heck et al. (1975), a sua variância. Na genética, a mesma ideia compara o número de alelos entre populações (El Mousadik & Petit, 1996; Kalinowski, 2004). Aqui os touros ocupam o lugar das espécies (ou dos alelos): é uma adaptação do método, não um índice clássico do melhoramento animal. O sorteio dá a mesma média que a fórmula de Hurlbert e, além dela, a faixa de variação e o valor-p; a semente é fixa, então os números não mudam entre acessos.
Os índices de produção diferem por definição (a Super Elite foi definida por eles); o interessante são as outras características: endogamia, profundidade do pedigree, beta-caseína, uso de FIV e concentração de famílias. A identificação de FIV/TE é pelo nome do animal (heurística).
| Super Elite (top 0,1%) | Elite (top 10%) | Diferença | IC 95% da diferençaIC 95%: faixa de valores plausíveis para a diferença real entre os grupos. Se inclui o zero, a diferença não está demonstrada; se é larga, falta precisão (grupo pequeno). | Valor-pValor-p: mostra se a diferença pode ter sido só sorte. É a chance de aparecer, por puro acaso, uma diferença igual ou maior que a vista, se os dois grupos fossem na verdade iguais. Exemplo: p = 0,08 = em cerca de 8 de cada 100 sorteios. Quanto menor, menos provável que seja acaso; abaixo de 0,05 (5 em 100) diz-se que a diferença é significativa. Não diz se a diferença é grande ou importante: para isso, veja a Diferença e o IC 95%. | |
|---|---|---|---|---|---|
| IPGLIPGL (Índice de Produção do Gir Leiteiro): combina as GPTAs de leite (peso 3), gordura (peso 2), proteína (peso 2) e idade ao primeiro parto (peso 1,5) (Panetto et al., 2026). | 2.260,8 | 1.811,6 | +449,2 | 432,3 a 466,2 | < 0,001 |
| GPTA Leite (PL)GPTA: capacidade prevista de transmissão genômica; o que a fêmea deve transmitir às filhas, estimado com pedigree, produção e genótipos (marcadores SNP). | 975,0 | 770,5 | +204,6 | 177,4 a 231,7 | < 0,001 |
| GPTA Proteína | 27,27 | 21,39 | +5,89 | 5,24 a 6,54 | < 0,001 |
| GPTA Gordura | 42,38 | 33,03 | +9,35 | 8,11 a 10,59 | < 0,001 |
| GPTA IPP | -69,4 | -58,4 | -11,0 | -14,1 a -7,9 | < 0,001 |
| STA OócitosSTA Oócitos: avaliação do número total de oócitos produzidos, numa escala transformada (a maioria entre −3 e +3); indica o potencial da fêmea como doadora para FIV. | -0,06 | -0,07 | +0,01 | -0,27 a 0,28 | 0,955 |
| Gerações completas equivalentesGerações completas equivalentes: profundidade do pedigree conhecido. Cada ancestral conhecido soma metade a cada geração (pais 1/2 cada, avós 1/4, bisavós 1/8...). 5 = tanta informação quanto 5 gerações completas. | 6,42 | 6,27 | +0,15 | -0,04 a 0,34 | 0,125 |
| F (%)Endogamia (F): probabilidade de os dois genes que o animal recebeu do pai e da mãe serem cópias do mesmo gene de um ancestral comum aos dois. 0% = pais sem parentesco conhecido; 25% = cria de pai × filha ou de irmãos completos. | 5,05 | 4,29 | +0,76 | -0,12 a 1,65 | 0,091 |
| F ≥ 6,25%Endogamia (F): probabilidade de os dois genes que o animal recebeu do pai e da mãe serem cópias do mesmo gene de um ancestral comum aos dois. 0% = pais sem parentesco conhecido; 25% = cria de pai × filha ou de irmãos completos. | 34,5% | 26,1% | +8,4 p.p. | -2,8 a 21,7 p.p. | 0,157 |
| Beta-caseína A2A2 (entre as genotipadas) | 90,9% | 83,6% | +7,3 p.p. | -3,3 a 12,5 p.p. | 0,147 |
| FIV ou TE no nome | 92,7% | 85,3% | +7,4 p.p. | -2,6 a 11,9 p.p. | 0,121 |
| Pais distintos (contagem direta) touros diferentes entre todas as fêmeas de cada grupo, sem ajustar o tamanho; não se compara direto: grupos maiores sempre têm mais touros | 16 55 fêmeas · 29,1 por 100 | 215 5.429 fêmeas · 4,0 por 100 | — | — | — |
| Filhas dos 3 pais mais frequentes (contagem direta) no grupo inteiro, sem ajustar o tamanho; num grupo pequeno, 3 touros cobrem uma parte maior das filhas só pelo tamanho | 54,5% 30 de 55 | 38,7% 2.101 de 5.429 | — | — | — |
| Pais distintos em 55 fêmeasRarefação: comparação em grupos do mesmo tamanho. Como o número de touros diferentes cresce com o tamanho do grupo, sorteiam-se 5.000 vezes, dentro da Elite, grupos do tamanho da Super Elite e compara-se a Super Elite com a média desses sorteios (Sanders, 1968; Hurlbert, 1971; Gotelli & Colwell, 2001). (rarefação) quantos touros diferentes são pais das fêmeas do grupo; na Elite, média de 5.000 sorteios de 55 fêmeas, para comparar grupos do mesmo tamanho: menos touros = grupo mais concentrado em poucas famílias | 16 55 fêmeas com pai conhecido | 24,7 no total: 215 touros / 5.429 fêmeas com pai conhecido | -8,7 | sorteios: 19 a 31 | 0,001 |
| Filhas dos 3 pais mais frequentes (rarefação) parte das fêmeas do grupo que são filhas dos 3 touros com mais filhas nele (na Elite, média dos mesmos sorteios): quanto maior, mais o grupo depende de poucas famílias | 54,5% 30 de 55 fêmeas | 41,9% no total: 38,7% (2.101 de 5.429) | +12,7 p.p. | sorteios: 30,9% a 54,5% | 0,027 |
| Super Elite (top 0,1%) | Elite (top 10%) | Diferença | IC 95% da diferençaIC 95%: faixa de valores plausíveis para a diferença real entre os grupos. Se inclui o zero, a diferença não está demonstrada; se é larga, falta precisão (grupo pequeno). | Valor-pValor-p: mostra se a diferença pode ter sido só sorte. É a chance de aparecer, por puro acaso, uma diferença igual ou maior que a vista, se os dois grupos fossem na verdade iguais. Exemplo: p = 0,08 = em cerca de 8 de cada 100 sorteios. Quanto menor, menos provável que seja acaso; abaixo de 0,05 (5 em 100) diz-se que a diferença é significativa. Não diz se a diferença é grande ou importante: para isso, veja a Diferença e o IC 95%. | |
|---|---|---|---|---|---|
| IPGLIPGL (Índice de Produção do Gir Leiteiro): combina as GPTAs de leite (peso 3), gordura (peso 2), proteína (peso 2) e idade ao primeiro parto (peso 1,5) (Panetto et al., 2026). | 2.079,9 | 1.731,3 | +348,7 | 308,6 a 388,7 | < 0,001 |
| GPTA Leite (PL)GPTA: capacidade prevista de transmissão genômica; o que a fêmea deve transmitir às filhas, estimado com pedigree, produção e genótipos (marcadores SNP). | 1.090,2 | 816,4 | +273,8 | 264,0 a 283,5 | < 0,001 |
| GPTA Proteína | 22,11 | 19,25 | +2,86 | 1,94 a 3,77 | < 0,001 |
| GPTA Gordura | 31,79 | 28,93 | +2,86 | 1,15 a 4,57 | 0,001 |
| GPTA IPP | -63,0 | -53,8 | -9,2 | -13,0 a -5,4 | < 0,001 |
| STA OócitosSTA Oócitos: avaliação do número total de oócitos produzidos, numa escala transformada (a maioria entre −3 e +3); indica o potencial da fêmea como doadora para FIV. | -0,38 | -0,12 | -0,26 | -0,55 a 0,03 | 0,079 |
| Gerações completas equivalentesGerações completas equivalentes: profundidade do pedigree conhecido. Cada ancestral conhecido soma metade a cada geração (pais 1/2 cada, avós 1/4, bisavós 1/8...). 5 = tanta informação quanto 5 gerações completas. | 6,99 | 6,50 | +0,49 | 0,36 a 0,63 | < 0,001 |
| F (%)Endogamia (F): probabilidade de os dois genes que o animal recebeu do pai e da mãe serem cópias do mesmo gene de um ancestral comum aos dois. 0% = pais sem parentesco conhecido; 25% = cria de pai × filha ou de irmãos completos. | 6,06 | 4,43 | +1,63 | 1,03 a 2,23 | < 0,001 |
| F ≥ 6,25%Endogamia (F): probabilidade de os dois genes que o animal recebeu do pai e da mãe serem cópias do mesmo gene de um ancestral comum aos dois. 0% = pais sem parentesco conhecido; 25% = cria de pai × filha ou de irmãos completos. | 43,9% | 23,8% | +20,1 p.p. | 7,9 a 33,0 p.p. | < 0,001 |
| Beta-caseína A2A2 (entre as genotipadas) | 84,2% | 82,2% | +2,1 p.p. | -9,6 a 9,4 p.p. | 0,687 |
| FIV ou TE no nome | 94,7% | 84,3% | +10,5 p.p. | 1,3 a 14,1 p.p. | 0,030 |
| Pais distintos (contagem direta) touros diferentes entre todas as fêmeas de cada grupo, sem ajustar o tamanho; não se compara direto: grupos maiores sempre têm mais touros | 16 57 fêmeas · 28,1 por 100 | 252 5.529 fêmeas · 4,6 por 100 | — | — | — |
| Filhas dos 3 pais mais frequentes (contagem direta) no grupo inteiro, sem ajustar o tamanho; num grupo pequeno, 3 touros cobrem uma parte maior das filhas só pelo tamanho | 49,1% 28 de 57 | 28,9% 1.596 de 5.529 | — | — | — |
| Pais distintos em 57 fêmeasRarefação: comparação em grupos do mesmo tamanho. Como o número de touros diferentes cresce com o tamanho do grupo, sorteiam-se 5.000 vezes, dentro da Elite, grupos do tamanho da Super Elite e compara-se a Super Elite com a média desses sorteios (Sanders, 1968; Hurlbert, 1971; Gotelli & Colwell, 2001). (rarefação) quantos touros diferentes são pais das fêmeas do grupo; na Elite, média de 5.000 sorteios de 57 fêmeas, para comparar grupos do mesmo tamanho: menos touros = grupo mais concentrado em poucas famílias | 16 57 fêmeas com pai conhecido | 27,3 no total: 252 touros / 5.529 fêmeas com pai conhecido | -11,3 | sorteios: 21 a 33 | < 0,001 |
| Filhas dos 3 pais mais frequentes (rarefação) parte das fêmeas do grupo que são filhas dos 3 touros com mais filhas nele (na Elite, média dos mesmos sorteios): quanto maior, mais o grupo depende de poucas famílias | 49,1% 28 de 57 fêmeas | 33,7% no total: 28,9% (1.596 de 5.529) | +15,5 p.p. | sorteios: 24,6% a 43,9% | 0,003 |
A STA Oócitos é a avaliação do número total de oócitos produzidos, publicada desde outubro de 2025 numa escala transformada (a maioria dos animais entre −3 e +3); ela indica o potencial da fêmea como doadora para produção de embriões in vitro (Panetto et al., 2026).
Cada ponto é um animal, nos dois índices padronizados (escore z: diferença para a média do recorte, em desvios-padrão). Os quadrantes separam quem está acima ou abaixo da média em cada índice.
A correlação vista dentro da Subpopulação Elite é atenuada pela própria seleção: ao escolher só os melhores num índice, a variação diminui e a associação com outras características muda. Ela não equivale à correlação genética da raça; a correção clássica é a de Pearson-Lawley (Lawley, 1943).
A STA Oócitos é a avaliação do número total de oócitos produzidos, publicada desde outubro de 2025 numa escala transformada (a maioria dos animais entre −3 e +3); ela indica o potencial da fêmea como doadora para produção de embriões in vitro (Panetto et al., 2026).
Cada ponto é um animal, nos dois índices padronizados (escore z: diferença para a média do recorte, em desvios-padrão). Os quadrantes separam quem está acima ou abaixo da média em cada índice.
A correlação vista dentro da Subpopulação Elite é atenuada pela própria seleção: ao escolher só os melhores num índice, a variação diminui e a associação com outras características muda. Ela não equivale à correlação genética da raça; a correção clássica é a de Pearson-Lawley (Lawley, 1943).
Para cada criador, a composição dos seus animais pelos quadrantes da dispersão IPGL × GPTA (acima ou abaixo da média do recorte em cada índice). Mostra o perfil de cada rebanho: equilibrado nos dois índices ou especializado em um.
Os três índices ao mesmo tempo, padronizados (escore z). Em destaque, os animais acima da média do recorte nos três.
Vale a mesma ressalva das dispersões: dentro da Subpopulação Elite as associações entre índices são atenuadas pela seleção (Lawley, 1943).
Carregando o gráfico 3D…
Um animal por linha, com os dados da planilha da ABCGIL, o criador pela marca e, quando calculado, o F e a profundidade do pedigree. O link “pedigree” abre a ficha genealógica montada com a consulta pública da ABCZ.
